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    Esquerdogata: capacidade de decisão ao xingar PMs foi prejudicada por álcool, aponta laudo

    7 hours ago

    Esquerdogata é ouvida pela Justiça sobre caso de injúria racial contra policiais militares Um laudo de sanidade mental concluiu que a influenciadora Aline Bardy Dutra, conhecida como Esquerdogata, estava com a capacidade de decisão prejudicada pelo álcool quando ofendeu policiais militares durante uma abordagem em Ribeirão Preto (SP), em outubro de 2025. A perícia, feita pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), apontou que Aline tem síndrome de dependência de álcool e transtorno de personalidade emocionalmente instável. Segundo o documento, as características de impulsividade e reação emocional, associadas ao álcool, prejudicaram a capacidade de autodeterminação dela no momento dos fatos. O laudo concluiu, no entanto, que Aline não era inteiramente incapaz de entender que a conduta era ilícita. A perita também destacou que ela conhecia os efeitos do álcool sobre si e que o consumo da bebida não aconteceu por caso fortuito ou força maior. ✅ Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A recomendação é que a influenciadora mantenha o tratamento ambulatorial, que já realiza. Em relação à dependência de álcool, a perícia apontou que ela deve permanecer em abstinência por 12 meses para deixar de ser considerada dependente pelos critérios usados no laudo. Aline foi ouvida pela Justiça nesta terça-feira (11) no processo em que é ré pelos crimes de desacato, resistência e injúria racial contra policiais militares. Com a audiência de instrução, foi encerrada a fase de produção de provas e o processo foi encaminhado ao Ministério Público. Em nota, a defesa afirmou que considera satisfatória a prova produzida em juízo e mantém o entendimento de que Aline deve ser absolvida (veja o posicionamento abaixo). A influenciadora Aline Bardy Dutra, de Ribeirão Preto (SP), conhecida como Esquerdogata Redes sociais O que o laudo apontou A perícia foi realizada em 4 de março deste ano por uma médica psiquiatra do Imesc. O exame havia sido autorizado pela Justiça a pedido da defesa para avaliar as condições mentais de Aline no momento da ocorrência. Na conclusão, o documento apontou transtorno mental e comportamental relacionado ao uso de álcool, principalmente síndrome de dependência, associado a transtorno de personalidade emocionalmente instável. Ao responder aos quesitos da Justiça, a perita concluiu que Aline não era totalmente incapaz de entender o caráter ilícito dos fatos. Por outro lado, considerou que ela não tinha plena capacidade de se determinar de acordo com esse entendimento naquele momento. Análise Segundo o advogado e professor de direito da USP de Ribeirão Preto Daniel Pacheco, a defesa pode usar essa conclusão para tentar uma redução de eventual pena. Ele explica, no entanto, que o resultado da perícia não obriga o juiz a adotar esse entendimento. "Provavelmente, nesse caso, a intenção da defesa foi tentar conseguir uma diminuição de pena, justamente por conta desse estado em que ela estava naquele momento. Porém, vamos lembrar que isso não necessariamente vai ser dado pelo juiz, que também não é obrigado a seguir o laudo." Segundo Pacheco, em caso de condenação, também podem ser aplicadas multa e indenização, além da pena prevista para os crimes. "No caso de uma condenação, ela pode ser presa sim. Só que nesse caso, por conta da natureza dos crimes que estão sendo imputados a ela, ela não deve pegar regime fechado. Ela deve pegar no regime semiaberto, que vamos lembrar, é uma prisão." LEIA TAMBÉM Influenciadora Esquerdogata é presa após xingar e ofender PMs em Ribeirão Preto: 'Fascistinha'; VÍDEO PT de Ribeirão Preto repudia falas de Esquerdogata e diz que caso vai ser avaliado internamente Esquerdogata: Justiça autoriza exame de sanidade mental em influencer que ofendeu PMs em Ribeirão Preto 'Esquerdogata': influencer presa por xingar PMs vendia rifas sem autorização nas redes sociais, diz MP Audiência encerrou fase de provas Na audiência desta terça-feira, Aline foi ouvida no processo que apura as acusações feitas pelo Ministério Público. Com o encerramento dessa etapa, as partes não podem mais produzir novas provas na ação. Agora, o Ministério Público deve analisar o material reunido no processo e apresentar uma manifestação. Depois, a ação segue para as próximas etapas até uma decisão da Justiça. Em nota, o advogado Douglas Marques, responsável pela defesa da influenciadora, afirmou que a audiência reforçou a tese de absolvição. "A Defesa de Aline informa que a fase de produção de provas foi encerrada com a audiência de instrução e vê como satisfatória, para a acusada, a prova produzida em Juízo, que reforça a convicção defensiva quanto à ausência de elementos capazes de configurar os crimes pelos quais foi acusada." A defesa também afirmou manter "sua firme convicção quanto à improcedência da ação penal e à consequente absolvição de Aline". A influenciadora Aline Bardy Dutra é conhecida como Esquerdogata nas redes sociais Ribeirão Preto, SP Redes Sociais Relembre o caso Aline foi presa em 25 de outubro de 2025 após se envolver em uma confusão com policiais militares durante uma fiscalização de trânsito na Rua Florêncio de Abreu, no Centro de Ribeirão Preto. Segundo o boletim de ocorrência, ela se aproximou dos agentes enquanto uma pessoa era abordada, passou a filmar a ação e afirmou que o procedimento ocorria devido à cor preta do abordado. Ainda segundo o registro, a influenciadora começou a ofender os policiais. Ela foi algemada e colocada na viatura, mas continuou com os xingamentos e chegou a bater no vidro do veículo. "Falou o fascistinha. Chegou o fascistinha. O fascistinha que pega marmita na rua, né? Milícia." Esquerdogata: moradores do Quintino querem retratação da influenciadora em Ribeirão Preto Aline foi levada à delegacia e, segundo o registro policial, relatou que estava embriagada. Vídeos feitos durante a ocorrência mostram outras ofensas contra os agentes e passaram a circular nas redes sociais. O Ministério Público denunciou a influenciadora pelos crimes de desacato, resistência e injúria racial. Aline se tornou ré no processo. Na época da prisão, a defesa afirmou que os excessos haviam ocorrido depois do consumo de álcool associado a medicamentos de uso controlado. Também informou que a influenciadora não se lembrava do episódio e que pretendia se desculpar com os policiais. 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