Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Família e amigos de bebê que morreu em creche de SP fazem protesto e cobram por justiça

    17 hours ago

    Família e amigos de bebê que morreu em creche fazem protesto e cobram por Justiça no Centro de SP TV Globo A morte de Abidulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, em uma creche no Brás, no Centro de São Paulo, motivou um protesto nesta segunda-feira (27). Pais de alunos, amigos da família e dezenas de imigrantes senegaleses se reuniram em frente à Creche Luz do Brás para pedir justiça e responsabilização pelo caso. Com faixas, cartazes e camisetas, os manifestantes cobraram esclarecimentos sobre a morte do bebê. "O nosso pedido hoje é pedido justiça, é de responsabilização, de um abandono de uma criança incapaz. A criança foi deixada durante seis minutos e ele agonizou até morrer", afirmou Mariama Bintu Bah, membro do Conselho Municipal de Imigrantes. Amigos e parentes da família também criticaram a forma como a direção da escola comunicou a morte da criança. "Pegar sua criança, dar banho, deixar ela para ir à escola e você receber um texto, nem uma ligação, um texto que eles passam, você chega e encontra ele em óbito. Está doendo! E eles não conseguem expressar a dor que eles sentem por causa do idioma, então estamos tristes", disse uma representante dos familiares durante o protesto. Família e amigos de bebê que morreu em creche fazem protesto e cobram por Justiça no Centro de SP TV Globo Mães de outros alunos também participaram do ato. Elas afirmam que já haviam cobrado a direção da unidade sobre a falta de funcionários e agora questionam o fato de a sala onde o bebê morreu continuar em funcionamento. "Desde o dia em que o neném morreu, a creche não para de funcionar. Até a sala onde o neném foi morto. Outras crianças estavam lá, não foi retirado o material que a criança morreu, continua funcionando. Isso é um absurdo", afirmou Lhayss Rodrigues de Sousa, vendedora ambulante. Abidulaye Dieng morreu na manhã da última quarta-feira (22) depois de prender a cabeça no vão entre uma barra de ferro e o espelho de uma das salas da creche. Segundo a investigação, ele ficou preso na estrutura por cerca de seis minutos até as monitoras retornarem para a sala. A Polícia Civil já recebeu as quatro horas de imagens de câmeras de segurança solicitadas à creche e passou o dia analisando o material. Com base nas imagens, novos depoimentos serão tomados. A expectativa da equipe de investigação é concluir o inquérito em menos de 30 dias. Investigação Abdoulaye Dieng de 1 ano e 4 meses e o pai dele Reprodução Na quinta-feira (23), a Polícia Civil requisitou as imagens após uma denúncia apontar que, no momento do acidente, as crianças teriam ficado sem a supervisão de um responsável porque funcionários da unidade estariam participando de uma festa de aniversário. Conforme a polícia, cinco pessoas foram ouvidas, entre elas duas funcionárias. E os relatos apontaram que a comemoração teria acontecido antes do acidente. Contudo, as imagens vão esclarecer o que de fato aconteceu. O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e é investigado pelo 8º Distrito Policial (Brás). Pais denunciam falta de profissionais em creche que bebê morreu asfixiado Em nota, a Secretaria Municipal da Educação disse que instaurou procedimento administrativo para esclarecer os fatos. "Se forem confirmadas irregularidades, serão adotadas as providências cabíveis, incluindo o possível descredenciamento da organização parceira responsável pela unidade." Ainda conforme a pasta, o Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem acompanha a família desde as primeiras horas e esteve nesta quinta-feira (23) na residência da criança com um psicólogo e um assistente social. "A equipe do NAAPA também visitou o CEI para prestar acolhimento às crianças, famílias e funcionários. A sala onde ocorreu o incidente está interditada e passa por análise técnica. O CEI segue em funcionamento para atender os demais bebês e crianças", enfatizou a pasta. Pai deixou o filho na creche "Falta de supervisão": Família questiona demora no socorro de bebê que morreu em creche de O pai do menino, Ibrahima Dieng, vendedor senegalês que vive no Brasil há oito anos, contou que deixou o filho na creche por volta das 7h30. Cerca de uma hora e meia depois, recebeu uma ligação informando que a criança havia sofrido um acidente. "Hoje foi lá na escola e depois ele fala ligar (...) chegou, ele fala 'cadê criança?', esperar e depois ele morreu", disse. Emocionado, Ibrahima afirmou que a família está destruída com a perda. "Tem que chorar, chorar muito assim, é triste." Segundo ele, a mãe do menino passou mal após receber a notícia. "Chora muito... é triste, muito. Vai ser muito difícil recuperar." Outros pais dizem que já reclamaram da falta de profissionais na creche. Segundo Lhayss Rodrigues de Sousa, que tem uma filha e um sobrinho na escola a equipe é insuficiente. "A professora da sala do bebê, onde fica o meu sobrinho, estava tá doente, ficou afastada. Então muitas vezes a professora ficava sozinha com 12, 15 crianças. Eu vim durante quatro vezes conversar com a diretora, reclamar que ela não poderia ficar sozinha, que ela estava sobrecarregada", disse. Família e amigos de bebê que morreu em creche fazem protesto e cobram por Justiça no Centro de SP TV Globo
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    VÍDEOS: Jornal do Acre 2ª Edição desta segunda-feira, 27 de julho de 2026
    Artigo Seguinte
    Homem investigado por homicídio qualificado em Porto Real é preso em MG

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário