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    Galpão onde influencer Razuk guardava carros de luxo aparece vazio em vídeo nas redes sociais após prisão

    10 hours ago

    Perfil de influencer preso posta garagem vazia após apreensão de carros de luxo em MS Um dos perfis do influencer Eduardo Razuk no Instagram se manifestou após a prisão dele nesta terça-feira (18), durante uma operação que investiga suspeita de movimentação de mais de R$ 100 milhões por meio de rifas consideradas ilegais. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o galpão onde o influencer mantinha sua coleção milionária de veículos, em Campo Grande. Nas imagens, o espaço aparece completamente vazio. Veja o vídeo acima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Ao repostar o vídeo nos stories, o gestor da conta tranquilizou os seguidores do influencer. “Os meninos estão bem”, diz a publicação. Além de Eduardo Razuk, também foi preso em Campo Grande o irmão dele, Rafael Razuk. Outros dois homens, que não tiveram as identidades divulgadas, foram presos durante a operação, no Rio de Janeiro e na Paraíba. Garagem vazia do influencer. Instagram. A publicação rapidamente repercutiu nas redes sociais. Até a última atualização, o vídeo já havia alcançado 989 mil visualizações, além de mais de 53,3 mil curtidas e cerca de 3 mil mensagens de apoio enviadas por fãs. Eduardo Razuk possui mais de 2 milhões de seguidores e inscritos em seus perfis oficiais nas redes sociais. Em nota divulgada após as prisões, a defesa de Eduardo e Rafael afirmou que ainda não teve acesso à íntegra da investigação nem à decisão judicial que determinou as prisões. Os advogados, no entanto, sustentaram que os sorteios realizados pelos irmãos eram legais. A investigação e as prisões Eduardo Razuk. Instagram. A investigação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc) aponta que o grupo realizava sorteios sem autorização nas redes sociais e usava empresas para tentar dar aparência de legalidade aos valores, lavando o montante milionário obtido com as rifas. Segundo a polícia, os presos são suspeitos de envolvimento nos seguintes crimes: Prática de rifas ilegais - realização de sorteios de carros de luxo sem a devida autorização legal ou por meio de entidades sem competência para tal; Lavagem de dinheiro - uso de empresas no Rio de Janeiro e na Paraíba para sofisticar o esquema, apagar o histórico ilícito e dar uma falsa aparência de legalidade aos valores arrecadados, que ultrapassaram cem milhões de reais em seis meses; Associação criminosa - formação de esquema coordenado entre os investigados e empresas de diferentes estados para burlar a fiscalização. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão nos três estados. Em Campo Grande, a polícia apreendeu 22 veículos de luxo. Somados os valores de mercado, os carros estão avaliados entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. Dois relógios de luxo também foram apreendidos. Como funcionava o esquema Segundo o delegado Pedro Henrique Pilar Cunha, os suspeitos realizavam rifas sem autorização desde 2019. As cotas eram vendidas pelas redes sociais e, em determinado período, cada sorteio movimentava cerca de R$ 2 milhões. De acordo com Cunha, entre 2019 e 2025, a atuação do grupo estava concentrada em Campo Grande. Nesse período, os investigados teriam realizado vários sorteios sem autorização e movimentado o dinheiro obtido com a prática. A partir de 2025, o grupo teria mudado de estratégia. Segundo a polícia, após operações contra influenciadores envolvidos com rifas sem autorização em diferentes estados, os investigados passaram a buscar formas de dificultar a identificação da origem do dinheiro e dar aparência de legalidade aos sorteios. Foi nesse contexto que, segundo a polícia, os irmãos teriam se associado a uma empresa do Rio de Janeiro e a outra da Paraíba. Segundo o delegado, a empresa do Rio de Janeiro fazia a intermediação entre influenciadores digitais e a empresa da Paraíba. Conforme a investigação, a estrutura seria usada para criar uma suposta autorização para os sorteios. Segundo Cunha, a entidade envolvida não teria autorização para permitir esse tipo de sorteio. Apreensão dos veículos Com o avanço da investigação, a Polícia Civil pediu medidas cautelares contra os envolvidos. Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens que podem estar relacionados ao esquema. Os 22 veículos de alto padrão apreendidos em Campo Grande foram alvo de sequestro judicial. Também foram determinadas medidas sobre imóveis e contas bancárias. Segundo a polícia, os bens poderão ser perdidos caso os investigados sejam condenados. As buscas também tiveram como objetivo apreender celulares, computadores e outros dispositivos que possam ajudar a esclarecer como o grupo funcionava. O material será analisado pela polícia. A investigação também deve verificar se há outros envolvidos e identificar possíveis novos crimes relacionados ao esquema. LEIA TAMBÉM: Frota milionária com carros de luxo foi apreendida em galpão de influencer Golf-GTI: Razuk tinha coleção de carros vindos da Europa para MS Influencer Razuk movimentou R$ 100 milhões em rifas ilegais de carros de luxo em seis meses, diz polícia O delegado explicou que, em princípio, quem comprou as rifas ou recebeu algum prêmio não será responsabilizado criminalmente apenas por participar dos sorteios. A situação pode ser diferente se houver comprovação de envolvimento dessas pessoas com as práticas criminosas. Segundo Cunha, a falta de autorização também impede a fiscalização dos sorteios. Com isso, não é possível verificar, por exemplo, se houve fraude ou se dinheiro de outros crimes foi misturado aos valores movimentados pelas rifas. A investigação continua com a análise do material apreendido. As contas usadas pelos investigados nas redes sociais também podem ser bloqueadas se ficar comprovado que foram utilizadas para a prática dos crimes. O que diz a defesa Os advogados Tiago Bunning e Heitor Matos, que representam os envolvidos, enviaram uma nota ao g1. Veja na íntegra: "Ainda não temos acesso à investigação e a decisão judicial, mas podemos antecipar que os sorteios realizados são legais. A operação respeita todo o regramento específico do setor, não havendo qualquer irregularidade. Após ter acesso ao procedimento podemos prestar novos esclarecimentos". Veja mais vídeos de Mato Grosso do Sul.
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