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    Filha de soldado achada morta em SP presenciou cenas de abuso entre casal de policiais militares, dizem familiares

    3 months ago

    Uma soldado da PM morre com um tiro na cabeça e o caso é investigado como morte suspeita Relatos de familiares da policial militar Gisele Santana dizem que a filha dela, uma menina de apenas sete anos, teria presenciado discussões e episódios de violência psicológica entre a mãe e o padrasto, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto. "A menina presenciou muitas cenas de violência contra a mãe e violências principalmente psicológicas. A menina chegou desesperada pedindo para não retornar mais à casa", disse o advogado da família, José Miguel da Silva Júnior. As declarações foram apresentadas à polícia e fazem parte da investigação sobre a morte da soldado. Inicialmente tratado como suicídio, o caso teve uma reviravolta após os depoimentos da família e passou a ser tratado como morte suspeita pela Polícia Civil de São Paulo. Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele, estava em casa quando disse que escutou o tiro Reprodução/TV Globo Gisele, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Os familiares também relatam que Gisele vivia sob forte controle do marido. De acordo com eles, a policial era proibida de usar determinadas roupas, maquiagem e até de manter contato frequente com parentes. Dias antes da morte, ainda segundo os relatos, a soldado teria pedido ajuda ao pai para sair de casa, dizendo que não suportava mais a situação. Mesmo assim, decidiu permanecer após afirmar que conversaria novamente com o companheiro. Na versão apresentada à polícia, o tenente-coronel disse que o casal discutiu após ele comunicar que queria se separar. Ele afirmou que foi tomar banho e ouviu um disparo, encontrando a esposa ferida logo depois. A soldado da PM Gisele Alves Santana era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto Montagem/g1 A família contesta essa narrativa e defende que o caso seja investigado como feminicídio, apontando um histórico de comportamento abusivo e ameaças. A investigação aguarda resultados de perícias, incluindo a análise da trajetória do disparo, para esclarecer as circunstâncias da morte. Procurada, a defesa do tenente-coronel não se manifestou publicamente. O espaço segue em aberto. Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.
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