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    Estudantes do Acre conquistam bronze na Olimpíada Nacional em História do Brasil: 'Celebração do conhecimento'

    13 hours ago

    Estudantes do Acre conquistam medalha na Olimpíada Nacional de História do Brasil 🥉 Estudantes do 2º ano do ensino médio do Instituto Federal do Acre (Ifac) de Tarauacá, no interior do Acre, conquistaram medalha de bronze na final da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), promovida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). (Assista ao vídeo acima) A equipe, formada por Leandro Gustavo Oliveira Silva, Pietro Pereira Gomes e Semilly Suzan Bezerra Pereira, todos de 16 anos, chegou à etapa presencial após conquistar a medalha de ouro na fase estadual. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp 📚 Com o tema ‘Mulheres na Ciência, Mulheres Cientistas no Brasil’, a edição deste ano teve mais de 64 mil equipes inscritas. Segundo a professora de História Nadja Silva, orientadora da equipe do Ifac, apenas 353 chegaram à final. A competição ocorreu entre os dias 29 e 30 de agosto, em Campinas, no estado de São Paulo. A professora contou ao g1 que, durante cinco fases, os estudantes tiveram que pesquisar documentos, imagens e textos para responder às questões e relacionar diferentes períodos históricos com o presente. A competição começou com 26 equipes sob orientação dela no campus do Ifac em Tarauacá. Ao longo das fases, esse número diminuiu até chegar a três equipes na quinta etapa. LEIA MAIS: Alunos de Rio Branco participam de intercâmbio educacional e visitam Nasa e Disney, nos EUA: 'Espetacular' Quais cursos serão ofertados? 1ª faculdade estadual é criada no Acre; veja detalhes Acre está entre estados que devem receber recursos para construção de escolas indígenas, diz MEC A equipe Ampulhetas do Passado CTA conquistou o ouro estadual e garantiu a vaga para a etapa presencial em Campinas. Já as equipes Amazonas Acreanas e Acrisas - CTA ficaram com medalhas de prata no estado. Para a professora, no entanto, a experiência vai além da disputa por medalhas. “Quando nós chegamos lá na final, não é uma competição. É mais que isso, é uma celebração do conhecimento. É muito lindo de ver, é muito mágico ver o quanto um comemora pelo ganho do outro, é emocionante ver como um torce pelo outro”, afirmou. Estudantes acreanos conquistam medalha em final de competição nacional de História do Brasil Arquivo pessoal Representatividade A chegada da equipe à final nacional também teve um significado especial para a professora por representar a primeira vez que a cidade de Tarauacá foi levada pelos estudantes até a Unicamp. “Conhecendo a região Norte, como bem sabemos, existe uma complexidade no interior de cada estado. Então levar o nome da cidade pela primeira vez para a Universidade Estadual de Campinas, levar o conhecimento da História e levar o nome de Tarauacá para esse espaço, eu não tenho palavras que sejam capazes de descrever o sentimento”, detalhou. 🍍 O município de Tarauacá é conhecido com a 'terra do abacaxi gigante'. Para ilustrar o título, a professora decidiu levar um abacaxi com mais de nove quilos. “Eu levei o abacaxi porque estávamos vivendo o período da Expo[Tarauacá] e eu levei um abacaxi de 9,910 kg para a Unicamp. Ficou na mesa o tempo todo exposto. Foi a nossa culinária peculiar”, relatou. Conforme a professora, o Acre e o Pará foram os únicos estados da região Norte a conquistar medalhas nesta edição das Olimpíadas de História. Estudantes de Tarauacá conquistaram medalha de bronze na final da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil Arquivo pessoal “O Pará ganhou ouro, porém é uma instituição privada. E, nesse sentido, nós somos bronze no Acre, de toda a região norte, mas com muito orgulho, porque somos um bronze sabor ouro. Fomos a única instituição pública a conquistar medalha [...] isso também reforça a ideia de valorizar instituições públicas de ensino, de qualidade nos interiores, de toda a região Norte”, afirmou. Nadja detalha ainda que a intenção é continuar a participar das próximas edições da competição, além de buscar novos resultados, mas sem deixar de lado o principal objetivo da experiência. “Para o próximo ano, vamos dar o máximo para conquistar mais medalhas e, o que mais importa, participar dessa festa do conhecimento, porque