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    Garimpeiro vira réu por exploração ilegal de ouro na Terra Yanomami

    7 hours ago

    Nas proximidades do garimpo do Rangel, é possível ver a devatação da floresta na Terra Yanomami Alexandro Pereira/Rede Amazônica O garimpeiro Raimundo Nonato de Sousa, de 56 anos, virou réu na Justiça Federal sob acusação de extrair ouro ilegalmente na Terra Indígena Yanomami. A denúncia foi divulgada nesta terça-feira (5) pelo Ministério Público Federal (MPF), autor da ação em Boa Vista. Raimundo Nonato é acusado de pelos crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, extração ilegal de recursos minerais com a agravante de prática em terra indígena e com finalidade lucrativa, e invasão de terras públicas. O g1 tenta localizar a defesa do acusado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A denúncia contra o garimpeiro foi aceita pela juíza federal Mirna Brenda de Magalhães Salmázio, da 4ª Vara da Seção Judiciaria de Roraima. Veja mais sobre ações contra garimpos na Terra Yanomami: Casa de Governo apresenta balanço de 10 mil operações contra garimpo na Terra Yanomami 'Garimpo do Rangel' O caso ocorreu em junho de 2025, quando o garimpeiro foi preso durante fiscalização realizada por agentes da Força Nacional de Segurança Pública, no âmbito das Operações "TI Yanomami II – Roraima" e "Operação Asfixia". Ao notar a presença dos agentes, ele fugiu em direção à mata, mas foi localizado e detido em seguida. Em depoimento, o garimpeiro confessou que atuava, de forma contínua havia um ano e três meses, no local conhecido como "Garimpo do Rangel". Mais de 250 mil litros de diesel do garimpo na Terra Yanomami foram destruídos Operação contra garimpos na Terra Yanomami destrói 80 pistas e mapeia rotas para Venezuela Segundo relatou, nesse período ele retirou cerca de 60 gramas do minério. Ele disse ainda que a frente de área onde ocorria a exploração do minério havia sido cedida por outra pessoa. Para o MPF, isso evidência uma estrutura coletiva voltada à mineração ilegal. Nas proximidades, os agentes encontraram tambores de combustível vazios, indicativos da infraestrutura logística empregada na operação do maquinário. Indenização Além da condenação criminal, o MPF pediu que Raimundo também seja obrigado a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 10 mil, a ser destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos. Na manifestação que acompanhou a denúncia, o órgão decidiu não propor acordo para encerrar o caso sem processo, ao avaliar que o crime foi repetido e grave. Além disso, o MPF também reiterou que "o garimpo ilegal em terras indígenas na Amazônia tem assumido proporções de tragédia humanitária, com repercussão internacional." Como exemplo, citou a atuação de organismos como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, que já determinou ao Estado brasileiro a adoção de medidas de proteção aos povos indígenas. A ação penal é conduzida pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental, vinculado à Procuradoria da República no Amazonas, gabinete especializado no enfrentamento da mineração ilegal nos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia. A denúncia contra o garimpeiro foi aceita pela juíza federal Mirna Brenda de Magalhães Salmázio, da 4ª Vara da Seção Judiciaria de Roraima. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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