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    Estupro coletivo de crianças em SP: polícia detém 5º suspeito procurado

    13 hours ago

    Polícia apreende quarto adolescente suspeito por estupro coletivo em SP A Polícia Civil de São Paulo deteve o quinto suspeito procurado por envolvimento no estupro coletivo de duas crianças, dois meninos de 7 e 10 anos, ocorrido no dia 21 de abril, na Zona Leste da capital. A apreensão dele ocorreu nesta segunda-feira (4), segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). O investigado é um adolescente de 15 anos que estava foragido. Ele foi apreendido após ser encontrado por policiais da delegacia que investiga o caso, o 63º Distrito Policial (DP), na Vila Jacuí. "O menor foi encontrado após diligências dos policiais durante a madrugada e manhã de hoje", informa trecho da nota da pasta da Segurança. "O adolescente foi encontrado no bairro Ermelino Matarazzo e conduzido à delegacia, onde chegou junto com a mãe." Adulto preso Alessandro Martins dos Santos é investigado pela participação em um estupro coletivo de duas crianças. Montagem/g1/Reprodução/GCM de Brejões Outros três menores, com idades entre 14 e 16 anos, já haviam sido apreendidos pela polícia no mês passado. E um homem de 21 anos, chamado Alessandro Martins dos Santos, foi preso pelas autoridades, na sexta-feira (1º), em Jequié, na Bahia. Ele deve ser transferido para a capital paulista ainda nesta segunda‑feira (4). "A Polícia Civil está em tratativas com as polícias da Bahia para transferi-lo para São Paulo", continua o comunicado da SSP. Único adulto envolvido no crime, Santos foi encontrado pela polícia na cidade de Brejões, no interior da Bahia. Em depoimento, ele confessou participação no estupro coletivo e afirmou que deixou São Paulo após ser ameaçado por criminosos. A defesa de Santos e dos quatro adolescentes não foram localizadas pela reportagem. Polícia procura 5º suspeito por estupro coletivo em SP A Polícia Civil investiga quem fez as ameaças e se elas tinham o objetivo também de intimidar as famílias das vítimas para que não procurassem as autoridades. Dos quatro adolescentes envolvidos, dois foram apreendidos na capital paulista e um em Jundiaí, interior paulista. O quarto menor foi localizado e apreendido pela polícia _que manteve contato com familiares do procurado para viabilizar a apresentação dele na delegacia. Os cinco suspeitos vão responder por estupro de vulnerável, divulgação de imagens e corrupção de menores. Os menores apreendidos serão encaminhados à Fundação Casa, onde receberão medidas sócio-educativas. O adulto deverá ir para uma prisão comum. De acordo com a investigação, o adulto e os adolescentes atraíram as vítimas com um convite para empinar pipa antes do crime. Segundo o 63º DP, os agressores conheciam as crianças e se aproveitaram da relação de confiança para levá‑las até o imóvel onde ocorreram os abusos. Polícia busca último suspeito de participar de estupro coletivo em São Paulo “Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles. Chamaram para soltar pipa. Elas foram atraídas para esse imóvel porque falaram: ‘vamos soltar pipa, aqui tem uma linha’”, afirmou a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk. O caso só chegou ao conhecimento da polícia no dia 24 de abril, três dias após o crime, depois que a irmã de uma das vítimas viu imagens dos abusos circulando nas redes sociais e procurou a delegacia para registrar a denúncia. Segundo a Polícia Civil, em cinco dias foi possível identificar todos os envolvidos. Famílias descobriram por vídeos Os delegados Júlio Geraldo e Janaína da Silva Dziadowczyk, do 63° DP, junto com o secretário de Segurança Pública, Oswaldo Nico Gonçalves. Reprodução/TV Globo Ainda de acordo com os policiais, a família das vítimas vinha sendo pressionada por pessoas da comunidade a não registrar boletim de ocorrência. “As vítimas estavam sendo pressionadas para não registrarem boletim de ocorrência na delegacia. Embora o material estivesse circulando na internet, a família não havia registrado queixa”, disse a delegada. Família soube por redes sociais de estupro coletivo de crianças em SP e deixou comunidade após ameaças, diz polícia Polícia diz que família soube pelas redes sociais que crianças tinham sido estupradas A irmã que fez a denúncia não morava com a mãe das crianças e só tomou conhecimento do crime ao reconhecer o irmão mais novo nas imagens que circulavam nas redes sociais. Segundo a polícia, a família chegou a deixar a comunidade após sofrer ameaças. “Teve gente que saiu com a roupa do corpo. Foi uma dificuldade encontrar essas vítimas. Elas vieram à delegacia, foram ouvidas e as crianças submetidas a exames”, afirmou a delegada. A investigação aponta ainda que o homem preso na Bahia teve a ideia de gravar o crime. Ele filmou os abusos com o próprio celular e repassou os vídeos a amigos por WhatsApp. As imagens acabaram se espalhando pelas redes sociais, o que também é crime. Agora, a polícia tenta identificar quem compartilhou o material. Vítimas receberam atendimento Suspeito de participar de estupro coletivo em São Paulo é preso na Bahia “No primeiro momento a gente tinha a prioridade de identificar os agressores. No segundo momento vamos atrás para saber quem divulgou essas imagens”, disse o delegado Júlio Geraldo, titular do 63º DP. As crianças recebem atendimento médico e psicológico e são acompanhadas pelo Conselho Tutelar. As famílias também foram acolhidas por serviços sociais da Prefeitura de São Paulo. O local onde estão foi mantido em sigilo para proteção das vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Manifestantes protestam contra estupro coletivo na Zona Leste de SP
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