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    Guerra no Irã: companhias aéreas sobem tarifas e cancelam voos após disparada do preço do querosene

    3 months ago

    Agência Internacional de Energia anuncia plano de liberação de reservas de petróleo Companhias aéreas europeias começaram a subir preços e cortar voos após a disparada do querosene de aviação, pressionado pela guerra no Oriente Médio. Empresas da Ásia seguem o mesmo caminho e já anunciam reajustes nas tarifas. A escandinava SAS cancelou centenas de voos nesta semana e anunciou aumento temporário nas tarifas para compensar a alta do combustível. A maioria das suspensões atinge rotas domésticas na Noruega, com impacto menor na Suécia e Dinamarca. "Dada a situação atual no Oriente Médio, incluindo o aumento acentuado e repentino nos preços globais de combustível, estamos adotando medidas para fortalecer nossa resiliência", declarou a SAS em comunicado à AFP. Outras gigantes europeias, como Air France-KLM e Lufthansa, também enfrentam pressão de custos. Parte do impacto é amortecida por contratos de hedge — compra antecipada de combustível a preços fixos —, mas o efeito da alta já começa a aparecer nas tarifas. O movimento pode impactar diretamente os brasileiros, que usam com frequência companhias europeias em voos internacionais. Na Ásia-Pacífico, empresas seguem na mesma direção. A australiana Qantas anunciou reajustes nas passagens, com alta média de cerca de 5% nos voos internacionais, segundo a imprensa local. A Thai Airways também estuda aumentos entre 10% e 15%, dependendo da evolução dos preços. Já a Air India informou que vai ampliar a cobrança de sobretaxas de combustível em voos domésticos e internacionais. A taxa chegará a US$ 125 em rotas para a Europa e a US$ 200 para a América do Norte. Além dos preços mais altos, companhias também reduziram operações no Oriente Médio por razões de segurança. LEIA TAMBÉM Trump quer tomar Cuba: entenda a pressão americana, os apagões e os sinais de que o regime pode ceder População do Irã vai às ruas protestar contra a guerra após convocação do governo; VÍDEO Diretor de Centro de Contraterrorismo dos EUA renuncia: 'Não posso apoiar a guerra em curso no Irã' Petróleo Um Boeing 787 Dreamliner da Air India com matrícula VT-ANB sobrevoa Tóquio, Japão, em 27 de abril de 2025 Koki Takagi via REUTERS O avanço dos preços do querosene explica a pressão. O combustível, que representa cerca de 40% dos custos das aéreas, dobrou de valor desde o início do ano. Na segunda-feira, o preço médio global chegou a US$ 173,91 por barril, segundo o índice Platts — mais que o dobro do registrado em janeiro. A alta é mais intensa do que a do petróleo bruto porque o querosene depende de refino e tem menor prioridade que gasolina e diesel, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). O barril de Brent, referência global do petróleo, gira em torno de US$ 100 após a escalada do conflito. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial, agravou a crise de oferta. As companhias afirmam que os reajustes são necessários para evitar prejuízos. A Air India, por exemplo, declarou que sem a aplicação de sobretaxas, alguns voos não cobririam os custos operacionais e teriam de ser cancelados. *Com RFI e AFP. VÍDEOS: mais assistidos do g1
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