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    GCM atira e mata entregador de app que estava ouvindo música na Zona Sul de SP

    há 2 meses

    Entregador de app é morto por GCM em SP Reprodução Um entregador de aplicativo morreu após ser baleado por um guarda civil metropolitano na noite de sexta-feira (10), na Zona Sul de São Paulo. O caso aconteceu por volta das 19h, na Praça Reino do Marrocos, ao lado do Parque Ibirapuera, próximo ao portão 3. De acordo com a investigação, o autor do disparo é o subinspetor da Guarda Civil Metropolitana (GCM) Reginaldo Alves Feitosa. Ele afirmou que o tiro foi acidental, ocorrido no momento em que descia da viatura. O agente chegou a ser preso em flagrante, mas pagou fiança de R$ 2 mil e foi solto. Ele já respondeu um processo por tentativa de homícido em 2003 (leia mais abaixo). A vítima foi identificada como Douglas Renato, de 39 anos. Ele trabalhava como entregador e, segundo apurado, estava ouvindo música enquanto carregava pizzas e esfihas para uma entrega. Douglas morreu no local, enquanto aguardava socorro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo as informações da ocorrência, uma viatura da GCM havia sido acionada após relatos de furtos na região do parque. Durante patrulhamento, os guardas avistaram Douglas, que estava de bicicleta, e decidiram abordá-lo ainda em movimento. O entregador usava fones de ouvido e, ao perceber a aproximação da viatura, acabou colidindo contra o veículo e caiu. Nesse momento, ao sair do carro, o subinspetor efetuou o disparo. Ele diz que acreditou que o tiro havia sido feito em direção a um barranco na praça. A dinâmica só foi esclarecida após a chegada da equipe de resgate, que constatou que Douglas havia sido baleado na região do tronco. O local foi isolado para a realização da perícia. A bicicleta elétrica e a mochila do entregador foram apreendidas, assim como a arma do guarda civil. O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O delegado responsável entendeu que houve imprudência e imperícia no manuseio da arma, em uma situação de estresse e movimento brusco, sem intenção direta de atingir a vítima. Reginaldo Feitosa foi preso em flagrante, mas, como o crime é culposo e tem pena máxima inferior a quatro anos, a polícia arbitrou fiança de R$ 2 mil. O valor foi pago, e ele responderá ao processo em liberdade. Histórico do GCM O subinspetor tem registros anteriores na polícia. Em 2003, foi indiciado por tentativa de homicídio e chegou a ser preso em flagrante, mas respondeu em liberdade. O caso foi posteriormente arquivado. Em 2009, respondeu a um processo por crime de menor potencial ofensivo, também arquivado. No mesmo ano, foi investigado por abuso de autoridade, além de constrangimento ilegal e discriminação contra pessoa idosa. Assim como os demais, o inquérito foi arquivado. Homem morre baleado por GCM em SP
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