Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Esquema de pirâmide e movimentação de R$ 23 milhões: donos de empresa de eventos no PR são indiciados por estelionato e associação criminosa

    6 hours ago

    Inquérito confirma golpe de empresa de eventos a 500 pessoas A Polícia Civil (PC-PR) finalizou o inquérito que investigou a empresa Filia Eventos, suspeita de aplicar golpes em casais e formandos em Maringá, no norte do Paraná. Em ao menos 450 boletins de ocorrência registrados em agosto de 2024, as vítimas denunciaram que contratos fechados com a empresa foram cancelados ou eventos contratados não foram entregues. Após cerca de um ano e meio de investigação, Julio Cesar Bosi, Luana Cristina da Luz Barbosa e Simone da Luz Barbosa, sócios da empresa foram indiciados por estelionato e associação criminosa. A defesa deles foi procurada pelo g1, mas não retornou até a última atualização desta reportagem. ✅ Siga o g1 Maringá e região no WhatsApp De acordo com o delegado Fernando Garbelini, a apuração foi densa e reuniu o depoimento de cerca de 150 pessoas e quebra de sigilo de 104 contas bancárias de 21 instituições financeiras. Caso foi investigado pela Delegacia de Estelionato de Maringá. Reprodução/Street View/Google Maps A investigação apontou que a empresa atuou com um esquema de pirâmide por pelo menos um ano. O delegado explicou que os donos da empresa alegaram "insucesso empresarial", mas provas apontaram que a Filia estava em colapso financeiro desde agosto de 2023. "A situação era insustentável, não tinha como prosseguir e cumprir aqueles contratos. [...] A partir daquele momento eles saberiam que a empresa fatalmente fecharia e ao invés de finalizar e tentar sanar as contas, eles mantiveram as vendas, e pior, aumentaram essas vendas e fizeram promoções vendendo pacotes com valores insustentáveis, que não cobria nem os custos. Isso acabou resultando no colapso final da empresa", explicou Garbelini. Durante o período, foi apurado que os empresários movimentaram quase R$ 23 milhões. Segundo o delegado, o valor engloba o que foi aplicado no cumprimento de parte dos contratos e o restante foi recebido como vantagem financeiras pelos envolvidos. O inquérito foi entregue ao Ministério Público, que vai analisar o processo e decidir por denunciar ou não os empresários. Os sócios não são considerados foragidos, pois não foi decretada a prisão preventiva deles. LEIA TAMBÉM: Recuperação: Advogada que salvou família em incêndio está consciente e respira naturalmente Toledo: Homem é preso suspeito de instalar câmera escondida para gravar amigas no banheiro Guarapuava: Empresária morre ao capotar caminhonete após ultrapassagem, no Paraná Casal descobriu na noite anterior ao casamento que empresa não entregaria a festa Casais foram até a Delegacia de Estelionatos em Maringá registrar boletim de ocorrência contra a empresa RPC Maringá O casal Danila Lima e Guilherme Teodoro descobriu na noite anterior que a empresa não entregaria a festa de casamento e precisou da união de amigos e familiares para realizar uma festa alternativa. Isso porque a Filia, contratada para realizar o evento, não efetuou o pagamento dos fornecedores. Um grupo de estudantes universitários que contratou a empresa para realizar a festa de formatura afirma ter sofrido prejuízo de cerca de R$ 200 mil. Uma das estudantes contou ao g1 que após os formandos realizarem o pagamento do contrato, a empresa parou de responder os questionamentos que eram feitos no grupo criado em um aplicativo de mensagens. Nas redes sociais, a empresa informou que se mudou da cidade após sofrer ameaças. Imagens de câmeras de segurança do prédio onde funcionava o escritório da Filia mostram funcionários deixando o local levando móveis e documentos. Assista abaixo: Funcionários de empresa suspeita de aplicar golpes em noivos deixam local em Maringá Fornecedores da Filia que estavam com os pagamentos atrasados emprestaram máquinas de cartão para a empresa, na tentativa de receber os valores. Conforme Garbelini, não há indícios de que os fornecedores tinham a intenção de aplicar golpes. "Apesar de os responsáveis pela agência terem usado essas máquinas, eles tinham dívidas bastante grandes com essas pessoas. Acho que, em um ato de desespero, os fornecedores devem ter emprestado essas máquinas para receber mesmo que parcialmente esses valores", explica o delegado. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Motociclista morre um dia após o aniversário em acidente com caminhão na BR-470
    Artigo Seguinte
    Instituto oferece 1,5 mil bolsas para escolas, cursos técnicos e superior no AM; saiba como participar

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário