Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Ex-namorado de suspeita de matar PM envenenado diz que foi dopado por ela durante relacionamento: 'Me agredia'

    13 hours ago

    Investigação por envenenamento Um estudante de medicina de 38 anos, que preferiu não ser identificado, está entre as testemunhas ouvidas no inquérito da morte do policial militar José Maria Alexandre da Silva Júnior (veja vídeo acima). O PM de 40 anos foi encontrado morto com sinais de envenenamento no apartamento da ex-companheira Helen Kelly de Lima Pedrosa, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A mulher de 45 anos foi presa preventivamente no dia 22 de julho, após se jogar da janela do 4º andar de um prédio para tentar evitar a prisão, e foi internada sob custódia no Hospital da Restauração, na área central da cidade. A defesa nega o crime e diz que ela era vítima de violência (saiba mais abaixo). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O g1 e a TV Globo tiveram acesso a documentos do inquérito policial. No depoimento prestado à polícia, o estudante universitário relatou que manteve um relacionamento de quase 1 ano com Helen e também a acusa de tentar envenená-lo. Também disse ter sido dopado por ela em, ao menos, três ocasiões. Em entrevista à TV Globo, o ex-namorado de Helen contou que ela era extremamente ciumenta e que, durante o relacionamento, sofreu diversas agressões. Ele afirmou que conheceu Helen em um bar e que os primeiros meses da relação transcorreram sem conflitos. "A gente começou a se dar muito bem no começo. Nos três primeiros meses, a gente não saía muito em público. Quando a gente começou a sair, ela se mostrou uma pessoa muito agressiva, começou a ter crises de ciúmes, me agredia fisicamente e verbalmente, na frente de todo mundo, com tapas, insultos, puxava a minha camisa, jogava bebida em mim", contou. Ele disse que, em três ocasiões, passou mal depois de ingerir bebidas oferecidas por ela, com queda de pressão, vômitos e fortes dores abdominais. Em um dos episódios, após uma discussão motivada por ciúmes em um bar, ele contou que, ao retornarem para o apartamento de Helen, recusou um drink porque iria dirigir. Em seguida, aceitou um energético que ela havia oferecido e saiu sozinho. Mesmo se sentindo mal, conseguiu concluir o trajeto e chegar em casa. Em outra ocasião, o estudante afirmou que havia combinado de sair com Helen, mas se atrasou. Quando chegou ao prédio onde a então namorada morava, ela não estava em casa. Ele só a encontrou num posto de gasolina perto, que ela frequentava. "Ela entrou na loja de conveniência, pegou uma bebida e perguntou se eu queria alguma coisa. Falei que não e ela voltou com uma lata de refrigerante, aberta. E eu tomei um pouco. A gente ficou naquele clima chato, chamei ela, botei no meu carro, deixei ela na frente do prédio e fui para casa. Quando chegou perto do Shopping Guararapes, eu comecei a ter queda de pressão, dores abdominais, ânsia de vômito. Quando cheguei em casa, fiquei 45 minutos vomitando sem conseguir respirar e fui socorrido pela minha vizinha", relatou. Gravador no carro O estudante disse, ainda, que, a partir de um determinado momento no relacionamento, começou a ouvir o barulho de um apito dentro do seu carro. O universitário disse que, ao comentar sobre isso com Helen, ela confirmou ter instalado um gravador para saber se ele a estava traindo. De acordo com o estudante, após o fim do namoro, Helen estava com o veículo dele. Quando informou que registraria um boletim de ocorrência para que ela devolvesse o automóvel, Helen teria afirmado que ia fazer uma denúncia de violência doméstica contra ele. "Depois que ela abriu uma medida protetiva contra mim, eu recebi uma mensagem no meu celular dizendo que eu tinha que ficar 200 e alguns metros de distância dela. Eu estava trabalhando, eram 11h30 da noite, parei numa loja de conveniência para comprar uma água mineral. [...] O segurança do posto era um dos amigos dela e avisou que eu estava lá. Ela sai da casa dela e vem correndo para onde eu estava e chama a polícia para dizer que eu tinha quebrado a medida protetiva", afirmou. Segundo ele, a denúncia resultou numa prisão de aproximadamente três meses. O estudante afirmou, ainda, que Helen criou um vínculo com um dos policiais que atuaram na ocorrência e passou a utilizar o agente para persegui-lo. O estudante disse também que voltou a ser preso, desta vez por cerca de cinco meses, também por suposto descumprimento da medida protetiva. Nesse período, segundo o ex-namorado, Helen chegou a oferecer dinheiro para esse policial assassiná-lo. "Ela mandou que o policial que estava ajudando ela, que ela conheceu no posto, mandar me assassinar. Ela queria dar R$ 5 mil ao policial para ele me assassinar. Ele não quis. Foi uma das sortes que eu tive para estar hoje aqui contando essa história", disse. O estudante afirmou ainda que continua usando tornozeleira eletrônica e que responde aos processos decorrentes das acusações. "Vai fazer um ano agora em agosto que aconteceu e eu ainda não pude trabalhar. Não posso ir a uma praia, um dentista, um mercado, eu não posso viver minha vida normal porque eu fui vítima de uma acusação falsa, que ela fez contra mim. Passei oito meses preso, mesmo provando que eu não agredi ela", declarou. A advogada Emilly Amaral, que representa o estudante, disse que outras testemunhas relataram à polícia um suposto padrão de comportamento atribuído a Helen. "No momento, o que se sabe, de acordo com todas as testemunhas, é que ela tinha o costume de dopar ex-companheiros ministrando doses altas de clonazepam. Houve o ex-companheiro dela, que ela chegou a dopar várias vezes, e uma amiga dela chegou à delegacia e fez um depoimento contando o que ela costumava fazer com ele dopando para pegar o celular dele, com essa situação de controle. Ela também fez com o ex-marido, pai da