não é uma competição, é uma celebração do conhecimento. É maravilhoso estar naquele lugar e ver os alunos celebrando uns pelos outros, e também o desenvolvimento ao longo da competição, o quanto eles aprenderam, cresceram”, disse. Equipe do Ifac, formada por três alunos de 16 anos, garantiu a vaga após ganhar a medalha de ouro na etapa estadual da competição Arquivo pessoal Experiência dos alunos De acordo com Pietro Pereira Gomes, representante da equipe acreana que venceu o bronze na competição, os estudantes enfrentaram uma longa viagem até Campinas. Segundo ele, o planejamento previa o deslocamento de Tarauacá para Rio Branco de carro, seguido de voos da capital acreana para Brasília, e de Brasília para Campinas. Porém, o último voo foi cancelado. “Deu um transtorno enorme. Tivemos que pegar um voo para um outro aeroporto e, de lá, ir para Campinas de carro. A previsão era chegar meio-dia, no final, chegamos às 23h, mas deu tudo certo”, contou. O estudante relata ainda que, no dia seguinte, após cerca de seis horas de sono, a equipe participou da prova final. A etapa foi composta por duas questões discursivas sobre mulheres na ciência. “Ficamos contentes com o resultado, embora estivéssemos literalmente caindo de sono na sala, ainda conseguimos fazer uma boa prova”, relatou o estudante. Foi a 1ª vez que Tarauacá chegou à final da Olimpíada Nacional em História do Brasil Arquivo pessoal Conforme Pietro, umas das questões exigia que os participantes relacionassem cinco documentos em uma dissertação sobre o papel das mulheres. Já a outra abordava os conceitos de 'Teto de Vidro' e ‘Labirinto de Cristal’ e pedia que os estudantes relacionassem uma mulher apresentada em fases anteriores a um dos conceitos. A cerimônia de premiação, segundo ele, ocorreu no dia seguinte à prova. Os nomes eram anunciados seguindo uma ordem: primeiro o estado, depois a cidade e, por último, o nome da equipe. “Quando falaram ‘Acre’, já estávamos comemorando, já que haviam apenas três equipes no Acre. E, mesmo que não fossemos nós, ainda é uma conquista nossa, uma conquista do Acre. Em seguida, em meio a comemorações adiantadas, falaram o nome da cidade, ‘Tarauacá’. Quando terminaram de falar, nem precisávamos mais esperar o nome da equipe”, relatou. Para Pietro, a experiência compensou o esforço da equipe durante as etapas anteriores. “Cada segundo de viagem valeu a pena, cada hora dedicada à resolução das fases anteriores valeu a pena. Nós conseguimos”, afirmou. Equipe formada por Leandro Gustavo Oliveira Silva, Pietro Pereira Gomes e Semilly Suzan Bezerra Pereira, todos de 16 anos e alunos do 2º ano do ensino médio no Ifac, chegou à etapa final em Campinas Arquivo Pessoal Etapa estadual Além da equipe que chegou à final nacional, o campus do Ifac de Tarauacá também teve destaque com a equipe Acrisas, formada pelas estudantes Anna Isabelle de Oliveira Alves, de 16 anos, e outras duas integrantes. O trio conquistou a medalha de prata na etapa estadual da competição. A estudante relata que a competição exigiu mais do que a memorização de conteúdos. As equipes precisavam analisar textos, imagens e documentos e discutir coletivamente as alternativas. “As questões vêm acompanhadas de textos, imagens e outros documentos, e a própria organização disponibiliza as referências utilizadas. Então nós podíamos pesquisar mais profundamente sobre cada assunto, analisar as fontes e discutir entre nós para chegar às respostas”, explicou. Na última fase, as alunas precisaram elaborar uma redação a partir de materiais disponibilizados durante a olimpíada. Para Anna, a experiência foi satisfatória. “Foi muito divertido e, ao mesmo tempo, um pouco desafiador, principalmente porque precisávamos conciliar a olimpíada com as outras atividades e trabalhos do Ifac, inclusive trabalhos técnicos”, destacou. A conquista da prata, segundo ela, foi uma surpresa e serviu como reconhecimento pelo esforço do trio. Mesmo sem viajar para a final nacional em Campinas (SP), a estudante afirma que a equipe acompanhou a trajetória dos colegas do Ifac e comemorou a medalha conquistada. “É uma forma de mostrar que existem alunos no Acre com muito potencial, que conseguem chegar longe em competições nacionais e que têm um futuro brilhante pela frente”, declarou. Reveja os telejornais do Acre ​
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