Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Ex-secretário de Educação, político e mais sete são indiciados por fraude em licitação de R$ 4,3 milhões em Roraima

    9 hours ago

    Raimundo Nonato Carneiro, Masamy Eda (Pode), Hemyson Eda Rodrigues e Dagoberto Kunzler Machado Junior, indiciados pela PF. Reprodução Nove pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal por suspeita de fraude em uma licitação no valor de quase R$ 4,3 milhões da Secretaria de Educação e Desporto (Seed) de Roraima. O caso é apurado pela Operação Raubritter e envolve a compra de material de limpeza e higiene para escolas estaduais indígenas do estado. Entre os investigados, quatro são apontados como os principais articuladores do esquema: O ex-secretário de Educação do governo de Roraima, Raimundo Nonato Carneiro; o político e também empresário, Masamy Eda (Pode); o responsável pelo setor de logística da secretaria, Dagoberto Kunzler Machado Junior e Hemyson Eda Rodrigues, também empresário e primo de Masamy. Em nota, a defesa de Masamy Eda afirmou que o indiciamento não representa culpa e informou que vai comprovar a inocência do político na Justiça. Os advogados declararam que preferem não comentar detalhes da apuração neste momento por respeito à própria investigação. A defesa de Dagoberto Kunzler Machado Junior declarou que ele não cometeu nenhuma irregularidade e sempre atuou com legalidade no serviço público. O texto reforça que o indiciamento não é uma condenação e que os devidos esclarecimentos serão apresentados ao longo do processo. A defesa de Hemyson Eda também negou qualquer simulação de concorrência ou prejuízo aos cofres públicos e destacou que todos os produtos contratados foram entregues com a devida documentação. Os advogados ressaltaram ainda que a empresa atua no mercado há 33 anos e que o empresário colabora com as autoridades desde o início das investigações. A Seed informou que o Raimundo Nonato não assinou o contrato ou fez pagamentos relativos à licitação. Alegou que o processo foi iniciado na gestão dele, mas seguiu a legislação vigente. Ressaltou ainda que, após a exoneração de Mesquita, as etapas posteriores, como ordem de serviço e pagamentos, foram conduzidas por um novo gestor da pasta, e que os esclarecimentos estão sendo apresentados à Justiça. O que a polícia apurou Segundo a investigação, à qual o g1 teve acesso, boa parte dos produtos pagos pelo governo do estado nunca chegou a ser efetivamente fornecida. O prejuízo aos cofres públicos estimado pela Polícia Federal é de pelo menos R$ 4.079.490,37. A apuração começou a partir de uma denúncia anônima sobre um pregão eletrônico realizado em janeiro de 2023 pela Seed para comprar insumos de limpeza destinados a escolas indígenas do estado. Segundo a polícia, a licitação foi montada de forma a favorecer uma única empresa, batizada de Pátio dos Carros (depois renomeada para H E Rodrigues), ligada a Hemyson Eda Rodrigues. Entre os indícios de fraude apontados pelos investigadores estão: A compra foi feita em lote único, o que, segundo a PF, reduziu a concorrência sem justificativa técnica válida; A empresa vencedora apresentou um atestado de capacidade técnica com indícios de falsidade, usado para comprovar experiência que ela não tinha; Duas concorrentes que ofereceram propostas mais baratas foram desclassificadas por critérios que, segundo a PF, não se aplicavam à vencedora; Uma nota fiscal registrou a entrega de quase 460 mil unidades de produtos em um único dia, volume considerado incompatível com a capacidade real da empresa e de seus fornecedores. Para chegar ao valor do prejuízo aos cofres públicos, os investigadores analisaram as notas fiscais do principal fornecedor do esquema. A PF calculou como "entregue" todo e qualquer produto que o fornecedor pudesse comprovar ter em estoque. Mesmo assim, a polícia descobriu que a empresa só tinha o equivalente a cerca de R$ 218 mil em materiais de limpeza, o que representa apenas 5% dos R$ 4,29 milhões que o governo do estado pagou pelo contrato. A diferença entre o que existia no papel e o que de fato existia no estoque é o prejuízo milionário de mais de R$ 4 milhões, apontado na investigação. O papel de cada indiciado, segundo a investigação: Hemyson Eda Rodrigues: primo de Masamy Eda, era o dono da empresa que venceu a licitação e o principal beneficiário do esquema; Masamy Eda: teria participado da disputa com outra empresa, apresentando uma proposta em valor idêntico ao da vencedora e depois desistindo da disputa, o que teria ajudado a dar aparência de concorrência real ao processo; Raimundo Nonato Carneiro: então secretário de Educação, é apontado como responsável por justificativas técnicas usadas para validar a compra em lote único e por manter a decisão que manteve a empresa na disputa mesmo após irregularidades no atestado técnico apontadas por concorrentes; Dagoberto Kunzler Machado Junior: como responsável pela Logística da pasta, teria determinado que servidoras responsáveis por conferir a entrega dos produtos assinassem o recebimento mesmo sem terem conferido todo o material. Os crimes apontados Ao todo, a Polícia Federal indiciou nove pessoas na operação. Entre os quatro alvos citados na reportagem, os crimes foram divididos de acordo com a participação de cada um no esquema: Hemyson Eda Rodrigues: associação criminosa, fraude na licitação, fraude na execução do contrato e inserção de informação falsa em documentos; Masamy Eda e Raimundo Nonato Carneiro: suspeita de associação criminosa e fraude na licitação; Dagoberto Kunzler Machado Junior: suspeita de fraude na execução do contrato. Outra operação Esta não é a primeira apuração da PF envolvendo a Seed-RR e membros da família Eda. Em janeiro de 2026, a PF deflagrou a 2ª fase da Operação Escama, que apurava esquemas de fraude em licitações para o fornecimento de merenda escolar no estado. As investigações indicaram que empresas sem histórico no setor teriam sido beneficiadas e recebido pagamentos sem a confirmação de entrega dos alimentos, culminando no bloqueio judicial de R$ 45,3 milhões em bens dos envolvidos. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Escama, o ex-deputado estadual Masamy Eda foi preso em flagrante por fraude processual ao arremessar o próprio celular pela janela de casa para tentar ocultar o aparelho dos agentes federais. Hemyson Eda, também figurou como alvo dos mandados da operação. À época, a defesa de Masamy declarou que o ex-parlamentar atuou rigorosamente dentro dos limites da lei e defendeu o arquivamento do caso por falta de provas. 🔎 Masamy Eda foi eleito deputado estadual nas eleições de 2014. O mandato dele foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) em novembro de 2016, por abuso de poder econômico e compra de votos. Ele está concorrendo ao cargo de deputado estadual novamente em 2026. Ex-deputado e primo são alvos da PF por fraude em licitações de merenda escolar em Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Pedágio fica mais caro na BR-262; veja como ficam os valores
    Artigo Seguinte
    Santos e Vasco perto do Mundial de Clubes

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário