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    Governo cria gabinete de crise e suspende férias de bombeiros para atender regiões afetadas pelas chuvas em Roraima

    9 hours ago

    Fortes chuvas alagam estradas, arrastam pontes e Roraima tem impacto em dez municípios O governo de Roraima suspendeu as férias dos militares do Corpo de Bombeiros e mobilizou, nesta quinta-feira (28), cerca de 500 agentes para atuar nas ações de resposta aos impactos das fortes chuvas no estado. As equipes devem atender ocorrências na capital e em municípios do interior afetados por alagamentos, isolamento de comunidades e danos em estradas e pontes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Roraima enfrenta um cenário crítico por causa das fortes chuvas que atingem o estado desde o início do período chuvoso, em abril. Até 26 de maio, o acumulado chegou a 315 milímetros, o equivalente a cerca de 90% dos 347 milímetros previstos para todo o mês, segundo a Defesa Civil estadual. As medidas consideradas emergenciais foram anunciadas pelo governador interino Soldado Sampaio (Republicanos). O governo ainda não tem os números reais de pessoas afetadas e comunidades isoladas pelas chuvas. A Defesa Civil do estado, órgão ligado do Corpo de Bombeiros, prepara um relatório com um panorama geral sobre a situação. Há registros de impactos em ao menos 10 dos 15 municípios do estado: Amajari, Alto Alegre, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Iracema, Mucajaí, Normandia, Rorainópolis e Uiramutã. Entre os principais problemas registrados nessas regiões estão estradas alagadas, pontes destruídas ou submersas, rompimento de rodovias e vicinais, comunidades isoladas, perdas na agricultura e dificuldade de acesso a serviços básicos. Bonfim enfrenta um dos cenários mais preocupantes, com metade da população isolada. O município decretou situação de emergência após fortes chuvas destruírem pontes. O isolamento afeta comunidades indígenas, produtores rurais e moradores de áreas vicinais. Em algumas regiões, o transporte passou a ser feito apenas por barcos. Outro município em situação crítica é Uiramutã, o mais indígena do Brasil, onde pelo menos três rios e um igarapé transbordaram. Mais de 8,7 mil pessoas ficaram sem acesso terrestre, o equivalente a 56% da população local. O município tambénm decretou estado de emergência. Além do isolamento, as chuvas provocaram falta de água potável, destruição de roças e danos em estradas e pontes. Em Normandia, comunidades ficaram isoladas após a água romper a cabeceira de uma ponte e cobrir pontos de travessia. Um trecho da BR-401 também rompeu por causa das chuvas, o que exigiu a criação de um desvio provisório. Nos municípios de Cantá, Caracaraí, Amajari, Alto Alegre, Iracema, Mucajaí e Rorainópolis, há registros de rios transbordados, atoleiros, vicinais alagadas e dificuldade de circulação em estradas e pontes. Em algumas regiões, moradores relataram perdas de produção agrícola e problemas para deslocamento. A Defesa Civil estadual informou que atua prioritariamente nas áreas consideradas mais urgentes, como Bonfim, Normandia, Cantá e Caracaraí, enquanto mantém monitoramento contínuo nos demais municípios em articulação com as defesas civis municipais. Pessoas isoladas em comunidade indígena no Uiramutã, em Roraima Divulgação Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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