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    França apreende petroleiro russo no Oceano Atlântico; Rússia chama ação de 'ilegal'

    12 hours ago

    GIF França intercepta petroleiro russo Reprodução / X A Marinha francesa abordou neste domingo (1º) um petroleiro sujeito a sanções internacionais e que navegava da Rússia, o Tagor. O anúncio foi feito pelo presidente francês, Emmanuel Macron, em uma rede social: "Esta operação ocorreu no Oceano Atlântico, em alto mar, com o apoio de vários parceiros, incluindo o Reino Unido, em estrita conformidade com o direito do mar. É inaceitável que navios contornem as sanções internacionais, violem o direito do mar e financiem a guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há mais de quatro anos". A Prefeitura Marítima do Atlântico informou em um comunicado que a Marinha francesa interveio em um petroleiro a mais de 740 km a oeste da ponta da Bretanha, vindo de Murmansk, na Rússia. "Esta operação teve como objetivo verificar a nacionalidade de uma embarcação suspeita de navegar sob bandeira falsa. Após a equipe de inspeção embarcar no navio, o exame dos documentos confirmou as suspeitas relativas à irregularidade da bandeira hasteada. Em conformidade com o direito internacional e a pedido do Ministério Público, a embarcação foi desviada", detalhou. A França e a Grã-Bretanha prometeram obstruir navios ligados à sancionada "frota fantasma" da Rússia que passem por suas águas. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou em março que havia concedido permissão para que os militares do Reino Unido abordassem navios pertencentes à "frota fantasma". No entanto, dados de navegação mostram que dezenas de navios sancionados ligados à Rússia continuam a cruzar as águas do Reino Unido. Após o post de Macron, o governo russo criticou duramente a apreensão do petroleiro, classificando-a como "ilegal" e comparando a ação à "pirataria". "Consideramos esses atos ilegais, beirando a pirataria internacional", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acrescentando que "a Rússia está tomando medidas para garantir a segurança de sua carga". Novas sanções A queda de um drone russo sobre um prédio residencial na cidade romena de Galati, na sexta-feira (29), deixou dois feridos leves, provocou uma explosão seguida de incêndio e gerou forte reação de líderes internacionais. O incidente, inédito por atingir diretamente um edifício habitacional na Romênia, foi classificado como uma "grave escalada" pelo país, que é membro da Otan e da União Europeia. Agora no g1 O Ministério da Defesa romeno informou que o aparelho fazia parte de ataques russos contra infraestruturas civis ucranianas perto da fronteira fluvial. Em resposta, dois caças F-16 foram mobilizados, o embaixador russo em Bucareste foi convocado e o presidente romeno, Nicusor Dan, convocou uma reunião extraordinária do Conselho Supremo de Defesa. Principais reações e desdobramentos: Otan: Condenou a "irresponsabilidade" da Rússia e informou que a Romênia pode acionar o artigo 4.º do tratado para consultas de segurança. As autoridades romenas solicitaram formalmente à Aliança a aceleração da transferência de capacidades antidrones. União Europeia: A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Rússia ultrapassou "um novo limite" e anunciou que o bloco está preparando o seu 21º pacote de sanções contra Moscou. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também condenaram a violação do espaço aéreo. Outros países: França repudiou a ação de Moscou, enquanto a presidente da Moldávia, Maia Sandu, alertou que a Rússia representa um perigo para todos. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, rejeitou as acusações de que o país teria sido responsável pelo ataque. Ao ser questionado sobre o incidente durante uma coletiva de imprensa, horas após o bombardeio, o presidente russo disse que não estava sabendo de nada e desafiou o país vizinho a entregar os destroços do drone para provar que ele foi lançado da Rússia. "Ninguém sabe a origem de um drone. Drones ucranianos voaram para a Polônia e países bálticos antes... Acho que isso aconteceu novamente. Que eles entreguem, então, os destroços para a Rússia e assim faremos uma investigação", provocou. Bombeiros e policiais trabalham no local de uma explosão em um bloco residencial após um ataque de drone perto da fronteira com a Ucrânia, em Galati, na Romênia Inquam via REUTERS
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