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    Família acusa Santa Casa de Mogi das Cruzes de negligência e diz que idoso desenvolveu trombose por falta de medicação

    1 day ago

    Confusão acontece na Santa Casa de Mogi das Cruzes nesta madrugada A família de um idoso de 72 anos, internado na Santa Casa de Mogi das Cruzes desde domingo (4), acusa a unidade de negligência no tratamento. Segundo a filha, a demora na realização de exames e na administração de medicamentos fez com que o paciente, que é diabético e hipertenso, desenvolvesse um quadro de trombose generalizada. De acordo com a filha do idoso, Cristiane Paiva Silva, o pai chegou ao pronto-socorro com fraqueza e confusão mental. Ele foi diagnosticado com anemia e passou por uma tomografia para apurar a causa da alteração neurológica. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Por meio de nota, a Santa Casa de Mogi das Cruzes informou que o paciente foi para a emergência para receber cuidados intensivos e aguarda transferência hospitalar para uma unidade referenciada para cirurgia vascular e endovascular. A inserção dele no Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp) ocorreu às 07h58 desta quarta-feira (7), após avaliação do médico vascular (leia a nota completa abaixo). Já a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo disse que a transferência está programada para esta sexta-feira (9) ao hospital Santa Marcelina de Itaquera, na Capital, para avaliação na especialidade de cirurgia vascular (leia a nota completa). Na segunda-feira (5), o paciente recebeu duas bolsas de sangue, enquanto estava em observação. No mesmo dia, ele passou por uma coleta de sangue para realização de exames de análise clínica. De acordo com Cristiane, na madrugada de segunda para terça-feira (6), ela questionou a enfermeira sobre o resultado desses exames. “A enfermeira me falou que não havia nada no sistema de lançamento de coleta de sangue ou de qualquer tipo de pedido médico”. Cristine contou então que conversou com a médica de plantão e a profissional solicitou uma nova coleta. “Foi feita uma 'recoleta' e ela me disse que após duas ou três horas o resultado ia sair”. A filha do paciente relatou que a médica também prescreveu medicação a ele. “Falei com a enfermeira que a médica havia prescrito as medicações e que, até o momento, não haviam dado nenhum remédio pra ele. Que ele estava sem acesso, porque o acesso havia escapado, e a enfermeira falou que em seguida ia colocar o acesso, colocar ele no soro e ejetar as medicações prescritas pela médica”. Mesmo após quase 12 horas, Cristiane disse que o pai ainda não havia recebido as medicações e os enfermeiros não haviam medido a diabetes e pressão arterial dele. “Falei com uma enfermeira que meu pai precisava fazer o exame, que tinha receita com remédios, que provavelmente ele teria que tomar insulina, porque a diabetes dele devia estar alta, e a enfermeira disse que ia me auxiliar. Passados 20 minutos, o meu pai fez o exame de sangue e falou que entre duas e três ia sair o resultado do exame”. Após esse período, Cristiane perguntou à enfermeira-chefe sobre o resultado do exame. Ela teria dito que o sangue não havia sido encaminhado para a análise. “Quando foi na troca de plantão, às 18h, eu falei com o enfermeiro-chefe, que meu pai não tinha sido examinado e o sangue do meu pai tinha sumido pela segunda vez. Recolheram o sangue do meu pai. Quando foi às 21h, solicitamos aos enfermeiros que vissem o resultado do exame para conversar com o médico e novamente não tinha subido o exame”. Segundo Cristiane, seu pai foi levado para a emergência e a família ficou sem saber se ele estava recebendo medicação ou não. “No dia de hoje (quarta-feira, 7), tivemos a notícia de que meu pai está com trombose em toda a parte do corpo dele. Por negligência, por não medicá-lo, porque a gente viu que os médicos solicitaram um remédio de trombose, e ninguém fez nada. Foi pedido oxigênio pro meu pai e não deram oxigênio pro meu pai. Meu pai estava largado, meu pai estava jogado e ninguém teve um pouquinho de caridade com ele”, desabafou. Segundo ela, a Santa Casa informou à família que o idoso precisa ser transferido com urgência para tentar fazer uma angioplastia para desobstruir a artéria. No entanto, o procedimento é arriscado, pois a trombose está perto do coração. “Meu pai não entrou assim, a situação dele não era favorável, mas não era total desagradável. Colocaram ele agora no oxigênio". Cristiane disse que