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    Forças de Israel retiram acusações contra soldados acusados ​​de abusar sexualmente de detento palestino

    há 3 meses

    Ativistas de extrema direita protestam do lado de fora da prisão de Sde Teiman, em Israel, contra a detenção de cinco soldados acusados de abusar sexualmente de prisioneiro palestino, em 29 de julho de 2024 Jill Gralow/Arquivo As forças militares israelenses anunciaram nesta quinta-feira (12) que retiraram as acusações contra cinco soldados acusados ​​de abusar sexualmente de um detento palestino, em um ataque que teria sido parcialmente filmado. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A decisão encerrou um caso que dividiu profundamente o país desde a prisão dos soldados em julho de 2024, após o episódio ocorrido na notória prisão militar de Sde Teiman. A detenção dos soldados israelenses provocou a ira de membros do governo de extrema direita e de ultranacionalistas radicais, que invadiram violentamente a prisão em protesto. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, comemorou o anúncio desta quinta, enquanto grupos de direitos humanos acusaram os militares de acobertar um dos casos mais graves de abuso na rede de prisões do país em tempos de guerra. Sde Teiman foi criada após 7 de outubro de 2023 para abrigar palestinos detidos em Gaza durante a guerra de Israel contra o grupo militante Hamas. Israel afirma que mais de 70 mil palestinos foram mortos em Gaza A instalação secreta rapidamente ganhou notoriedade à medida que funcionários e palestinos libertados da detenção descreviam cenas de abuso e tortura. Essas alegações ganharam força depois que a imprensa israelense exibiu um vídeo vazado que parecia mostrar soldados agredindo sexualmente um prisioneiro palestino. Os soldados foram acusados ​​de arrastar o palestino pelo chão, eletrocutá-lo com uma arma de choque e agredi-lo sexualmente, esfaqueando-o no reto e causando-lhe múltiplos ferimentos, segundo a acusação. Ele foi levado a um hospital israelense com costelas fraturadas e traumatismo contuso no abdômen e no tórax, e passou por uma cirurgia para tratar uma perfuração retal antes de retornar à prisão. Vazamento indevido Os procuradores militares alegaram que as acusações foram retiradas porque o vídeo não mostrava abusos violentos o suficiente para justificar uma condenação criminal porque e havia sido vazado indevidamente para a mídia. O texto da decisão acrescenta que a vítima já havia sido libertada e retornado a Gaza, criando uma “ausência de certeza” de que ele poderia testemunhar em um julgamento. "O procurador-geral militar de Israel acaba de dar licença para que seus soldados estuprem – contanto que a vítima seja palestina", disse Sari Bashi, diretora-executiva do Comitê Público Contra a Tortura em Israel. Ela afirmou que a decisão foi "a mais recente de uma longa série de ações que acobertam abusos contra detentos, cuja frequência e gravidade pioraram desde 7 de outubro de 2023". Netanyahu criticou a investigação, afirmando que "o Estado de Israel deve perseguir seus inimigos, não seus heróis combatentes". O caso custou o emprego da principal assessora jurídica militar na época das prisões dos soldados. Em novembro de 2025, a Procuradora-Geral Militar Yifat Tomer-Yerushalmi admitiu ter aprovado o vazamento do vídeo que mostrava os supostos abusos. Diante da indignação no governo de Netanyahu, ela renunciou abruptamente e desapareceu, sendo encontrada sem celular em uma praia de Tel Aviv após uma busca frenética das autoridades. O celular, que se acredita conter possíveis provas contra ela, foi posteriormente recuperado no mar. Suposta leniência Israel é acusado há tempos de não responsabilizar seus soldados por crimes cometidos contra palestinos. As acusações se intensificaram durante a guerra em Gaza. Israel afirma que suas forças agem dentro dos limites da lei militar e internacional e que investiga minuciosamente quaisquer supostos abusos. A Associated Press investigou as alegações de tratamento desumano e abusos em Sde Teiman antes da divulgação do vídeo de vigilância.
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