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    Flávio Bolsonaro é investigado, desde julho, em inquérito da PF que apura suspeitas de irregularidades no financiamento de 'Dark Horse'

    10 hours ago

    Flávio Bolsonaro é investigado desde julho em inquérito que apura suspeita de crimes em filme A liberação do sigilo das investigações revelou que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, é investigado desde julho pela Polícia Federal. O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça e apura suspeitas de crimes no financiamento do filme "Dark Horse". A Polícia Federal pediu a abertura do inquérito depois que vieram a público as mensagens do senador Flávio Bolsonaro para o banqueiro Daniel Vorcaro, pedindo dinheiro para bancar o filme “Dark Horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. A PF afirmou que a finalidade do inquérito é “apurar a eventual prática de crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos envolvendo o financiamento da produção cinematográfica 'Dark Horse', com possível participação do senador da República Flávio Nantes Bolsonaro”. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia De acordo com a PF, o empresário Thiago Miranda teria feito a ponte entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro. A PF fez uma linha do tempo com o que já descobriu sobre a aproximação dos dois - que começou no fim de 2024. Segundo as investigações, no dia 8 de dezembro de 2024, Thiago Miranda entrou em contato com Daniel Vorcaro para agendar reunião entre ambos e o senador Flávio Bolsonaro, informando que um dos assuntos seria o “filme do presidente”. A reunião foi marcada para 11 de dezembro de 2024. Em janeiro de 2025, Thiago Miranda cobrou Daniel Vorcaro a respeito do primeiro aporte do filme e encaminhou captura de tela de conversa com contato identificado como Flávio Bolsonaro, na qual se cobrava resposta do investidor. A partir desse momento, de acordo com a PF, "observa-se sequência de interações voltadas à viabilização e ao acompanhamento dos pagamentos". Na semana seguinte, Daniel Vorcaro questionou o cunhado, o empresário Fabiano Zettel, sobre o pagamento do filme e, diante da informação de que o pagamento ainda não havia sido realizado, Vorcaro afirmou que aquele seria “o mais importante disparado” e que não poderia mais haver falha no cumprimento da obrigação. Ainda segundo a PF, a partir de agosto de 2025, aparecem os primeiros registros de conversas diretas entre Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro. No dia 20 de agosto "há mensagens indicando provável encontro presencial entre ambos, ocasião em que Daniel Vorcaro informa horário e Flávio Bolsonaro responde que estava 'a caminho'". Flávio Bolsonaro é investigado, desde julho, em inquérito da PF que apura suspeitas de irregularidades no financiamento de 'Dark Horse' Jornal Nacional/ Reprodução Duas semanas depois, Flávio Bolsonaro mandou um áudio para Vorcaro cobrando os repasses para o filme, no dia 8 de setembro. Em 15 de setembro de 2025, Thiago Miranda comunicou a Daniel Vorcaro que Flávio Bolsonaro desejava encontrá-lo pessoalmente para mostrar o que estava sendo gravado, sugerindo reunião entre os três na residência de Daniel. No dia seguinte, há registro de ligação entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, coincidindo temporalmente com a última remessa de dinheiro para o filme. Na sequência, Flávio ainda cobraria Vorcaro por mensagens em outubro e novembro. Segundo a PF, nessa época, Flávio convidou Vorcaro para jantar com o ator principal do filme e mandou um vídeo para Vorcaro dizendo que a gravação do filme só estava acontecendo em razão da ajuda do banqueiro. Segundo o relatório da PF, na véspera da prisão de Vorcaro em novembro de 2025, Flávio fez mais uma cobrança. Em 16 de novembro de 2025, Flávio Bolsonaro tentou contato telefônico com Daniel Vorcaro e, posteriormente, encaminhou mensagem afirmando: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. No pedido de abertura da investigação, a PF afirma que "tais elementos indicam que o senador Flávio Nantes Bolsonaro não aparece apenas como terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas, mas como interlocutor direto de Daniel Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção, inclusive com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações". A PF também levantou suspeitas sobre o uso do fundo de investimentos Havengate, nos Estados Unidos, para bancar o filme. Segundo investigadores, “o fundo permaneceu juridicamente ativo, mas operacionalmente inerte por quase quatro anos, sem qualquer atividade pública registrada. Até receber, em 3 de fevereiro de 2025, a primeira remessa de US$ 2 milhões proveniente da Entre Investimentos para financiamento do filme. A reativação de um fundo originalmente criado para fins imobiliários constitui circunstância objetiva que reforça a necessidade de apuração da compatibilidade entre o perfil do veículo financeiro utilizado e a destinação declarada dos recursos”. Nesta sexta-feira (11), durante uma agenda de campanha em Manaus, o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a negar irregularidades na produção do filme e defendeu a retirada total do sigilo das investigações: “Para mim, a melhor coisa que pode acontecer é a transparência total desse assunto. Eu sempre disse que a relação ali com relação ao filme é uma relação privada, é um patrocínio privado ao filme do presidente Bolsonaro. Eu quero transparência em tudo, porque vou só confirmar o que eu sempre falei: que não tem somente nada de errado com relação ao filme”. A polícia também investiga a participação de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, na administração dos recursos do filme. Em março de 2025, o empresário Thiago Miranda informou a Daniel Vorcaro que “Flavio B e Eduardo” pretendiam marcar reunião com ele a respeito do filme. Na sequência, foi encaminhada captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro, com orientações sobre a gestão dos recursos nos Estados Unidos. Esta conversa de Eduardo Bolsonaro chamou a atenção da PGR que, no parecer sobre a investigação, classificou os repasses de Vorcaro como um "aporte ilícito". A PGR citou que a polícia "levanta a hipótese de que Eduardo Bolsonaro orientou a gestão dos recursos em solo estrangeiro". Na mensagem que a PF atribuiu a Eduardo Bolsonaro e que teria sido enviada a Thiago Miranda está escrito: "Meu receio é que você seja solicito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, como o remetente atual e etc. Será que conseguimos? Nos dá amanhã um feedback desta sua reunião de hoje à noite, por favor?". GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Flávio Bolsonaro é investigado em inquérito no STF aberto para apurar financiamento do filme 'Dark Horse' Ao atender pedido de Fachin, Mendonça retira sigilo apenas de parte das investigações sobre Master no STF Investigado em inquérito no STF sobre financiamento de 'Dark Horse', Flávio diz que é 'positivo tirar o sigilo de tudo'
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