quer justiça pelo pai e por todos que estão na unidade. “Pra quem não tem tratamento, não tem humanidade, não tem nada. Não é só pelo meu pai, é por toda a população que precisa ser atendida. Tem que ter dignidade, tem que ter mais dignidade”. O que diz a Santa Casa de Mogi das Cruzes Por meio de nota, a Santa Casa informou que: “O paciente em questão deu entrada no Pronto-Socorro da Santa Casa de Mogi das Cruzes às 20h38 de domingo (4), com relato de perda de força em membros inferiores e falta de apetite, tendo sofrido queda dias antes da chegada ao hospital. Na admissão, o atendimento médico incluiu pedido de tomografia computadorizada de crânio e avaliação de neurologia. O paciente é portador de Diabetes Mellitus (DM) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), fazendo uso contínuo de Enalapril, Anlodipina e Hidroclorotiazida, além de Insulina e Metformina. Na anamnese, negou alergias medicamentosas. Na segunda-feira (5), foram solicitadas transfusões sanguíneas e realização de exames laboratoriais complementares para o paciente que permaneceu em observação clínica e aguardando avaliação da Neurologia. Às 10h31, ocorreu a avaliação neurológica, que orientou a repetição de tomografia de crânio após 24 horas para monitorar o quadro encontrado. Ao longo da terça-feira (6), o paciente permaneceu internado com solicitação de avaliação laboratorial e sem nova definição de conduta pela neurologia. A equipe médica orientou iniciar terapêutica com AAS e Estatina, mantendo a investigação clínica em andamento. O paciente apresenta anemia associada a quadro de confusão mental, prosseguindo este diagnóstico sob investigação. Ainda nessa data, houve a intercorrência administrativa envolvendo familiares, um vereador e um profissional da Santa Casa. A gravidade do desentendimento forçou a intervenção de autoridades policiais para restabelecimento da ordem. Vale ressaltar que, ao longo de todo o tempo, incluindo o período do episódio de desinteligência, o paciente esteve assistido, com acompanhamento médico e equipe multidisciplinar, sem prejuízo à assistência prestada pela filantrópica. Ele foi transferido para a sala de emergência visando os adequados cuidados intensivos. O paciente permanece na sala de emergência nesta quarta-feira (7), enquanto aguarda designação de vaga para transferência hospitalar, com alocação em unidade referenciada para cirurgia vascular e endovascular. A inserção dele no Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp) ocorreu às 07h58 de hoje, após avaliação do médico vascular. Está confirmada embolia e trombose de artéria não especificada. Ele precisa de cirurgia vascular e endovascular. Paciente recebeu toda assistência médica, medicamentosa e de suporte conforme as prescrições dos médicos responsáveis. Ele foi transferido para a sala de emergência em função do estresse e desestabilização orgânica causados pelos desentendimentos ocorridos na sua presença. O paciente recebeu cuidados intensivos na sala de emergência. Trata-se de recinto onde há alto risco de infecção trazida pelo público externo e que, por este motivo, não são admitidos acompanhantes, mas apenas visitas de curta duração, a exemplo do procedimento adotado em UTI. Foi uma decisão técnica para o bem do paciente. Fato é que ele, portador de várias comorbidades, foi levado pelos familiares ao Pronto-Socorro dias depois de haver sofrido uma queda. Portanto, se houve alguma negligência, não foi da Santa Casa de Mogi”. O que diz a Secretaria de Saúde Por meio da Secretaria de Estado da Saúde, a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) informou que o paciente possui transferência programada para sexta-feira (9) ao Hospital Santa Marcelina de Itaquera para avaliação na especialidade de cirurgia vascular. A Cross esclareceu ainda que a unidade de origem é responsável pelo transporte seguro do paciente. "A Cross é um serviço intermediário entre os serviços de origem e de referência. Seu papel não é criar leitos, mas auxiliar na identificação de uma vaga no hospital mais próximo, seja ele municipal, estadual ou filantrópico, e apto a cuidar do caso", disse a nota enviada pela pasta. Leia mais Viatura da Polícia Civil é furtada de dentro de delegacia em Mogi das Cruzes Caminhão-pipa tomba e vaza água após motorista perder o controle na Mogi-Bertioga Família de idoso questiona atendimento dado a ele pela Santa Casa Alessandro Batata/TV Diário Veja tudo sobre o Alto Tietê
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