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    Gladson Camelí é condenado pelo STJ a mais de 25 anos de prisão

    há 2 dias

    Gladson Camelí (PP) foi condenado a 25 anos e nove meses de prisão Aline Nascimento/g1 O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, nesta quarta-feira (6), o ex-governador do Acre Gladson Camelí (PP) a 25 anos e nove meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação. A pena estipulada não começa a ser cumprida neste momento pois cabe recurso da decisão. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ainda não há data estipulada para a divulgação do acórdão e, portanto, a defesa de Camelí só poderá recorrer após esta publicação. Ao g1, a defesa informou que irá recorrer e que o julgamento ocorreu 'sem que a defesa tivesse a oportunidade de se manifestar e exercer plenamente o contraditório'. (Confira o posicionamento completo no final da reportagem) O ex-governador também se posicionou por meio de comunicado afirmando que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), 'prerrogativa que me é assegurada pela legislação brasileira em vigor'. (Veja mais detalhes da nota no final do texto) STJ retoma julgamento contra ex-governador do Acre Gladson Camelí A decisão foi tomada pela Corte Especial e seguiu o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, que considerou comprovada a participação de Camelí em um esquema de desvio de recursos públicos e direcionamento de contratos no estado. Durante a sessão, finalizada por volta das 15h48 (horário de Brasília), houve divergência entre os ministros com relação à pena a ser aplicada, uma vez que o revisor, Luiz Otávio de Noronha, pediu o cumprimento de 16 anos e 160 dias-multa. Veja abaixo como cada ministro votou: Ao votar, a relatora afirmou que o conjunto de provas demonstra a atuação estruturada do grupo e o envolvimento direto do então governador nas irregularidades. Já o revisor concordou parcialmente com Nancy, mas desconsiderou a acusação de peculato e afastou qualquer ressarcimento e prejuízo ao erário para tratar em uma ação separada. Veja como votaram os ministros da Corte Especial Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), o ex-governador integrava uma organização criminosa responsável por fraudar licitações e desviar recursos públicos por meio de contratos irregulares. Entenda nesta reportagem as acusações contra Camelí e seus familiares. No dia 14 de abril, os advogados de Camelí informaram que haviam pedido a retirada de todos os elementos de prova produzidos entre 25 de maio de 2020 e 12 de janeiro de 2021, aceito pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A acusação também apontou pagamento de vantagens indevidas, uso da estrutura estatal para favorecer aliados e ocultação de valores obtidos de forma ilícita. Ministra do STJ sugere pena de 25 anos e 9 meses de prisão para Gladson Cameli Impactos Com a condenação por órgão colegiado, Camelí passa a se enquadrar nas regras de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa. Na prática, ele não poderá concorrer a cargos públicos por oito anos. A decisão também mantém medidas cautelares já impostas, como o bloqueio de bens e a restrição de contato com outros investigados. O cumprimento da pena deve seguir os trâmites legais, com possibilidade de recursos por parte da defesa. Camelí havia renunciado ao cargo de governador no dia 2 de abril, em meio ao andamento do processo, para disputar uma vaga no Senado. Com a saída, a então vice-governadora Mailza Assis assumiu o comando do Executivo estadual. Durante o andamento do caso, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para anular parte das provas da investigação, após questionamentos da defesa sobre a legalidade de medidas adotadas sem autorização do STJ. Mesmo assim, a Corte Especial entendeu que há elementos suficientes para sustentar a condenação. Leia na íntegra a nota da defesa de Gladson Camelí A defesa do ex-governador Gladson Cameli informa que irá recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça, uma vez que não foi observada decisão do Supremo Tribunal Federal que declarou a ilegalidade da origem da investigação. É importante destacar que o julgamento do STJ ocorreu sem que a defesa tivesse a oportunidade de se manifestar e exercer plenamente o contraditório, motivo pelo qual a defesa tem plena convicção de que a decisão do STJ será anulada e a inocência de Gladson Cameli será prontamente declarada. Pedro Ivo Velloso Francisco Agosti Leia na íntegra a nota de Gladson Camelí Recebi com serenidade e absoluto respeito o resultado da votação realizada na tarde desta quarta-feira, dia 6, no Superior Tribunal de Justiça. Compreendo o rito jurídico da Corte e é com base nesse respeito que, no exercício democrático do direito, recorrerei da decisão à instância superior — o Supremo Tribunal Federal —, prerrogativa que me é assegurada pela legislação brasileira em vigor. Ressalto que essa etapa no STJ não altera de forma alguma, a minha confiança no resultado final da Justiça, apenas renova a minha disposição em representar os acreanos. O eleitor do nosso estado merece ter sua escolha no voto respeitada. Ninguém pode ganhar no tapetão. Gladson de Lima Camelí Ex-Governador do Estado do Acre Reveja os telejornais do Acre
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