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    Histórico criminal: padrasto que morreu carbonizado com jovem tinha condenações por homicídio no trânsito e morte de enteada

    13 hours ago

    Incêndio que matou padrasto e enteada em Araguaína é investigado pela Polícia Civil Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, encontrado morto em um incêndio com a enteada Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, possuía uma sequência de crimes que começou quase duas décadas antes de sua morte em Araguaína, no norte do Tocantins. Documentos da Justiça mostram que ele se envolveu em um homicídio culposo no trânsito ocorrido em 2007 e dois anos depois estuprou e matou uma enteada. Ele foi julgado e condenado pelos dois crimes. O homem foi encontrado carbonizado dentro de uma casa em Araguaína, no norte do Tocantins, junto com a enteada Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, na quarta-feira (3). No local, foi apreendido um galão com vestígios de gasolina e os corpos foram achados sem roupas na parte inferior. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp De acordo com a sentença, o homicídio no trânsito aconteceu no dia 16 de dezembro de 2007, no setor JK, em Araguaína. Na ocasião, Ivano trabalhava como motorista profissional e, ao conduzir uma carreta, atropelou e matou um homem. Segundo a perícia, a vítima foi atingida pelo pneu traseiro do veículo e Ivano fugiu do local sem prestar socorro, alegando posteriormente que teve medo de sofrer um linchamento. A condenação do caso saiu em 2025. Ele foi condenado a dois anos e quatro meses de detenção por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a pena agravada pela omissão de socorro e pelo exercício da profissão. O g1 não conseguiu contato com o advogado de Ivano neste processo. LEIA TAMBÉM: Delegado aposentado que investigou padrasto pela morte da enteada em 2009 relembra caso: 'Chocou pela crueldade' Dois corpos são encontrados carbonizados dentro de casa em Araguaína Jovem encontrada carbonizada com o padrasto estava sem parte das roupas, diz PM Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, morreram carbonizados em Araguaína Reprodução/Instagram Laiane Cardoso/TV Anhanguera A Justiça determinou que a pena fosse cumprida inicialmente em regime aberto, mas impôs a suspensão da sua CNH pelo mesmo período da condenação. O juiz informou que considerou as agravantes de omissão de socorro e o fato de o crime ter sido cometido durante o exercício da profissão. Condenado a 35 anos Ivano voltou investigado pela polícia em novembro de 2009, quando estuprou e asfixiou sua então enteada, Layla Athyla Maranhão Vales, de 19 anos. Conforme a denúncia do Ministério Público, após matar a jovem, Ivano ateou fogo ao corpo dela e à residência da família para tentar ocultar os vestígios da violência sexual e do assassinato. Segundo informações divulgadas no Diário da Justiça de 2011, após julgamento de apelação ao Tribunal de Justiça do Tocantins, ele confessou que cometeu os crimes de incêndio e homicídio e foi condenado a 35 anos de prisão. No mesmo ano, Ivano tentou fugir da prisão. A Justiça determinou que a pena fosse cumprida em regime fechado. Por causa dos trabalhos feitos na unidade penal, o padrasto teve redução no período de reclusão, além de conseguir mudar para o regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica. O delegado aposentado Silneyr Deófanes foi responsável pela investigação na época e relembrou o crime. "Ele demonstrava ser uma pessoa fria e sem arrependimento. Um verdadeiro psicopata", afirmou. A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça informou que Ivano obteve o benefício do trabalho externo para atuar no setor de vendas, permitindo que ele se deslocasse para todo o território do Tocantins, com o uso da tornozeleira. Conforme o estado, todas as violações registradas no sistema de monitoramento foram notificadas ao Poder Judiciário, responsável pela aplicação de punições (veja nota completa abaixo). Corpos carbonizados em casa Corpos estavam sob destroços de móveis e foram localizados com apoio da perícia técnica Divulgação/CMBTO Segundo os bombeiros, os corpos de Ivo e Laiane Cardoso Noleto foram encontrados sem roupas na parte inferior do corpo e carbonizados após uma explosão. O corpo de Ivano foi localizado sobre os destroços de uma cama destruída pelas chamas. Segundo a Polícia Militar, os dois estavam sem roupas na parte inferior do corpo. No imóvel, também foi encontrado um galão com vestígios de gasolina. De acordo com os investigadores, isso indica uma semelhança com o método utilizado há 17 anos no crime contra Layla. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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