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    Idoso que levou mil picadas de abelha no PR recebe alta após uma semana; veneno provocou condição que danifica músculos e pode afetar rins

    7 hours ago

    Foto ilustrativa Reprodução/TV Gazeta O idoso de 68 anos que levou cerca de mil picadas de abelha enquanto cortava a grama do jardim da própria casa em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, recebeu alta após passar uma semana internado. Ele precisou ficar hospitalizado porque, devido à quantidade muito elevada de veneno de abelha, desenvolveu "rabdomiólise". A condição faz com que o músculo sofra dano intenso e libere substâncias no sangue que podem sobrecarregar os rins. Saiba mais abaixo. As informações foram repassadas ao g1 pelo Hospital Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG), que informou que o homem foi liberado na tarde de segunda-feira (12) após apresentar "melhora significativa" nos exames, ter a função renal preservada e não demonstrar "disfunções associadas". ✅ Clique aqui e siga o g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp O ataque das abelhas aconteceu na segunda-feira anterior, dia 5 de janeiro. Duas sobrinhas dele, uma jovem de 25 anos e uma bebê de 11 meses de idade, também foram picadas, mas ficaram bem. A jovem levou cerca de 20 picadas e a bebê, uma. Relembre detalhes mais abaixo. A situação mais grave foi a do idoso - que, apesar da grande quantidade de picadas, chegou ao hospital consciente, estável, respirando normalmente e sem sinais de choque, segundo o HU-UEPG. No entanto, após a rabdomiólise os exames de sangue mostraram "sinais importantes" de lesão muscular, confirmando a gravidade do quadro, diz o hospital. "Diante disso, o paciente permaneceu internado sob cuidados da equipe de clínica médica. O paciente também foi avaliado pela Odontologia Hospitalar, onde foram identificadas apenas lesões leves nos lábios, sem sinais de infecção. [...] Diante da evolução clínica favorável, recebeu alta hospitalar, com orientações médicas e acompanhamento ambulatorial", aponta o hospital. Leia também: Veja vídeo: Ciclista desmaia ao ser atropelado por caminhonete, cai dentro de caçamba e acorda na garagem da casa do motorista Poluição: Moradores denunciam mau cheiro e dono de indústria é preso; empresário foi liberado após pagar fiança de R$ 20 mil Acidente seguido de crime: Caminhoneiro morre após tombar e cair em rio, e 15 pessoas são presas por saquear carga de cerveja durante resgate do corpo da vítima O que é rabdomiólise O Ministério da Saúde explica que a rabdomiólise é uma síndrome decorrente da lesão de células musculares esqueléticas, com a consequente liberação de substâncias intracelulares na circulação sanguínea. Isso desencadeia um quadro de início súbito de rigidez e dores musculares, e pode sobrecarregar os rins, órgãos responsáveis pela filtragem do sangue. O desenvolvimento de rabdomiólise pode ser causado por mecanismos físicos, traumáticos, genéticos ou tóxicos, como: atividade física intensa, compressão muscular, imobilização prolongada, depressão do estado de consciência, uso de medicamentos e drogas, doenças infecciosas, alterações eletrolíticas, toxinas (como a das abelhas), entre outras. O período de incubação da doença - ou seja, o tempo para o aparecimentos dos primeiros sintomas - é de até 24 horas. Ataque de abelhas em Ponta Grossa Idoso sobrevive a ataque de abelhas em Ponta Grossa O ataque das abelhas aconteceu na segunda-feira do dia 5 de janeiro, enquanto o idoso cortava a grama do jardim da própria casa em Ponta Grossa. Segundo familiares, há um enxame na calha da casa há anos, mas nenhum outro incidente havia sido registrado anteriormente. O idoso conseguiu espantar os animais jogando água, mas acabou levando cerca de mil picadas. Familiares contaram que ele não é alérgico a ferrão - fato crucial para ele ter sobrevivido RELEMBRE OUTRO CASO: Picada de abelha no pescoço pode ser fatal? Criança morreu com uma única ferroada Idoso foi atacado por abelhas enquanto cortava grama Valdecir Galvan/RPC O que fazer após picadas de abelha O Ministério da Saúde orienta que, logo após a picada de abelha, a região afetada deve ser lavada com água e sabão e os ferrões devem ser removidos da pele com uma lâmina ou agulha, sem pressioná-los. "Evite retirá-los com pinças, pois estas podem provocar a compressão dos reservatórios de veneno, causando a inoculação do veneno ainda existente no ferrão", complementa o órgão. O Corpo de Bombeiros explica que isso se deve ao fato de que os ferrões continuam liberando o veneno gradativamente e, por isso, a retirada interrompe esse processo. A corporação também ressalta que, em caso de ataques, as pessoas devem proteger o pescoço e o rosto com a ajuda de uma camisa ou outra vestimenta. "Se a ferroada ocorrer na cabeça e/ou pescoço, procure imediatamente auxílio médico", destaca a corporação. O médico socorrista Rusllan Ribeiro ainda ressalta que em caso de reações mais graves, como grande inchaço e falta de ar, também deve-se procurar imediatamente por atendimento médico. Uma opção é o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por meio do telefone 192. Cuidados com abelhas Imagem ilustrativa Denis Ferreira Netto/AEN O Corpo de Bombeiros destaca que o calor e a florada da primavera influenciam no surgimento de enxames itinerantes e aumento do número de abelhas nas colmeias. A alta temperatura também deixa as abelhas, vespas ou marimbondos mais agitados e agressivos, e nesta época do ano é recorrente o aumento do número de ataques. Para evitar problemas, o Corpo de Bombeiros do Paraná recomenda: Evite movimentos bruscos e excessivos próximos a colmeias; Não grite, pois as abelhas são atraídas por ruídos, principalmente os agudos; Evite operar qualquer máquina barulhenta próximo a colmeias. Examine a área de trabalho antes de usar equipamentos motorizados; Ensine as crianças a se precaver e não matar as abelhas, vespas ou marimbondos; Pessoas alérgicas a picada de insetos devem evitar caminhadas em áreas de mata, pois para quem é sensível à peçonha, apenas uma picada pode ser suficiente para gerar um choque anafilático; Afaste os animais domésticos do enxame porque qualquer barulho pode irritar o enxame e desencadear o ataque; Após a picada, a abelha perde seu ferrão e a bolsa de peçonha e morre. Contudo, o mesmo não se aplica às vespas e marimbondos. Após picar eles estão prontos para atacar novamente; Em casos de formação de colmeias em residências, o proprietário deve acionar um apicultor especializado para a remoção do foco. Nos casos mais críticos, acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul
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