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    EUA divulgam VÍDEO de navio da Guarda Costeira emparelhando com petroleiro Marinera

    1 day ago

    EUA mostram navio da Guarda Costeira emparelhando com petroleiro Marinera durante operação de apreensão no Oceano Atlântico Norte em 7 de janeiro de 2026. Divulgação/Guarda Costeira dos EUA Os Estados Unidos divulgaram um vídeo que mostra a aproximação de um navio da Guarda Costeira ao petroleiro Marinera (antigo Bella 1), ligado à Venezuela e com bandeira russa, apreendido na quarta-feira (7). A embarcação havia recebido escolta de submarino russo nos últimos dias, segundo a mídia dos EUA. A apreensão do petroleiro tem o potencial de escalar as tensões entre Washington e Moscou. Segundo a agência de notícias Associated Press, tropas norte-americanas embarcaram no petroleiro. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O Marinera foi construído como um navio-tanque capaz de carregar petróleo e produtos químicos. A embarcação tem capacidade de carregar até 318 mil toneladas de petróleo. Veja mais sobre o petroleiro aqui. EUA interceptam 2 petroleiros ligados à Venezuela O Marinera passou por diversas "encarnações" ao longo de sua vida operacional, algo comum no comércio marítimo. Ele já foi conhecido, por exemplo, como Mtov em 2012, Overseas Mulan em 2017 e Xiao Zhu Shan em 2021. Até recentemente, seu nome era Bella 1 e ele estava registrado sob a bandeira da Guiana. Na véspera do último Natal, o Ministério dos Transportes da Rússia concedeu uma licença temporária para operar sob a bandeira do país. O Marinera já havia sido sancionado no passado nos EUA, pelo governo Biden, por carregar petróleo iraniano. Moscou repudia ação EUA mostram navio da Guarda Costeira emparelhando com petroleiro Marinera durante operação de apreensão no Oceano Atlântico Norte em 7 de janeiro de 2026. Divulgação/Guarda Costeira dos EUA O governo da Rússia repudiou a apreensão do petroleiro e afirmou que a ação dos EUA violou o direito marítimo e que "não havia jurisdição para o uso da força". Também pediu que os norte-americanos deem "tratamento humano e digno" aos tripulantes. A Casa Branca afirmou anteriormente que a apreensão respeitaria o direito internacional por acusar o navio de navegar sob bandeira falsa. O Reino Unido deu apoio à operação de apreensão após um pedido de ajuda dos EUA, segundo o secretário de Defesa britânico, John Healey. As Forças Armadas britânicas forneceram "suporte operacional, incluindo o uso de bases", uma embarcação militar e apoio aéreo de vigilância. Healey disse que o petroleiro tem um "histórico nefasto" e é "ligado a redes russas e iranianas de evasão de sanções". Imagem de divulgação do navio Marinera (Ex-Bella 1) vista à distância, divulgada em 7 de janeiro de 2026. Reuters Recentemente, a Rússia deslocou um submarino e outras embarcações para escoltar o petroleiro, que os EUA interceptaram no final de dezembro e tentam apreender desde então. À época, a embarcação estava perto da Venezuela e fugiu para o Oceano Atlântico. Com a apreensão, as tensões entre os EUA e a Rússia podem escalar ainda mais. Isso porque, além da escolta, o Kremlin fez nos últimos dias um pedido formal à Casa Branca para que deixasse de perseguir o petroleiro. O reservatório de petróleo do Marinera estava vazio no momento da apreensão, segundo dados de rastreamento marítimo analisados pela agência Associated Press. Detalhes do petroleiro Marinera, apreendido pelos EUA. arte/ g1 Escolta Autoridades disseram à agência Reuters que navios militares russos estavam na área geral da operação, incluindo um submarino russo. Não está claro, porém, quão próximas às embarcações estavam do petroleiro, e não havia indícios de confronto entre as forças militares dos EUA e da Rússia. Após a apreensão, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio de petroleiros venezuelanos "continua em vigor em todo o mundo". O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs em dezembro um "bloqueio total" aos petroleiros do país e apreendeu duas dessas embarcações em 2025. Os EUA acusam o petroleiro de navegar sob bandeira falsa e transportar petróleo venezuelano a aliados do regime chavista —liderado pela sucessora de Nicolás Maduro, Delcy Rodriguez—, como a Rússia, a China e o Irã. A Casa Branca alega que abordar um navio com bandeira falsa não viola o direito internacional. A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações navais para escoltar um petroleiro antigo, o Bella 1, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira, citando uma autoridade dos Estados Unidos. Hakon Rimmereid/via REUTERS Na última semana, o Kremlin já havia pedido aos EUA que interrompessem a perseguição aso petroleiro. O pedido diplomático foi feito na quarta-feira (31). A Casa Branca, o Departamento de Estado dos EUA e o governo russo não comentaram o caso até a última atualização. Na semana passada, a Casa Branca determinou que as Forças Armadas dos EUA concentrem esforços quase exclusivamente na aplicação de um tipo de bloqueio ao petróleo venezuelano pelos próximos dois meses, segundo a agência de notícias Reuters. Perseguição a petroleiro A interceptação inicial do petroleiro Bella 1 pela Guarda Costeira norte-americana ocorreu em 16 de dezembro. A embarcação estava entrando em águas da América Latina e se aproximando da Venezuela. Trump diz que Venezuela entregará milhões de barris de petróleo aos EUA No entanto, as forças dos EUA não conseguiram apreender o navio, porque a tripulação resistiu à investida, mudou a rota e fugiu em direção ao Oceano Atlântico. Desde então, o Exército dos EUA persegue a embarcação. Segundo o jornal norte-americano "The New York Times", o Bella 1 vinha do Irã e tinha como destino a Venezuela para fazer um carregamento de petróleo. Nos dias seguintes, o navio tentou obter proteção da Rússia ao pintar uma bandeira no casco e informar por rádio à Guarda Costeira dos EUA que navegava sob autoridade russa, ainda segundo o jornal. Desde então, o petroleiro passou a constar no registro oficial de navios como pertencente à Rússia e com um novo nome, Marinera. O porto de origem indicado é Sochi, cidade russa no mar Negro. Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA já havia interceptado dois petroleiros no mar do Caribe, ambos carregados com petróleo venezuelano. O aumento da pressão ocorre em meio a uma grande presença militar dos Estados Unidos no Caribe, com mais de 15 mil soldados, incluindo um porta-aviões, outros 11 navios de guerra e caças F-35. Os EUA afirmam que os meios militares são usados para reforçar sanções econômicas.
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