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    Homem morto em arrastão em São Gonçalo pode ter sido confundido com criminoso, diz testemunha

    3 months ago

    Alan de Souza Nascimento foi morto durante troca de tiros em São Gonçalo Reprodução/TV Globo O homem que morreu baleado durante um confronto entre a polícia e bandidos que faziam um arrastão na BR-101, Rodovia Niterói-Manilha, na altura do bairro do Portão do Rosa, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do RJ, na madrugada de sábado (21), pode ter sido confundido com os criminosos, segundo uma testemunha. Alan de Souza Nascimento foi atingido e não resistiu aos ferimentos. De acordo com a testemunha, criminosos faziam um arrastão na rodovia e obrigaram motoristas a atravessar os carros na pista para impedir a chegada da polícia. Minutos depois, ainda de acordo com o relato, policiais do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (Recom) teriam confundido o veículo onde o grupo estava com o carro dos assaltantes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Alan trabalhava em uma lanchonete no bairro Trindade, também em São Gonçalo, e voltava para casa com colegas após o expediente. Imagens mostram confronto entre policiais e os criminosos na BR 101, em São Gonçalo Reprodução/TV Globo O carro em que eles estavam foi fechado por criminosos na altura do Boaçu. De acordo com a testemunha, os bandidos ordenaram que todos parassem e bloqueassem a via. “Tava tendo arrastão. Os caras mandaram a gente parar e atravessar o carro na rua. Nisso, eles falaram: ‘a Recom, a Recom’. Os bandidos correram, e a Recom já veio dando tiro. A gente saiu do carro pra deitar no chão, e acabaram acertando o Alan”, contou o rapaz que estava com ele no veículo. Imagens feitas por moradores registram o som dos tiros no momento da ação. Segundo a Polícia Militar, criminosos atiraram ao perceber a aproximação dos agentes do Recom, o que teria iniciado o confronto. A corporação afirma que, após estabilizar a área, os policiais encontraram Alan ferido e tentaram socorrê-lo. Ele morreu antes de chegar ao hospital. A testemunha, porém, contesta a versão de confronto e afirma que os criminosos já haviam fugido quando os disparos começaram. Ele relata ainda que Alan foi colocado na viatura, mas os policiais retornaram cerca de 10 minutos depois, dizendo não ter encontrado um pronto-socorro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Botaram o Alan dentro do carro. Depois voltaram na contramão, já com ele sem vida”, disse. A morte de Alan provocou protesto de moradores, que fecharam pistas da BR‑101 e incendiaram objetos, pedindo justiça e responsabilização. O enterro aconteceu neste domingo (22), no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo. Familiares e amigos levaram cartazes cobrando a apuração do caso. A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) já instaurou inquérito e investiga as circunstâncias da morte.
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