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    Homem condenado a quase 9 anos por roubo em MT é absolvido pelo STJ por falta de provas

    há 3 meses

    Fachada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) TV Gazeta Um homem de 24 anos que havia sido condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão além de 22 dias-multa foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou inexistirem provas suficientes para sustentar a condenação. A ação da Defensoria Pública de Mato Grosso foi divulgada nesta terça-feira (10). O pedido de liberdade foi apresentado pela Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT). A defesa argumentou que a condenação se baseou apenas em um reconhecimento fotográfico e pessoal considerado irregular, sem outras provas que confirmassem a autoria do crime. A decisão foi assinada pelo ministro Og Fernandes, no dia 2 de março. Segundo ele, o reconhecimento do suspeito não seguiu as regras previstas no Código de Processo Penal (CPP), que estabelece procedimentos para evitar erros na identificação de suspeitos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 A condenação O assalto ocorreu em outubro de 2020, em uma via pública de Várzea Grande. De acordo com a decisão, o reconhecimento do acusado foi feito: Durante o crime, os autores usavam máscara e boné, o que impediu a vítima de ver claramente o rosto deles. A vítima afirmou ter reconhecido o acusado pela voz e pela altura. O reconhecimento ocorreu na delegacia cerca de dois dias após o crime, quando policiais pediram para o suspeito dizer o nome completo. A polícia chegou ao nome do acusado após consultar banco de dados de pessoas que costumavam agir com o coacusado, que havia confessado o crime; O coacusado confessou o roubo, mas não mencionou o nome dele como participante. Na decisão, o ministro destacou que o reconhecimento de pessoas é considerado uma “prova irrepetível”. Isso significa que, se o primeiro contato ocorrer de forma incorreta, a memória da vítima pode ser influenciada, dificultando a correção do erro posteriormente. Após questionamentos da defesa no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o caso chegou ao STJ. Como a condenação dependia exclusivamente do reconhecimento considerado ilegal, o tribunal decidiu pela absolvição imediata.
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