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    EUA avaliam como 'positiva' reunião com Irã, diz site; mediador fala em progresso significativo

    há 3 meses

    EUA e Irã negociam acordo nuclear Os Estados Unidos avaliaram como positivas as negociações com o Irã nesta quinta-feira (25), em Genebra, segundo o site norte-americano Axios. Inicialmente, os enviados Jared Kushner e Steve Witkoff haviam deixado a primeira parte do encontro "decepcionados", segundo a reportagem, o que indica que a etapa seguinte pode ter sido decisiva. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A reunião começou por volta das 6h15, foi suspensa entre 9h e 14h e terminou às 15h30, todos no horário de Brasília. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o encontro resultou em um "bom progresso". Já o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad Al-Busaidi, que está na mediação das conversas, afirmou que houve "progresso significativo". Ainda segundo ele, EUA e Irã concordaram em realizar, na próxima semana, um novo encontro para "discussões técnicas" em Viena, na Áustria. Segundo o Axios, o Irã apresentou uma proposta preliminar de acordo nuclear na primeira parte do encontro. O site informou ainda que os negociadores dos EUA estavam dispostos a mostrar certo grau de flexibilidade, desde que Teerã comprovasse não buscar a construção de uma bomba nuclear. Após a primeira parte do encontro, uma autoridade iraniana afirmou à Reuters que as negociações com os EUA têm sido "intensas e sérias" e que "algumas divergências permanecem". A fonte acrescentou que "as conversas levantaram novas ideias que exigem consulta com Teerã". A reunião desta quinta-feira é considerada decisiva para o Irã. Segundo o jornal britânico "The Guardian", o presidente Donald Trump deve decidir sobre um possível ataque ao país com base no resultado do encontro. Esta é a terceira rodada de negociações em menos de um mês. Os EUA querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, por temerem que o país busque construir uma bomba nuclear. O governo iraniano afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia. Segundo a imprensa americana, os EUA também querem restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio. O Irã defende que as negociações se limitem ao programa nuclear e diz estar disposto a reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções. LEIA TAMBÉM Modelo brasileira escapou de recrutador de Epstein por causa da mãe: 'Estava no meio do furacão' Em depoimento, Hillary diz que não tem informação alguma sobre escândalo de Epstein e pede que deputados questionem Trump Esquiadores salvam homem soterrado por neve na Califórnia; assista Ataque no radar O presidente dos EUA, Donald Trump, faz o primeiro discurso do Estado da União de seu segundo mandato Kenny Holston/Pool via Reuters O jornal The Guardian publicou na segunda-feira (23) que Trump deve tomar uma decisão final sobre um ataque ao Irã com base na avaliação dos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner após a reunião desta quinta com autoridades iranianas. Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que Trump disse a assessores que considera ataques limitados para pressionar o Irã. O presidente também avalia uma campanha mais ampla, com o objetivo de derrubar o governo do aiatolá Ali Khamenei. Já a CBS News informou que Trump tem demonstrado frustração com a limitação das opções militares disponíveis neste momento. Segundo a imprensa americana, o general Daniel Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, alertou o presidente para uma série de riscos. Fontes ouvidas pelo The Washington Post disseram que os EUA podem enfrentar dificuldades devido ao estoque limitado de munição. O arsenal estaria reduzido por causa do apoio americano aos conflitos envolvendo Israel e Ucrânia, segundo a reportagem. O jornal afirmou ainda que Caine está preocupado com o risco de mortes de americanos, além de uma guerra generalizada. Trump nega as informações. O The New York Times informou que Trump considera um ataque mais limitado já nos próximos dias, caso avalie que as negociações não avançaram. Um bombardeio mais amplo, com o objetivo de derrubar Khamenei, ocorreria apenas nos próximos meses, se a pressão inicial não surtir efeito. O Irã prometeu uma resposta “feroz” a qualquer tipo de ataque dos EUA, mesmo que seja limitado. O governo já indicou que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio. “Não existe ataque limitado. Um ato de agressão será considerado um ato de agressão. Ponto final”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, na segunda-feira. VÍDEOS: mais assistidos do g1
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