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    Hantavírus Andes: entenda por que variante transmitida entre humanos intriga especialistas

    11 hours ago

    OMS alerta sobre mais casos de hantavírus, mas espera que surto em navio seja 'limitado' Adobe Stock A cepa Andes do hantavírus circula há décadas na Patagônia argentina e chilena, sendo transmitida por roedores selvagens. Mas o surto associado ao navio de cruzeiro "Hondius" colocou o foco em uma característica excepcional desta variante: sua capacidade de ser transmitida entre pessoas. Como se comporta o roedor que a transmite? Há fatores ambientais que expliquem sua propagação? Por que é tão difícil de ser estudada? O roedor e o meio ambiente O reservatório do vírus Andes na Patagônia é o rato-de-cauda-longa, Oligoryzomys longicaudatus. O contágio inicial ocorre por exposição à saliva, urina ou fezes de roedores infectados, em geral em ambientes fechados. Para o biólogo Raúl González Ittig, professor associado de genética de populações da Universidade Nacional de Córdoba, os casos registrados na Argentina podem estar ligados a uma sequência de eventos ambientais: chuvas intensas associadas ao El Niño, mais vegetação e maior disponibilidade de alimento para os roedores. Vídeos em alta no g1 Um maior número destes animais não significa necessariamente um surto, mas sim mais oportunidades de contato. "Há mais indivíduos e há maior probabilidade de que algum trabalhador rural se infecte", disse González Ittig à AFP. Já a seca e os incêndios, que costumam ocorrer no verão na região, "fazem diminuir as populações de roedores", explicou o especialista. Nos casos de transmissão entre pessoas, o único roedor culpado é aquele que causou o primeiro contágio. Nesse cenário, "não é aplicável o que se sabe ou suspeita sobre a associação ou influência de fatores ambientais", disse à AFP a infectologista María Ester Lázaro, médica aposentada do Hospital Zonal de Bariloche. Além dos surtos conhecidos - na Patagônia argentina em 1996 e 2018, e agora no navio de cruzeiro - a transmissão entre pessoas é relatada muito ocasionalmente na região. Contágio entre humanos O epidemiologista Rodrigo Bustamante, do hospital de Bariloche, ressalta que a transmissão entre humanos da cepa Andes "não é uma regra, mas um evento excepcional que requer contato próximo de menos de um metro durante trinta minutos". Também não se comporta como a covid-19 ou a gripe. "É muito menos transmissível", disse Bustamante à AFP. Os cientistas rejeitam a ideia de que uma mutação recente tenha tornado a cepa Andes transmissível entre humanos. "É um vírus muito estável, ao contrário do da covid-19 ou da gripe. Cada hantavírus evoluiu desde tempos ancestrais com seu roedor hospedeiro sem sofrer mutações relevantes", disse Lázaro. Segundo a infectologista, ainda não se sabe "por que o vírus Andes, em vez de gerar um caso isolado ao infectar uma pessoa, é depois capaz de se transmitir a outra em algumas ocasiões e até mesmo gerar cadeias de transmissão com vários elos". González Ittig afirma, por sua vez, que acredita "que o vírus sempre teve essa propriedade" e que, possivelmente, "os humanos começaram a ocupar os ambientes onde viviam os ratos". Difícil de ser estudado Lázaro acredita que a baixa ocorrência de casos na região dificulta tirar conclusões. A evolução clínica também pesa. No começo, o paciente pode parecer saudável ou ter uma gripe com diarreia ou vômitos. "No quarto dia, em questão de horas, o paciente passa de um estado que parece uma gripe a já estar em um respirador", explica a médica. Na Terra do Fogo, de cuja capital, Ushuaia, saiu o navio "Hondius", cientistas discutem se o roedor local é o mesmo o rato-de-cauda-longa ou uma subespécie, sobre a qual existe um debate quanto ao seu potencial papel como reservatório de hantavírus. Especialistas do Malbrán, o instituto nacional que estuda doenças epidemiológicas, viajarão na segunda-feira a Ushuaia para realizar esta pesquisa. No decorrer da atual campanha epidemiológica, que se estende por 12 meses a partir de junho de cada ano, foram registrados 102 casos de diferentes cepas de hantavírus na Argentina, quase o dobro dos 57 contabilizados no mesmo período anterior.
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