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    Ex-síndica do edifício JK morre aos 78 anos em BH

    há 3 meses

    Prédio icônico de Niemeyer em BH está no centro de briga judicial Maria Lima das Graças, de 78 anos, que foi síndica do icônico Edifício JK por mais de 40 anos, morreu nesta sexta-feira (13). A informação foi anunciada pelas redes sociais da família. Ela esteve internada em agosto de 2025, no Hospital Felício Rocho, no Barro Preto, Região Centro-Sul da capital. Em novembro Maria Lima foi afastada de forma permanente do cargo de síndica do edifício, por não ter condições de saúde para retomar as atividades. Segundo o regimento do prédio, o substituto imediato em caso de ausência da síndica é o subsíndico. Nas eleições do condomínio realizadas em 2024, que reelegeram Maria das Graças, o escolhido para o cargo foi Caio Rômulo Delgado de Lima, irmão da titular. Maria Lima das Graças, ex-síndica do edifício JK, em BH Reprodução/ Redes Sociais Síndica comandou o Edifício JK por mais de quatro décadas Conhecida pela longa permanência à frente do condomínio, Maria Lima administrou o edifício por cerca de quatro décadas e se tornou uma figura central na história recente do prédio. Durante sua gestão, acompanhou diferentes fases do JK, incluindo o processo de tombamento do edifício como patrimônio cultural. A saída definitiva de Maria Limas do cargo ocorreu em meio a disputas judiciais e questionamentos de moradores sobre a gestão do condomínio. Em 2024, o Ministério Público chegou a apresentar denúncias relacionadas à conservação do edifício, apontando problemas estruturais e a ausência de documentos obrigatórios, como o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Eleições questionadas Em 2021, moradores tentaram anular na Justiça a assembleia que reelegeu Maria Lima das Graças. A tradutora Julieta Boedo, que concorreu à eleição, afirmou que a síndica teria exigido uma caução de R$ 4 milhões para permitir a participação da chapa opositora, gerando contestação entre os condôminos. Na época, a defesa de Maria Lima negou falta de transparência nas eleições e disse que moradores não tiveram competência para a formação de uma chapa contrária à da síndica.
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