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    Guerra no Oriente Médio: efeitos na economia serão duradouros e no mundo inteiro, diz FMI

    há 2 meses

    FMI: mesmo com trégua na guerra, haverá inflação alta e crise econômica por longo tempo O Fundo Monetário Internacional fez um alerta: mesmo que os países envolvidos suspendam os ataques, os efeitos na economia global serão duradouros e no mundo inteiro. Os efeitos vão muito além do campo de batalha. Com o Estreito de Ormuz quase fechado, o petróleo subiu mais de 50% no mercado internacional. A guerra no Irã provoca um efeito dominó na economia global. Com menos petróleo circulando, o combustível sobe. Fretes ficam mais caros, rotas se alongam, seguros aumentam. Indústria e agricultura pagam mais por energia e insumos, como fertilizantes. No fim da cadeia, o custo aparece onde todos sentem: nos alimentos. Nas Filipinas, o governo decretou emergência energética. No campo, o diesel mais caro já compromete a próxima safra. A crise chega também ao consumo mais básico. Na Índia, falta gás de cozinha e os preços disparam. Famílias voltam ao carvão e ao querosene. A Coreia do Sul busca garantir fornecimento de petróleo: "Estamos negociando com países produtores". A China proibiu a venda de gasolina e derivados para proteger o mercado interno. Sem fornecedores, refinarias estão pagando até US$ 150 no barril de petróleo na Europa e em algumas regiões da Ásia. Enquanto isso, a rotina muda. Na Austrália, falta combustível. Caminhoneiros protestam na França. E a Alemanha reduz expectativas de crescimento. Na Itália, um dos países mais visitados da Europa, as praças estão cheias e os hotéis também. Mas a instabilidade já aparece no preço das passagens e no aumento dos cancelamentos de voos, o que ameaça o setor de turismo. Os aeroportos italianos entraram em alerta. Na Itália, há terminais sem combustível e restrições de abastecimento. Guerra no Oriente Médio: efeitos na economia serão duradouros e no mundo inteiro, diz FMI Jornal Nacional/ Reprodução Nos Estados Unidos, motoristas enfrentam longas filas para reabastecer. O FMI diz que essa é uma das maiores crises de energia da história e que os danos serão duradouros: “Mesmo que a guerra termine hoje, a inflação será mais alta e o crescimento mais lento”. David Zylberstain, ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, diz que levará muito tempo para rotas e fornecimento serem reestabelecidos: “Você vai ter um processo aí de reconstrução da infraestrutura dos países que têm que fornecer esses insumos. Ou seja, a gente vai continuar, pelo mundo de uma maneira geral, tendo carência de diversos insumos, diversos produtos”. A crise começou com o bloqueio de uma rota marítima estratégica. Mas o preço dessa guerra está sendo cobrado em terra firme. LEIA TAMBÉM Irã chama ameaça de Trump de acabar com 'civilização' de potencial genocídio e diz que 'não ficará de braços cruzados' 'Uma civilização inteira morrerá': Irã, políticos dos EUA, ONU e Papa reagem a ameaça de Trump Com veto de China e Rússia, Conselho de Segurança da ONU rejeita uso da força para reabrir o Estreito de Ormuz Irã corta comunicação direta com EUA após Trump ameaçar 'destruir civilização' do país, diz jornal
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