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    'Fazenda Nossa Terra': propriedade de Sabrina Sato que fica no interior de SP produz café de forma sustentável

    12 hours ago

    Propriedade da família de Sabrina Sato fica no interior de SP e produz café sustentável Breakfast em inglês, desayuno no espanhol, café da manhã no português. O café é um item tão essencial e emblemático nas xícaras dos brasileiros que conseguiu fazer com que uma refeição fosse batizada em sua homenagem. Forte ou suave, quente ou gelado, as formas são inúmeras e aprovadas pela esmagadora maioria da população - a ponto de você ser o "diferente" da mesa caso não consuma. E, quando falamos em algo essencial e emblemático, o café também se destaca por ser democrático, agradando a todas as faixas etárias e realidades. Entre as celebridades, o cenário não é diferente: Sabrina Sato e sua família não são apenas fãs da bebida, mas também produtores de café. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp O g1 entrevistou Sabrina e, a convite da Nestlé, esteve na Fazenda Nossa Terra, propriedade da família Sato localizada na zona rural de Piraju, a cerca de 330 quilômetros da capital paulista. A propriedade existe há cerca de seis anos e, em abril, passou a integrar uma ação da Nestlé voltada à sustentabilidade na cafeicultura, o Nescafé Plan. Nascida e criada em Penápolis, cidade que também fica no interior do estado, Sabrina conta que escolheu Piraju por muitos motivos específicos. Entre eles, ela cita a beleza da região, que é contemplada por paisagens paradisíacas às margens da Represa de Jurumirim. "Pesquisamos muitas fazendas e visitamos alguns lugares, mas quando encontramos a Nossa Terra, ela e a região tinham tudo o que estávamos procurando. A região é muito linda, preservada, com muita natureza ao redor e com acesso fácil, o que, para nós, faz toda a diferença. A gente se apaixonou logo de cara", diz a apresentadora. Sabrina é aprendiz do programa de sustentabilidade Divulgação/Nestlé Karina Sato, irmã de Sabrina, conta que a paixão pelo café começou com o pai, Omar, grande consumidor da bebida. Segundo ela, a produção também se tornou uma “válvula de escape” para ele, que foi diagnosticado com câncer no pâncreas em agosto de 2025. "Meu pai tinha descoberto um câncer e estava super debilitado. Aquilo [o café] deu uma vontade a ele de se curar. Ele sempre foi uma pessoa muito preocupada em não usar agrotóxicos e em fazer o produto vir o mais puro possível para a xícara. Por isso, decidimos fazer o nosso próprio café", conta. Karina (ao centro) é frequentadora da fazenda Divulgação/Carol Sperandio Fotografia Ao todo, são 50 hectares de pés de café cultivados em toda a fazenda, que fica às margens da represa. Gabriela Monsanto, gerente de marketing da marca, detalha que o relacionamento com a sustentabilidade começou com uma ligação da própria família à fabricante. "O plano já atende mais de 3,8 mil cultivadores de café ao longo dos anos e é uma lista ativa, atendendo cada um de forma personalizada e de acordo com as necessidades. É uma forma de traduzirmos como a qualidade, o sabor e a sustentabilidade fazem parte da marca", comenta. O tipo produzido na fazenda é o conilon, muito utilizado devido à sua facilidade de mistura com a água quente. No local, é adotada uma espécie de agricultura regenerativa, que, em tese, significa "devolver ao meio ambiente mais do que é retirado deles" - na água, na biodiversidade e no solo. Café é produzido na fazenda de Sabrina Sato, em Piraju (SP) Diogo Del Cistia/g1 Além do conilon, é possível visualizar plantações de diferentes tipos de frutas em menor escala dentro da fazenda, principalmente banana. Segundo Karina, as escolhas de cultivos adjacentes não é aleatória, servindo exclusivamente para a proteção do café, de uma forma que elimine o uso de fertilizantes. "Proteger o solo e diversificar o cultivo é extremamente importante para o café. Isso deixa ele mais nutritivo e depende menos dos fertilizantes. A banana, por exemplo, protege do vento, enquanto o maracujá doce está no meio do café. É tudo muito pensado. Tem mamão, quiabo, acerola, limão e outros", esclarece. LEIA TAMBÉM: Wasabi tem única produção em escala comercial da América Latina no interior de SP Conheça a uva pilar moscato, variedade do interior de SP que já custou R$ 200 o quilo Agronegócio coloca Itapetininga entre as 40 cidades que mais exportam em SP Apesar da grande variedade de produtos sendo cultivados, apenas o café é comercializado, segundo a família de Sabrina. A marca, apesar de manter uma parceria de