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    Família questiona morte de adolescente em cela da Delegacia de Cantagalo

    23 hours ago

    Adolescente morre em cela da delegacia de Cantagalo Um adolescente de 16 anos morreu dentro de uma cela da 153ª Delegacia Legal de Cantagalo, na Região Serrana do Rio e a família levanta questionamentos sobre os procedimentos adotados pelo Estado. Segundo a mae em entrevista ao g1, José Gabriel de Avelar de Carvalho Guzzo foi apreendido no sábado, dia 3 de janeiro, após um surto psiquiátrico ocorrido dentro de casa. Diagnosticado com esquizofrenia, o adolescente fazia acompanhamento psicológico e já havia sido atendido anteriormente pela Policia Civil em outros episódios semelhantes, inclusive com encaminhamento ao hospital, com apoio do Samu, conduta a qual é recomendado em seu laudo médico. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. De acordo com a mãe, a polícia foi acionada para conter o surto, mas, desta vez, o adolescente foi levado para a delegacia, onde permaneceu custodiado. Na manhã do domingo, dia 4, ele foi encontrado morto dentro de uma cela da unidade. Jovem de 16 anos morreu em cela de delegacia em Cantagalo Arquivo Pessoal A família afirma que não foi comunicada oficialmente sobre a morte do adolescente. A mãe relata que soube do ocorrido por meio das redes sociais, após receber uma ligação desesperada da namorada do filho. “Eu deixei meu filho vivo no sábado. No domingo, meu filho estava morto”, afirmou. Ainda segundo a mãe, ao reconhecer o corpo no Instituto Médico Legal (IML), ela teria observado apenas uma marca fina no pescoço do adolescente. Alem disso, ela questiona a cela em que o filho ficou nao ter um local para ele ter se enforcado. Ate hoje, ela ainda nao teve acesso à blusa que ele estava no dia da sua morte. “Quando fui reconhecer o corpo, eu só vi uma marca fininha, do tamanho de um fio de carregador”, disse. A família também questiona a ausência de atendimento médico ou psiquiátrico, a falta de acionamento do Conselho Tutelar obrigatório em casos envolvendo menores de idade e a possibilidade de o adolescente ter sido mantido em cela com presos adultos, o que é proibido por lei. “Por que não abriram a cela? Por que o Conselho Tutelar não estava com ele? Ele era um menor de 16 anos”, questiona a mãe, que cobra respostas e justiça. Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado sob sigilo e que não haveria possibilidade de uma entrevista com o delegado responsável. Até o fechamento desta edição não houve novo posicionamento
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