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    Gilmar Mendes pede que PGR investigue relator da CPI por possível abuso de autoridade após tentativa de indiciamento

    há 2 meses

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por possível abuso de autoridade. Gilmar Mendes Antonio Augusto/STF Segundo o ministro, Vieira pode ter incorrido nos crimes ao propor o indiciamento de ministros do STF – Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e o próprio Gilmar – por crimes de responsabilidade no relatório final da CPI do Crime Organizado. O texto foi rejeitado pela CPI por 6 votos a 4. Mendes destacou a rejeição do texto pela comissão e a divulgação de nota pelo presidente do STF, Luiz Edson Fachin, em solidariedade aos colegas e repudiando o relatório de Vieira. "O claro desvio de finalidade enveredado pelo relator da CPI do Crime Organizado não encontrou guarida sequer entre os seus pares, que deliberadamente optaram por não aprovar o texto de endereçamento final por ele sugerido", diz o ofício endereçado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Veja os vídeos que estão em alta no g1 'Jogo de palavras' O ofício foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, também indiciado no relatório de Vieira. A análise deve ser feita diretamente por Gonet, já que o próprio PGR é quem cuida de casos que envolvem senadores. No documento, Gilmar afirma que a CPI foi criada em novembro de 2025 voltada para apurar a repressão e a prevenção da criminalidade organizada, como a atuação de milícias, a lavagem de ativos executada com novas tecnologias, o delito de tráfico de entorpecentes e a cooperação entre agências de prevenção e de repressão. Mas que houve desvirtuamento desse foco. Segundo o ministro, o relator apresentou minuta de relatório "valendo-se ardilosamente de rudimentar jogo de palavras para intentar viabilizar indevido indiciamento do requerente em razão de suposto cometimento de crime de responsabilidade". Segundo Gilmar, há três fatores que demonstram o abuso cometido no relatório: a proposta não "encontra guarida em dados concretos"; a proposição "em nada se correlaciona com o escopo investigativo" inicial da CPI; e "as alegações apresentadas não correspondem às searas penal e processual penal, mas à administrativa". Gilmar afirmou que "a proposta de relatório vale-se de juvenil jogo de palavras envolvendo os “crimes de responsabilidade para sugerir que caberia à CPI do Crime Organizado realizar indiciamentos a respeito dessa temática, quando isso não corresponde à realidade".
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