sustentabilidade com a fazenda, não possui nenhum acordo comercial até o momento devido a um processo de homologação que ainda não foi concluido. O gerente de agricultura para cafés da Nestlé, Rodolfo Clímaco, afirma que a homologação acontece de forma terceirizada e a parceria apenas serve de apoio para que ela seja finalizada com um resultado positivo. O processo, segundo ele, precisa de uma certificação própria. "No caso específico da fazenda da Sabrina, nós temos uma trader [termo utilizado para distribuidoras de café] que possui uma certificação independente própria. Esse programa é a linha de base que conecta com os critérios de responsabilidade que possui três pilares: econômico, social e ambiental", compartilha. Rodolfo explica que o processo de certificação é longo Divulgação/Carol Sperandio Fotografia Rodolfo diz que todo o processo é um "longo caminho". Outro ponto importante, ainda segundo o gerente, é a redução da pegada de carbono que, com a implementação da agricultura regenerativa, acaba sendo acelerada. "É um processo de longo prazo, porque é necessário mapear toda a fazenda, entender qual é o potencial produtivo e, daí, a certificação. Depois, passamos pelo processo de entender e melhorar as condições do solo, saber quais são as condições físico-químicas, e aí trabalhar. É necessário ter um equilíbrio nutricional", detalha. Local possui 50 hectares de produção Diogo Del Cistia/g1 Airam Quiqui é um dos cafeicultores que tem auxiliado a família Sato no cultivo sustentável. Ao g1, ele revela que a colheita acontece uma vez ao ano - cerca de sete meses após o período de floração - e, no caso da Fazenda Nossa Terra, a colheita é feita de forma semimecanizada: geralmente com máquinas, mas com uma ajuda braçal. Independente do estado do fruto, se verde ou maduro, não há desperdício. "A fazenda é plana, então, é possível fazer a colheita com máquinas. Geralmente, 15 a 20% do café se perde no chão, mas dá para fazer a varredura, seja ela com máquina ou de forma manual. Nas regiões montanhosas, é normal o processo ser feito de forma totalmente braçal", pontua. O processo de floração é essencial para uma boa colheita do café - na qualidade e no financeiro. Para este ano, o preço mínimo do conilon foi estimado em R$ 556,97 para a saca de 60 quilos, segundo o Governo Federal. "A floração acontece entre agosto e setembro, mas depende muito da quantidade de chuva. A flor precisa vingar para poder dar a fruta e, se não tivermos uma floração bem feita, não dá certo", reforça Airam. Integrante da terceira geração de uma família de cafeicultores do interior do Espírito Santo, Airam, que também é engenheiro, desenvolveu um aplicativo para gerenciar a propriedade. O sistema é voltado para pequenos produtores, seção que, segundo ele, foi bem difícil encontrar na região onde a fazenda está instalada. "Tenho tentado trazer a parte de tecnologia para a fazenda. O aplicativo ajuda a monitorar diferentes âmbitos da plantação, como a nutrição, a melhora dos nutrientes e a implementação dos agentes biológicos", descreve. 'Somos muito apegados' Fazenda fica às margens da Represa de Jurumirim Diogo Del Cistia/g1 Em entrevista ao g1, Sabrina Sato conta que a fazenda já era produtora de café antes mesmo de ser comprada pela família. O local, além de ter sido escolhido pela beleza da região, também foi enxergado pelos Sato como uma forma de "ficar todo mundo junto". "Essa fazenda já plantava café e tinha uma produção acontecendo. Mas, ela entrou na nossa vida porque sentimos a necessidade da nossa família estar eprto. Somos muitos apegados e aquele período mexeu muito com a gente", diz. "Nós procuramos um lugar onde pudesse ficar todo mundo junto, com mais segurança. Quando encontramos a fazenda, foi um sentimento muito especial, porque ela já tinha essa história com o café e uma energia acolhedora", lembra. No programa de sustentabilidade da fabricante, Sabrina aparece como aprendiz. Ela afirma que a família trabalha de forma ativa na colheita e, para eles, o café representa uma história longa que ainda tem muito a ser contada. "Quando falamos de café sustentável, é sobre todo o cuidado que existe em volta dele. Na produção, pensamos no impacto ambiental, nas pessoas envolvidas e no futuro daquela produção. Aprendi isso muito de perto. Minha família teve uma aula de sustentabilidade e eles continuam operando na fazenda. É uma história muito longa que vamos contar", finaliza. Café conilon é o cultivado na fazenda Diogo Del Cistia/g1 Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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