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    Ibovespa cai mais de 3% com guerra no Oriente Médio e dados do PIB do Brasil; Dólar sobe

    há 3 meses

    Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa operava em forte queda nesta terça-feira (3), recuando 3,07% e atingindo 183.495 pontos por volta das 10h30. No mesmo horário, o dólar avançava 1,66%, cotado a R$ 5,2514. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O Irã afirmou que fechou o Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar navios que tentarem atravessar a rota. O anúncio, feito pela mídia estatal em nome da Guarda Revolucionária, é o mais duro desde o aviso inicial do bloqueio e foi apresentado como retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei. ▶️ A declaração do Irã sobre o fechamento da principal rota do petróleo no mundo impulsionou uma forte alta da commodity e acendeu o alerta nos mercados globais. Nesta terça-feira, os preços do petróleo seguem em trajetória de alta, com o barril registrando avanço superior a 7%. ▶️ No Brasil, o destaque fica por conta da divulgação do PIB de 2025, divulgado pelo IBGE. A economia brasileira cresceu 2,3% no ano passado, representando uma desaceleração em comparação a 2024, quando o Brasil cresceu 3,4%. ▶️ Ainda nesta terça-feira, às 11h, serão divulgados os dados de criação de empregos formais no Brasil em janeiro, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,62%; Acumulado do mês: +0,62%; Acumulado do ano: -5,88%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,28%; Acumulado do mês: +0,28%; Acumulado do ano: +17,49%. Petróleo em disparada Os preços do petróleo continuam em forte alta nos mercados internacionais depois que o Irã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou atacar qualquer navio que tentasse cruzar a rota. Nesta manhã, o barril do petróleo tipo Brent subia quase 7%, cotado acima de US$ 82. A região é estratégica para o comércio global de energia, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, o que aumentou o temor de desabastecimento e disparou os preços da commodity. A alta já vinha sendo impulsionada pela intensificação da guerra no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que também atingiram instalações do setor de energia. Com isso, países da região interromperam preventivamente a produção de petróleo e gás, como Catar, Arábia Saudita e Israel, agravando as preocupações com a oferta global. Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi afetado, reforçando a pressão sobre os preços da energia. O avanço do conflito elevou a percepção de risco nos mercados financeiros, que passaram a monitorar possíveis impactos sobre a inflação e o crescimento econômico mundial. 🛢️ A forte alta do petróleo beneficia as empresas do setor porque elas vendem a commodity a preços internacionais. Quando o barril sobe, a receita dessas companhias tende a aumentar, o que melhora a perspectiva de lucro e impulsiona suas ações na bolsa. Nesta segunda-feira, as ações da Petrobras subiram mais de 4%, ajudando a reduzir a baixa do Ibovespa, que acompanhava as quedas pela manhã antes de inverter o sinal. PIB brasileiro O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, segundo o IBGE, desacelerando frente aos 3,4% de 2024 e registrando o menor avanço em cinco anos. Ainda assim, foi o quinto ano seguido de crescimento da economia. No quarto trimestre, a alta foi de apenas 0,1%, indicando estagnação no fim do ano. O principal motor do crescimento foi a agropecuária, que avançou 11,7%, impulsionada por safras recordes de milho e soja. O setor de serviços cresceu 1,8%, mesmo com juros elevados, enquanto a indústria teve alta modesta de 1,4%, sustentada pelas indústrias extrativas (óleo e gás). Pelo lado da demanda, o consumo das famílias subiu 1,3%, desacelerando em relação a 2024 por causa dos juros altos e do endividamento. Os investimentos do governo cresceram 2,9%, apoiados pela importação de bens de capital e pela construção. Exportações avançaram 6,2%, e importações, 4,5%. 💰 Embora a economia brasileira tenha começado o ano em ritmo mais forte, para muitos brasileiros, a sensação foi de que o dinheiro continuou curto no final do mês. Entenda por que o brasileiro não percebe a melhora da economia. Mercados globais Em Wall Street, os índices das bolsas americanas operam no vermelho antes da abertura do mercado, após a intensificação da guerra no Oriente Médio aumentar a preocupação dos investidores com os efeitos do petróleo mais caro sobre a atividade econômica e a inflação. Por volta das 7h (horário de Brasília), o futuro do Dow Jones caía cerca de 815 pontos, o equivalente a 1,7%. O S&P 500 recuava aproximadamente 120 pontos, também com perda de 1,7%, enquanto o Nasdaq 100 liderava as quedas, com baixa de cerca de 570 pontos, ou 2,3%, pressionado pela maior exposição das empresas de tecnologia ao cenário de maior aversão ao risco. Os mercados europeus caíram forte nesta terça, também pressionados pela alta do petróleo e do gás causada pela guerra, o que elevou o temor de que o conflito prolongado encareça combustíveis, transporte e produtos em geral, prejudicando a economia Com a energia mais cara, investidores ficaram mais cautelosos e venderam ações. Pela manhã, as principais bolsas da Europa operavam em queda: Paris recuava 2,15%, Frankfurt caía 2,78%, Londres perdia 2,02%, Milão tinha baixa de 3,21% e Madri caía 3,56%. Já as bolsas da Ásia fecharam em queda nesta terça-feira, diante do agravamento da guerra no Oriente Médio, que aumentou a aversão ao risco entre os investidores. Na China, o índice de Xangai recuou 1,43%, aos 4.122 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,54%, para 4.655 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,12% e terminou o dia em 25.768 pontos. No Japão, o Nikkei despencou 3,1%, aos 56.279 pontos, e na Coreia do Sul o Kospi teve queda acentuada de 7,24%, fechando em 5.791 pontos. Em Taiwan, o Taiex recuou 2,20%, para 34.323 pontos, enquanto na Austrália o S&P/ASX 200 caiu 1,34%, aos 9.077 pontos. A única exceção foi Cingapura, onde o Straits Times subiu 0,53%, para 4.916 pontos. O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo
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