filha dela. Tem um boletim de ocorrência de agressão e também tem contra o PM", informou. O inquérito De acordo com o documento policial, quando José Maria Alexandre da Silva Júnior chegou ao apartamento, a polícia disse que o PM estava "deitado no chão no quarto de Helen, de bruços, ao lado da cama e que na sala haviam duas taças". No inquérito também consta que na mochila do PM, a polícia encontrou "o fardamento do PM, uma faca peixeira, uma porção de maconha e medicamentos". De acordo com o documento: "Apesar de haver medida protetiva o casal estava se reconciliando; que Helen afirmou que, quando José Maria chegou na casa dela, ele perguntou se havia comida e energético, então ela colocou na mesa; que, em determinado momento Jose Maria pediu a Helen para pegar gelo, e quando ela voltou notou que Jose Maria havia trocado as taças", diz o inquérito. O inquérito informa também que Helen disse marcar as taças que tem em casa para poder saber com qual copo está bebendo. "Helen informou que sempre coloca um ponto em sua taça e, quando voltou após pegar gelo, notou a mudança das taças, justamente por causa do ponto; que, após notar que as taças havia trocado as taças, ela pediu para José Maria colocar a bota dele na varanda, pois acreditava que ele havia colocado algo na bebida, e quando ele foi deixar a bota na varanda, Helen destrocou as taças de forma que a taça marcada ficasse com Helen", consta no documento. Os laudos toxicológicos e químicos revelaram que a taça de Helen continha apenas sibutramina, um inibidor de apetite. Já a taça do cabo Silva Júnior continha clonazepam e cafeína. O exame de sangue da vítima também confirmou a presença de clonazepam e cafeína. Helen morava no apartamento onde o policial foi encontrado morto e alugava quartos do imóvel para outras pessoas. No inquérito, os inquilinos ouvidos pela Polícia Civil contestaram a versão apresentada pela ex-namorada do PM sobre a suposta marcação das taças. Segundo os depoimentos, eles não tinham conhecimento de qualquer identificação na louça, como afirmou Helen em seu interrogatório. José Maria Alexandre da Silva Júnior, de 40 anos, morreu após passar mal na casa da ex-namorada em Boa Viagem Reprodução/Instagram O que diz a defesa Segundo o advogado Rafael Nunes, que faz a defesa de Helen Kelly de Lima Pedrosa, ela e o PM passaram cerca de seis meses juntos e, desde março, a mulher era vítima de violência doméstica e possuía uma medida protetiva contra o policial, após episódios de agressão. O relacionamento era bastante conturbado e a defesa diz que, apesar da decisão judicial, o PM voltou a procurá-la insistentemente, e por volta da 1h do dia do fato, foi autorizado a subir para o apartamento. "A minha cliente saiu de vítima de violência doméstica para possível assassina. A prisão dela foi de forma errônea. Não tem fundamentação jurídica que consiga subsidiar o decreto preventivo, apressado, tanto é que ela se desesperou e pulou do quarto andar", contou. Ele afirmou também que as taças não foram periciadas, apenas o líquido que estavam nelas. Além disso, disse que ela percebeu que ele havia trocado as taças com energéticos e por isso fez a troca. "Perícia completamente deficiente porque se esbarrou na primeira etapa que é apenas da identificação dos agentes. A segunda fase está na confirmação e a terceira fase está no quantitativo. Até o presente momento não tem morte esclarecida a sua causa", disse. Uma ex-amiga de Helen, chamada Adriana, também teria dito que ela tinha o hábito de dopar os parceiros. "Acreditamos em morte natural. Ela não queria matar ele e ele nem queria matar ela. O que aconteceu naquele momento, só os dois sabem e ele não está mais aqui. Então, quero deixar claro que o luto é legítimo dos amigos, dos familiares", disse. Ex-companheira de PM morto diz que trocou taças após suspeitar de envenenamento, afirma defesa Reprodução/WhatsApp Relembre o caso Na noite do dia 11 de junho deste ano, o policial militar José Maria Alexandre da Silva Júnior morreu após passar mal na casa da ex-namorada, Helen Kelly de Lima Pedrosa, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife; José Maria Alexandre da Silva Júnior, de 40 anos, teria sido envenenado, conforme o Boletim de Ocorrência do caso, ao qual o g1 teve acesso; O cabo, conhecido como Silva Júnior, era do Regimento de Polícia Montada, a antiga cavalaria da PM; Segundo o advogado de Helen, passaram cerca de seis meses juntos e, desde março, a mulher era vítima de violência doméstica e possuía uma medida protetiva contra o policial, após episódios de agressão; O relacionamento era bastante conturbado e a defesa afirma que, apesar da decisão judicial, o PM voltou a procurá-la insistentemente, e por volta da 1h do dia do fato, foi autorizado a subir ao apartamento; Ela percebeu que o PM havia trocado as taças em que bebiam energéticos, na noite anterior à morte dele, desconfiou de envenenamento e resolveu destrocar as taças antes de beber; A Polícia Civil informou que o caso é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios, vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), como "morte a esclarecer"; No dia 22 de junho, Helen se jogou do quarto andar de um prédio para evitar ser presa, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, segundo a Polícia Civil; No local, ela recebeu voz de prisão, mas pediu para trocar de roupa no quarto. Ela se jogou da janela da residência, que fica no quarto andar do edifício; Helen foi internada sob custódia policial no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Anúncio dos EUA de prorrogar medidas contra Brasil ocorre após pedidos de aliados da família Bolsonaro por mais sanções
    Artigo Seguinte
    Corpo de menino autista foi encontrado a 70 metros de casa onde ele morava com a família, diz Secretaria de Segurança

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário