Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Estudantes da Unicamp em Limeira entram em greve geral por moradia e melhorias no campus

    3 days ago

    Campus da Unicamp, em Limeira Reprodução/Prefeitura do Campus da Unicamp de Limeira Estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Limeira (SP), entraram em greve geral nesta terça-feira (5) e suspenderam as aulas de graduação a partir de quarta (6). A paralisação foi aprovada e foi aderida por cerca de 3 mil alunos da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) e da Faculdade de Tecnologia (FT), informou Víctor Guglielmoni, representante do Diretório Acadêmico (DA). O principal pedido dos estudantes é a criação de uma moradia estudantil no campus de Limeira, mas eles também reivindicam: Bolsas e ações para garantir permanência Melhorias no transporte dentro e entre os campi Acesso a serviços de saúde especializada e mental Implantação do Serviço de Atenção à Violência Sexual (SAVES), já existente em Campinas Espaço físico para centros acadêmicos e diretórios Fim da terceirização de serviços Contra a autarquização do Hospital de Clínicas Segundo o representante do Diretório Acadêmico, a greve só termina após resposta direta da Unicamp sobre as oito pautas, com prioridade para a moradia estudantil. Em nota, a Unicamp informou que mantém diálogo com os estudantes e as direções das faculdades de Limeira. A universidade também afirmou que prioriza políticas de permanência, como moradia, transporte e auxílios, e que busca melhorias dentro do orçamento disponível. A reitoria disse ainda que valoriza o ambiente acadêmico e a formação dos alunos. Estopim da greve O motivo da greve foi a falta de resposta às reivindicações na reunião do Conselho de Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), realizada na segunda-feira, informou o representante do Diretório Acadêmico. 🔎 O Cruesp é formado pelos reitores da Universidade de São Paulo (USP), da Unicamp e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), além dos secretários de Desenvolvimento Econômico e da Educação. Atualmente, o conselho é presidido por Paulo Cesar Montagner, reitor da Unicamp. "A pauta estudantil não foi colocada na mesa de negociação na última sessão do Cruesp dessa última segunda-feira. Percebemos que a pauta estudantil estava sendo colocada de lado [...] percebemos, então, a necessidade de fazer uma movimentação um pouco maior", afirma o representante do DA. Como funciona a greve? A greve suspende as aulas de graduação, mas mantém o acesso a bibliotecas, laboratórios, grupos de estudo e atividades de pesquisa. Segundo Guglielmoni, piquetes são realizados para garantir a paralisação das aulas, mas outras atividades seguem normalmente. Guglielmoni explicou que o movimento grevista enviou comunicados às diretorias das faculdades informando sobre o protesto. Em alguns casos, como na FCA, a diretoria acatou a paralisação e orientou os professores a não darem aula, mas há casos de embates com professores. 🏠 Moradia estudantil O reitor Paulo Cesar Montagner anunciou estudos para construir alojamentos no campus, em agosto de 2025. Mas, segundo Guglielmoni, ainda não há grupo técnico para o projeto. O representante do Diretório Acadêmico ainda informou que os estudantes criticam a falta de verba para moradia, enquanto a universidade destina recursos para um monumento a Oscar Niemeyer no campus. "Eles dizem [...] que não temos verba, nós não temos recurso para fazer com que a moradia aconteça. Mas, para fazer a construção de um monumento, existe já uma mobilização acontecendo e uma concessão em andamento", afirma Guglielmoni. Moradia mais cara Outro problema apontado é o aumento do custo de vida no entorno do campus, causado pela especulação imobiliária. Hoje, 452 estudantes recebem Bolsa Auxílio Moradia, no valor de R$ 725 mensais, mas o benefício não cobre todos os gastos. "Existe uma especulação imobiliária muito grande aqui na região. Há também uma questão de gentrificação. Então, a estrutura em volta da cidade universitária, que é justamente o local onde existe mais moradias dedicadas a estudantes, ela começa a ficar cada vez mais cara. Então, a vida do estudante começa a ficar muito cara", informa Guglielmoni. Gentrificação: transformação urbana em que bairros populares ou degradados recebem investimentos que valorizam imóveis e elevam o custo de vida. Transporte Os alunos também reclamam do sucateamento do transporte interno. Segundo Guglielmoni, ônibus foram substituídos por micro-ônibus e, depois, por vans. Há atrasos frequentes e o aplicativo de rastreamento não funciona. O ônibus entre Limeira e Barão Geraldo também exige reserva antecipada, dificultando o uso em emergências. Saúde Na área da saúde, os estudantes pedem mais acesso a especialidades médicas e ampliação do Serviço de Assistência Psicológica e Psiquiátrica (SAP). Guglielmoni afirmou que o campus de Limeira não tem agenda fixa para atendimento, ao contrário da unidade em Campinas. Vídeos em alta no g1 Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Família de menino vítima de estupro coletivo em SP diz que levou 13 dias para conseguir atendimento psicológico
    Artigo Seguinte
    VÍDEOS: EPTV 2 Sul de Minas de quarta-feira, 6 de maio de 2026

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário