Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Família comandava esquema de tráfico com armas pesadas, blindados e rota para a Europa

    18 hours ago

    Grupo ligado ao PCC e PGC é alvo de operação em MS que investiga participação de policiais Uma organização criminosa liderada por três irmãos e outros integrantes da própria família mantinha uma estrutura dividida em diferentes funções para traficar drogas e armas entre países. O grupo comprava os produtos na Bolívia, no Paraguai e no Peru, utilizava a fronteira de Mato Grosso do Sul para levar as cargas ao Brasil e abastecia outros estados. Parte dos entorpecentes também tinha como destino a Europa, principalmente Espanha e Portugal. A estrutura foi detalhada pela Polícia Federal e pela Receita Federal durante a investigação que resultou na Operação IFRIT, deflagrada nesta quarta-feira (4), em sete estados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo os investigadores, o comando ficava concentrado em um núcleo familiar formado por três irmãos, filhos e outros parentes. Abaixo das lideranças, havia integrantes responsáveis pelas finanças, transporte, logística e segurança armada. A divisão de tarefas permitia que diferentes pessoas cuidassem de etapas específicas do esquema, desde a compra das drogas e armas até a distribuição das cargas e a movimentação do dinheiro. Fronteira de MS era porta de entrada das cargas Família comandava esquema de tráfico com armas pesadas, blindados e rota para a Europa Receita Federal/ Polícia Federal De acordo com a investigação, drogas e armamentos eram adquiridos principalmente na Bolívia, no Paraguai e no Peru. Os produtos entravam no Brasil pela faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul e depois eram encaminhados para municípios do estado e outras unidades da federação, especialmente São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O Brasil também era utilizado como ponto de apoio para o envio de drogas ao exterior. Os entorpecentes eram armazenados e transportados por uma estrutura logística que atendia às remessas destinadas ao mercado europeu, principalmente Espanha e Portugal. Grupo usava blindados, drones e armas pesadas Para manter as atividades e proteger seus integrantes, a organização contava com armamento de alto poder ofensivo, equipamentos de comunicação, drones e veículos blindados. Segundo a PF e a Receita Federal, também havia estruturas destinadas a abrigar integrantes armados e estratégias de contrainteligência, usadas para dificultar a descoberta das atividades criminosas e proteger as lideranças. A investigação identificou ainda possíveis vínculos com facções criminosas e a colaboração de agentes públicos. Policiais teriam fornecido informações estratégicas e apoio ao funcionamento da organização. Delegado já havia sido preso em operação do Gaeco Um dos alvos da Operação IFRIT é o delegado da Polícia Civil Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, que recentemente também foi investigado em outra operação contra o crime organizado em Mato Grosso do Sul. Em 24 de setembro, ele se entregou à Corregedoria da Polícia Civil e foi preso durante a Operação Infiltrados, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Na ocasião, Hoffman era suspeito de usar o cargo público para desviar drogas apreendidas em ocorrências policiais e repassá-las a uma organização criminosa. Antes de assumir a 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, ele havia chefiado a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e o Grupo de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras). Dinheiro passava por empresas e contas de terceiros A estrutura também tinha um esquema para esconder os recursos obtidos com as atividades ilegais. Em aproximadamente dois anos, a organização movimentou mais de R$ 500 milhões, conforme as análises financeiras da investigação. Para dificultar o rastreamento, o dinheiro circulava por contas vinculadas a investigados e operadores financeiros, empresas de fachada e negócios simulados. A Receita Federal identificou indícios de ocultação de patrimônio e uso de outras pessoas para disfarçar quem era o verdadeiro dono dos recursos. Organização atuava desde 2018 As investigações apontam que o grupo mantinha uma estrutura estável e permanente pelo menos desde 2018. A apuração começou após o compartilhamento de informações obtidas em outro procedimento investigativo. Com autorização judicial, a PF e a Receita Federal realizaram análises bancárias, fiscais, patrimoniais e telemáticas, além de diligências de campo. A Operação IFRIT cumpre 76 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia, Goiás e Santa Catarina. A ação mobiliza 450 policiais federais, 22 auditores-fiscais e sete analistas tributários da Receita Federal. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Trabalhador sofre traumatismo craniano após ter cabeça prensada por máquina de indústria de ração, em Anápolis
    Artigo Seguinte
    Corpo de motociclista que morreu preso em bueiro durante temporal em BH é velado nesta quarta

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário