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    Hospital Estadual de Franca: como unidade pode ajudar a 'desafogar' a saúde na região de Ribeirão Preto

    22 hours ago

    Hospital Estadual de Franca: entenda como unidade beneficia saúde regional Cirurgias de alta complexidade, exames menos invasivos e consultas em diferentes especialidades tornam o novo Hospital Estadual Dom Diógenes Silva Matthes estratégico para desafogar as filas em Franca (SP), reduzir a pressão na Santa Casa e melhorar o acesso à saúde em mais de 20 cidades no entorno. Esperado há anos, o centro hospitalar, que chegou a ser chamado de Hospital Regional 3 Colinas, foi inaugurado no início do mês. Pela capacidade de atendimento e operação, é uma das estruturas mais importantes da saúde da região de Ribeirão Preto (SP) que deve causar impactos em diferentes níveis, inclusive na atenção básica. "Trata-se de um equipamento de ponta terciário. É o topo da pirâmide na estrutura hierárquica de saúde, que vai ter um impacto não só na alta complexidade, mas ,como está tudo conectado, também na baixa e média complexidade da cidade e da região", afirma Valdair Muglia, diretor executivo da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência (Faepa), responsável pela gestão do hospital em Franca. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A seguir, entenda como o novo hospital estadual em Franca deve reconfigurar a saúde na região. Hospital Estadual de Franca, SP. João Valério/Governo Estado SP Exames em oncologia e leitos de psiquiatria Quando estiver em pleno funcionamento, o Hospital Estadual de Franca terá 225 leitos, 1,2 mil funcionários e uma capacidade de realizar 1,5 mil consultas por mês, com serviços de urgência e emergência, atendimentos ambulatoriais de diferentes especialidades, exames de alta precisão, alguns deles voltados para a oncologia, como biópsias de lesão de pele, de próstata e tireoide. "São órgãos cuja prevalência de tumores é muito alta. Então existe uma demanda muito grande para a investigação, tanto de próstata no homem, como tireoide de uma maneira geral." O local também contará com leitos de internação em psiquiatria. Serão 20 vagas para casos agudos, incluindo psiquiatria infanto-juvenil. "É para pessoas que tem alguns transtornos que esporadicamente, em um período de agudização, exige uma internação. Não é a internação de longa duração, como existem alguns hospitais específicos para isso", explica Muglia. Hospital Estadual de Franca (SP). João Valério/Governo Estado SP Menor sobrecarga em hospitais da região O principal benefício esperado é que haja um alívio na sobrecarga de atendimentos prestados pela Santa Casa de Franca, até então a principal referência de alta complexidade entre os 22 municípios do Departamento Regional de Saúde (DRS-8). Segundo Muglia, o hospital se tornará um dos principais centros de saúde da região de Ribeirão Preto, com padrões similares aos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, também gerenciado pela Faepa. "É um hospital nesse porte um pouco menor, por exemplo, para uma comparação, que o Hospital das Clínicas, que hoje opera em torno de 670, 680 leitos, mas, em termos de complexidade, está habilitado a atender boa parte de todo atendimento que será feito." Além disso, a expectativa é de que outros hospitais da região, que realizam procedimentos de média complexidade, como a Santa Casa de Ituverava (SP), possam se beneficiar. "Apesar de Franca ser a maior cidade na regional, muitas vezes acontecia de encaminhamentos para outras cidades e outras Santas Casas, devido à sobrecarga existente. (...) A ideia é que, com esse equipamento em pleno funcionamento, a gente possa não só dar conta da demanda da cidade de Franca, mas também receber pacientes da região inteira", afirma o diretor executivo. Hospital Estadual de Franca (SP) vai realizar exames em diferentes especialidades e atendimentos de alta complexidade. João Valério/Governo Estado SP Nova opção para urgências e emergências Embora não comente sobre locais específicos, o diretor da Faepa acredita que o Hospital Estadual pode levar a um alívio sistêmico em unidades de pronto atendimento. Isso porque, ao oferecer vagas para internação em alta complexidade, o centro pode melhorar o fluxo de regulação a partir dessas unidades. Além disso, o novo hospital, ainda que receba pacientes apenas por triagem, estará apto a receber casos de urgência e emergência, quando solicitado pela rede. "Muitas vezes você tem, em uma unidade de pronto atendimento, situações que se você não tem um hospital de alta complexidade já pronto, esse paciente fica retido e obviamente demanda uma atenção imediata de todo mundo. E óbvio que isso acarreta uma subtração no atendimento dos outros pacientes lá", argumenta. Leitos do Hospital Estadual de Franca (SP). João Valério/Governo Estado SP Hospital aberto em etapas Para garantir a segurança das operações, a validação de procedimentos e também por questões de infraestrutura e dependência de fornecedores, o hospital vai incrementar suas atividades por etapas com uma abertura gradual de 20 leitos por semana, além de um cronograma para diferentes operações. Veja algumas das novidades que serão incrementadas gradativamente, segundo o diretor da Faepa: 📌Maio: início das consultas ambulatoriais e de clínica médica; exames de ecocardiografia, ultrassonografia e radiografia. 📌Junho: início dos atendimentos de enfermaria; funcionamento de exames de cardiologia mais complexos como Holter e MAPA. 📌Julho: início das atividades do centro cirúrgico; entrada de operação da tomografia; ativação de exames de endoscopia digestiva alta, eletroencefalograma, colonoscopia e exames de otorrino (audiometria e BERA); início de procedimentos ambulatoriais mais complexos, como biópsias de pele, próstata e tireoide. 📌Até o fim do ano: colocar o hospital em operação plena, atingindo a capacidade total de 225 leitos. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
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