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    Estados Unidos dizem que atingiram 140 alvos militares do Irã no sábado; Teerã fecha Ormuz e ataca vizinhos

    13 hours ago

    Imagens do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) divulgadas em 11 de julho de 2026 mostram ataques a alvos do Irã Reprodução / Twitter O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) declarou na noite de sábado (11) que as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram a terceira rodada de bombardeios contra o Irã nesta semana. A informação veio em comunicado publicado na rede social X. Segundo o Centcom, a ofensiva de sábado (11) atingiu aproximadamente 140 alvos militares iranianos. Os ataques de Washington ocorreram poucas horas após o Irã declarar o fechamento do estreito e ataques a bases dos EUA serem realizados em uma série de países no Golfo Pérsico. A resposta dos EUA mirou estruturas destruídas como bases de mísseis e drones, instalações navais, depósitos de munição, redes de comunicação e postos de vigilância costeira. A imprensa iraniana relatou explosões no sul do país, nas cidades de Bandar Abbas, Sirik e Jask, na ilha de Qeshm e também na província do Khuzistão, na fronteira com o Iraque. Não houve relatos imediatos de vítimas. Com a nova onda de bombardeios, as forças dos EUA já somam mais de 300 alvos atingidos no Irã ao longo de três noites de operações nesta semana. Agora no g1 Escalada de tensão O Centcom afirmou que a retaliação de sábado foi uma resposta direta ao ataque contra um navio comercial no Estreito de Ormuz, que logo depois acabou tendo a navegação bloqueada. Teerã alegou ter disparado um "tiro de advertência" que atingiu um navio que navegava por uma rota não autorizada, e alertou que qualquer retaliação resultaria em uma "resposta severa". "Várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais", declarou a Guarda Revolucionária. "Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida", acrescentou. Teerã quer que navios sigam apenas uma rota de navegação ao longo de sua costa e rejeita qualquer retorno à situação anterior à guerra, quando a passagem pelo Estreito de Ormuz era irrestrita, posição contestada pelos Estados Unidos. Os EUA identificaram a embarcação atingida como o M/V GFS Galaxy, um navio de contêineres com bandeira do Chipre. De acordo com os militares americanos, a embarcação sofreu danos significativos na sala de máquinas e um tripulante civil está desaparecido. Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, o ataque ocorreu a 9 milhas náuticas (cerca de 17 km) a leste da Península de Musandam, pertencente ao Sultanato de Omã, e provocou um incêndio a bordo, obrigando a tripulação a abandonar o navio em um bote salva-vidas. "O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até segunda ordem e até a conclusão das operações dos EUA na região. Nenhuma embarcação terá permissão para passar", escreveu a Guarda Revolucionária, que depois anunciou ter atingido "uma segunda embarcação que violava as regulamentações no Estreito de Ormuz", sem fornecer mais detalhes. Ataques do Irã a países do Golfo Depois da ação no estreito e da resposta dos EUA, Teerã realizou disparos contra alvos em países vizinhos. Autoridades do Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos relataram ataques aéreos. Sirenes de alerta soaram no Bahrein, enquanto jornalistas da AFP no Catar ouviram explosões e testemunharam interceptações nos céus ao sul da capital, Doha. Autoridades catarianas confirmaram a interceptação de mísseis. Em comunicado citado pela imprensa estatal, a Guarda Revolucionária afirmou ter atacado uma base aérea dos EUA no Catar "em resposta aos ataques contínuos" dos Estados Unidos. A força militar ideológica da República Islâmica também reivindicou a autoria de um raro ataque ao vizinho Omã. Segundo a agência IRIB, o grupo declarou ter destruído bases de apoio logístico para porta-aviões americanos no porto de Duqm. A Jordânia, por sua vez, informou ter sido alvo de três mísseis iranianos.
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