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    Ibaneis exonera indicados de deputados da base que votaram contra projeto de lei de socorro ao BRB: 'Feito o necessário'

    há 3 meses

    BRB espera aprovação do projeto de socorro em até três semanas O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), exonerou indicados de deputados distritais da base do governo que votaram contra o projeto de lei que autoriza o repasse de nove imóveis públicos da capital federal ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB). O PL foi aprovado por 14 votos a 10 contra em dois turnos, nesta terça-feira (3), na Câmara Legislativa. O texto vai à sanção do governador. À TV Globo, Ibaneis disse que foi "feito o que era necessário". "É a política. Ou é base ou não é. Ainda terá mais [exoneração]", completou o governador. As exonerações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial desta terça, 30 minutos após o fim da votação na CLDF. Veja quem são: secretário de Projetos Especiais Marcos Araújo Pinto Teixeira; administrador regional de São Sebastião, Roberto Medeiros Santos; administrador regional do SIA, Bruno Ericky Francisco Alvim de Oliveira; diretor-presidente do Jardim Botânico de Brasília, Allan Freire Barbosa da Silva. Conforme apurado pela TV Globo, o deputado mais afetado foi Thiago Manzoni (PL). Dos quatro exonerados, três eram seus indicados. O distrital não quis comentar sobre o ocorrido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Entenda o PL Plenário da Câmara Legislativa TV Globo/Reprodução Segundo o projeto em tramitação, o governo do DF e o BRB teriam algumas opções para transformar esses imóveis públicos em ajuda ao banco: 👉 Incluir os próprios imóveis no patrimônio do BRB: se julgar viável, o governo do DF poderia transferir diretamente esses imóveis para o BRB. Os lotes passariam a constar no capital do banco, como ativos imobilizados. 👉 Vender os imóveis e incorporar o dinheiro: o documento autoriza expressamente a venda dos imóveis incluídos na lista (veja abaixo). Esses lotes hoje compõem o patrimônio do Distrito Federal ou de órgãos da administração indireta, como Terracap, Novacap, CEB e Caesb. 👉 Outras medidas financeiras: outro artigo do projeto de lei abre espaço para que o BRB e o governo do DF usem "outras medidas permitidas em lei" para reforçar o patrimônio do banco a partir dos imóveis. Essa abertura inclui, por exemplo, a tomada de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou instituições financeiras. Veja como votou cada deputado VOTARAM SIM: 14 deputados Daniel Donizet (MDB) Doutora Jane (AGIR) Eduardo Pedrosa (União Brasil) Hermeto (MDB) Iolando (MDB) Jaqueline Silva (AGIR) Joaquim Roriz (PL) Jorge Vianna (PSD) Martins Machado (Republicanos) Pastor Daniel de Castro (PP) Pepa (PP) Robério Negreiros (PSD) Roosevelt Vilela (PL) Wellington Luiz (MDB) VOTARAM NÃO: 10 deputados Chico Vigilante (PT) Dayse Amarílio (PSB) Fábio Félix (PSOL) Gabriel Magno (PT) João Cardoso “Professor Auditor” (Avante) Max Maciel (PSOL) Paula Belmonte (Cidadania) Ricardo Vale (PT) Rogério Morro da Cruz (PMN) Thiago Manzoni (PL) O que diz o BRB "O BRB – Banco de Brasília S.A. (“BRB” ou “Companhia”) informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que a Câmara Legislativa do Distrito Federal (“CLDF”) aprovou, nesta data, o Projeto de Lei nº 2.175/2026, que estabelece medidas a serem adotadas pelo Distrito Federal, como acionista controlador, para o fortalecimento das condições econômico-financeiras do BRB. As próximas etapas incluem o envio do texto para sanção do Governador do Distrito Federal, bem como a adoção dos procedimentos internos e regulatórios necessários à implementação de suas disposições. O BRB reafirma seu compromisso com transparência e ética, e manterá seus acionistas e o mercado informados sobre os desdobramentos do Projeto de Lei, conforme sua Política de Divulgação e a Resolução CVM nº 44/2021." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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