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    Gilmar Mendes vota para soltar primo de Vorcaro e por prisão domiciliar para pai do banqueiro

    há 14 horas

    Gilmar Mendes vota para que prisão de pai e primo de Vorcaro sejam substituídas por outras medidas O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para que a prisão do pai e do primo de Daniel Vorcaro sejam substituídas por outras medidas. Para Henrique Vorcaro, pai de Daniel, Gilmar Mendes propôs a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar com as seguintes medidas cautelares: uso de tornozeleira eletrônica; saída de casa somente para atendimento médico com autorização; proibição de manter contato com investigados e testemunhas; proibição de se mudar sem prévia autorização judicial. Gilmar votou para que Felipe Vorcaro, primo do banqueiro, tenha a prisão preventiva substituída por proibição de manter contato com os demais investigados e com testemunhas. Além disso, a proibição de mudar de residência e a obrigatoriedade de comparecimento periódico em juízo. O ministro afirmou que pessoas envolvidas diretamente com a gestão do Banco Master chegaram a ser presas em novembro passado, mas depois foram soltas. Enquanto isso, segundo o magistrado, o pai de Daniel Vorcaro, que não participava diretamente das fraudes investigadas, está preso. Para Gilmar, essa comparação levanta questionamentos sobre o motivo de Henrique Vorcaro estar preso. O ministro sugeriu que a prisão do pai pode ser uma forma de pressionar Daniel Vorcaro a fazer uma delação premiada. "Tal situação parece destoar da lógica de isonomia e proporcionalidade, o que recomenda a substituição da prisão por medidas alternativas", disse Gilmar Mendes. "Tem sido amplamente noticiada a possibilidade de acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro. Evidentemente, não cabe a esta Turma antecipar qualquer juízo acerca de tratativas [...]. A mera perspectiva de eventual acordo desse natureza serve para recordar: quanto maior a relevância atribuída ao depoimento do delator, mais rigoroso deve ser o controle judicial sobre a legalidade e voluntariedade do eventual acordo", ponderou Gilmar. O ministro traçou um paralelo entre as investigações do Caso Master e as investigações da antiga Operação Lava Jato. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa as prisões do empresário Felipe Cançado Vorcaro e de Henrique Vorcaro, primo e pai do banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro Gilmar Mendes, do STF, devolveu para julgamento nesta terça-feira (16) os processos sobre as prisões. A Segunda Turma do STF analisa se referenda ou não as decisões do ministro André Mendonça que determinaram as prisões. Com o voto de Mendes, o placar está em dois votos a um pela manutenção das prisões. Votaram de forma divergente os ministros Mendonça e Luiz Fux. Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Silveira/STF Felipe foi preso em 7 de maio por decisão do Supremo no âmbito da "Operação Compliance Zero". Ele é apontado pela Polícia Federal como peça central do núcleo financeiro-operacional investigado. Já Henrique Moura Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no mês passado suspeito de integrar o chamado “núcleo violento” do grupo e de atuar como operador financeiro. Segundo os investigadores, o pai de Vorcaro seria responsável por demandar serviços e realizar pagamentos a estruturas conhecidas como “A Turma” e “Os Meninos”, usadas para intimidar pessoas, obter dados sigilosos e invadir sistemas. De acordo com decisão judicial, Henrique também teria mantido repasses — em um caso citado, de cerca de R$ 400 mil — e acionado integrantes desses grupos para obter informações sobre investigações, mesmo após o avanço da operação. 🔎A Operação Compliance Zero é uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, com foco em operações do Banco Master. Segundo os investigadores, o grupo é suspeito de emitir títulos de crédito sem lastro e prometer rentabilidade fora dos padrões de mercado, em um esquema que pode ter movimentado bilhões de reais.
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