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    Especialistas avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA

    22 hours ago

    Especialistas avaliam que existe espaço para negociação nas novas tarifas dos EUA Especialistas em Relações Internacionais avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe espaço para negociar agora, mesmo com a nova ameaça americana. No centro do alvo americano, produtos industriais brasileiros. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio estima que dois em cada dez itens exportados para os Estados Unidos possam ser taxados. Cimento, máquinas, madeira, pneus, óleos animais, peças de motores e equipamentos de engenharia e construção - só este último setor exportou US$ 1,3 bilhão aos Estados Unidos em 2026. Já produtos que interessam aos americanos foram poupados: café, carnes, aeronaves e, desta vez, terras raras - metais usados no setor de tecnologia. O professor de Relações Internacionais da FAAP Vinícius Rodrigues destaca o peso estratégico desses materiais para os Estados Unidos: “Hoje, fica evidente que os Estados Unidos têm de ter acesso a esses materiais no cenário de competição tecnológica com a China. Para eles interessa ter acesso ao mercado brasileiro. Importante ressaltar: o Brasil pode usar esse acesso como um instrumento de barganha para reduzir mais tarifas neste contexto”. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Especialistas avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA Jornal Nacional/ Reprodução É uma nova escalada na disputa comercial entre Donald Trump e o Brasil. Em abril de 2025, Trump taxou aço brasileiro. O produto já era alvo de tarifas americanas. No mesmo mês, anunciou uma tarifa geral de 10% sobre mercadorias do Brasil. Era o início do tarifaço. Em julho, mais uma sobretaxa: 40% em cima dos 10% anteriores. Atingiu setores como o de máquinas, o têxtil e o de calçados. Mas a medida tinha cerca de 700 exceções. Entre elas, produtos do setor aeronáutico. Diante das medidas, que começaram a valer um mês depois, empresas brasileiras correram para antecipar negócios. As nossas exportações subiram de US$ 3,4 bilhões em junho para US$ 3,8 bilhões em julho. Depois, caíram ao pior nível de 2025: US$ 2,3 bilhões em outubro. Em novembro, os americanos recuaram em parte nas taxas sobre café, banana e carne bovina, e as exportações voltaram a crescer. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte americana derrubou o tarifaço. Nesta semana, vieram os anúncios das novas tarifas. Especialistas em Relações Internacionais avaliam que, de todos esses meses de tensão comercial, ficaram algumas lições: o Brasil se beneficia de expandir acordos comerciais com outros países, abrir canais de negociação entre empresários e tem a favor a pressão dos consumidores americanos, que também perdem com as taxas. O professor de Relações Internacionais Oliver Stuenkel também lembra que as eleições de novembro de 2026, quando os americanos vão eleger um novo Congresso, podem mudar o cenário e levar o presidente americano a recuar: “Eu acho que essa possibilidade existe. É preciso não apenas envolver o governo Trump, mas também os compradores americanos de produtos brasileiros. Muitas vezes, um deputado republicano, por exemplo, liga para a Casa Branca e diz: ‘Essas tarifas sobre produtos brasileiros podem ameaçar um determinado número de empregos no meu distrito. Isso pode ameaçar a minha reeleição no Congresso’. Então, esse tipo de jogo é fundamental. E agora é preciso aguardar quais realmente são as possibilidades aí para chegar em uma negociação, em um resultado mais benéfico para o Brasil”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros podem chegar a 37,5% com sobretaxa adicional, diz governo Lula afirma que tratamento dado pelos EUA é inaceitável e diz que pessoas tentam trair o Brasil com 'interesses rasteiros' e eleitorais Brasil diz discordar de conclusões dos EUA sobre trabalho forçado e fala em reagir com Lei da Reciprocidade Ameaça de novas tarifas: Estados Unidos acusam governo brasileiro de práticas injustas ou discriminatórias US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil
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