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    Escalada atômica pode criar conflito curto e devastador, diz físico nuclear: 'Levaria à destruição do mundo'

    3 months ago

    Perigo cada vez mais real: como estão caindo as proteções contra armas nucleares Uma eventual guerra nuclear com os arsenais existentes hoje poderia ser extremamente curta do ponto de vista militar — e devastadora em escala planetária. Especialistas afirmam que, em um cenário de confronto direto entre potências atômicas, o tempo de duração dos ataques seria medido em horas, mas os efeitos se estenderiam por muitos anos. Apesar de a expressão “guerra” sugerir combates prolongados, especialistas explicam que um confronto nuclear total teria dinâmica diferente das guerras convencionais. O mundo tem, hoje, nove países com armas de destruição em massa, nove potências nucleares: Estados Unidos, Israel, Rússia, Reino Unido, França, Paquistão, India, China e Coreia do Norte. "É muito difícil de responder (quanto tempo duraria um conflito nuclear), mas uma guerra total nuclear envolvendo esses países, especialmente Estados Unidos, Rússia e China, poderia levar à destruição do mundo", diz Marco Antônio Saraiva Marzo, físico nuclear e engenheiro nuclear. Estudos estratégicos trabalham com a hipótese de retaliação imediata: um ataque seria respondido quase automaticamente pelo país atingido, desencadeando uma sequência de contra-ataques. "Esse é um exercício mental que diz assim, que diante de um ataque nuclear haveria uma retaliação imediata do atacado com armas nucleares, levando a um contra-ataque e a uma escalada. Haveria ou aniquilação mútua ou você emitiria tanta radiação no planeta que acabaria a vida na Terra", complementa Matias Spektor, professor de relações internacionais Fundação Getúlio Vargas (SP). Nove países no mundo possuem armas de destruição em massa, nove potências nucleares. Reprodução/TV Globo/Fantástico Impacto atingiria todos os continentes Especialistas alertam que os efeitos não ficariam restritos às regiões diretamente envolvidas no conflito. "Parece que o risco nuclear é uma coisa lá dos do países do norte, mas se houver uma guerra nuclear total, todos os continentes, o hemisfério norte, o hemisfério sul, todos são atingidos. Esse é um problema também nosso", comenta Marco Antônio. "O lance com a guerra nuclear é que a gente nunca viveu uma e é melhor assegurar que a gente nunca viverá uma", finaliza Spektor. Arsenais em expansão Além da possibilidade de novos integrantes no clube nuclear, as potências que já possuem essas armas seguem ampliando ou modernizando seus estoques. "Todos os países nucleares, sem exceção, estão e modernizando seus arsenais. A China tá expandindo o seu arsenal nuclear tremendamente", aponta Marco Antônio. "A semana passada expirou o último tratado de redução de armas nucleares estratégicas entre Rússia, Estados Unidos. Isso significa que hoje não existe nenhum tratado em vigor de redução de armas nucleares no mundo", continua o físico. “O desarmamento nuclear está praticamente paralisado há décadas”, finaliza Marco Antônio. Perigo cada vez mais real: como estão caindo as proteções contra armas nucleares. Reprodução/TV Globo/Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.
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