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    Governo do AM envia projeto da LDO de 2027 à Aleam e alerta para queda na arrecadação

    4 days ago

    Sede do Governo do Amazonas Bruno Zanardo/Secom O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), encaminhou à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. A proposta, que servirá de base para a elaboração do orçamento estadual do próximo ano, aponta preocupações com a desaceleração da economia, a queda na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), os efeitos da Reforma Tributária e o aumento da dívida pública do país. O texto foi enviado por meio de mensagem governamental e ainda será analisado pelos deputados estaduais. A LDO estabelece as metas e diretrizes que vão orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. Na justificativa encaminhada à Aleam, o governo afirma que o cenário internacional continua marcado por "elevada incerteza", agravada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, com reflexos sobre os preços da energia e das commodities. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "A economia do Estado do Amazonas tende a ser influenciado pelo desempenho da economia nacional. Com uma previsão do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de aproximadamente 1,8%, o Amazonas deve seguir a mesma tendência de crescimento moderado. Esse ritmo mais moderado pode limitar o crescimento da atividade industrial, particularmente no Polo Industrial de Manaus", diz trecho do documento. Agora no g1 A mensagem também cita projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), que indicam crescimento global de 3,1% em 2026. O governo, no entanto, alerta para um cenário adverso caso haja agravamento das tensões geopolíticas e recessão mundial. "Em um cenário adverso, marcado pelo agravamento de tensões geopolíticas e eventual recessão global, o crescimento econômico poderá desacelerar para patamares próximos de 2%, acompanhado de inflação em torno de 6%", diz. Arrecadação do ICMS De acordo com o projeto, um dos principais riscos para as contas estaduais é a possibilidade de frustração na arrecadação do ICMS, especialmente em caso de crescimento econômico abaixo do esperado e desaceleração mais intensa do consumo. A mensagem informa que a arrecadação do ICMS principal registrou queda de 4,85% no primeiro quadrimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo o governo, o resultado foi influenciado principalmente pela retração de 22% no segmento de insumos importados e de 26% no setor de combustíveis. O documento atribui a queda à valorização cambial e à redução do volume tributável de mercadorias importadas. O texto também afirma que o Amazonas iniciou 2026 com sinais de desaceleração econômica. De acordo com a mensagem, o Índice de Atividade Econômica Regional registrou queda acumulada de 1,2% no primeiro bimestre do ano, com retração nos setores da indústria, comércio e serviços. "Para 2026 e 2027, o desempenho econômico estará condicionado à capacidade de enfrentamento dos desafios de ordem interna e externa, que poderão influenciar o ritmo da atividade econômica e os resultados fiscais", diz trecho do documento. Reforma Tributária A mensagem governamental também aponta um "elevado grau de incerteza" sobre os impactos da Reforma Tributária nas finanças estaduais. Segundo o governo, a transição para o novo sistema tributário pode afetar a previsibilidade das receitas públicas e dificultar as projeções orçamentárias durante os próximos anos. "A fase de transição para o novo sistema tributário impõe desafios relacionados ao processamento operacional, à adaptação do Estado e à mensuração dos impactos econômicos decorrentes das alterações na estrutura de arrecadação, o que pode afetar a previsibilidade das receitas públicas e ocasionar desvios entre as projeções orçamentárias e a efetiva realização da receita", diz a mensagem. O projeto também estabelece que as despesas com pessoal dos três Poderes, do Ministério Público e do Poder Executivo deverão respeitar o limite de 60% da Receita Corrente Líquida Estadual em 2027. Novas admissões de servidores só poderão ocorrer se houver cargos vagos, previsão orçamentária e respeito aos limites fiscais.
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