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    Entrevista ao g1 e à GloboNews: Caiado promete anistiar condenados por 8 de janeiro: 'Briga inútil que só traz desgastes'

    13 hours ago

    Caiado em entrevista à GloboNews e ao g1. Reprodução O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (7) em entrevista ao g1 e à GloboNews que, se eleito presidente, vai anistiar as pessoas condenadas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. ASSISTA AO VIVO Para Caiado, a anistia é "uma medida que tem o sentido de pacificar o país". "Isto é uma briga inútil, é uma briga que só traz desgaste. Eu tenho consciência absoluta que eu promover a anistia, este assunto sai da pauta e nós vamos viver um outro momento. Um movimento de produção, de desenvolvimento, de pautas que sejam relevantes para as pessoas", afirmou. O candidato comparou a discussão sobre a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro à soltura do presidente Lula e à recuperação dos direitos políticos do petista. Ronaldo Caiado (PSD) responde sobre anistia “Essa discussão sobre tentativa de golpe é a mesma que eu buscaria sobre soltar o Lula para ser candidato. São duas coisas. Teve uma tentativa de golpe no dia 8 de janeiro? Cada um tem o direito de pensar. E o Lula podia ser liberado e ser candidato com tantas denúncias claras?”, afirmou. Em outro momento, Caiado disse que os dois assuntos precisam ser superados para “pacificar” o país: “Você tem uma pauta, que é a do 8 de janeiro, e tem outra pauta que a sociedade também não aceita: que ele [Lula] foi colocado em liberdade. Esse processo no Brasil precisa ser pacificado. Senão, vai ficar todo dia um contra o outro.” Reformas administrativa e tributária O candidato do PSD disse ainda que pretende encaminhar ao Congresso, já no primeiro dia de governo, propostas de reformas administrativa e política e de revisão de pontos da reforma tributária. “Não vamos mandar tudo de forma fatiada. Eu vou encaminhar tudo. É um momento de urgência. É um momento em que precisamos encarar a vida como ela é, porque o cidadão não está suportando mais”, disse. Sobre a ideia de revisar a reforma tributária, disse: “Eu vou revisar todos esses pontos que hoje estão penalizando a iniciativa privada." O candidato afirmou que quer "rever pontos que são fundamentais para que diminua a burocracia”. Ajuste fiscal Questionado sobre quais medidas adotaria para promover um ajuste fiscal caso seja eleito presidente, Ronaldo Caiado afirmou que pretende fazer cortes administrativos e conter gastos com a máquina pública. "Em 2027, imediatamente, eu poderei tomar medidas, primeiro, que eu possa mostrar para a população: 'Agora entrou um homem aí que tem coragem'. Cortar na carne, ou seja, administrativamente", afirmou. Questionado sobre o que cortaria, Caiado evitou detalhar as medidas. "Você quer que eu traga o detalhe aqui do meu ministro?", questionou o candidato. Perguntado se pretende cortar incentivos fiscais, Caiado afirmou que não poderia dizer onde os cortes seriam feitos. "Eu não posso, neste momento aqui, dizer a você item a item, porque eu não tenho nem ideia de quanto [preciso cortar] para chegar a 6%, chegar a 9% do PIB, só de incentivos." Reforma da Previdência Durante a entrevista, o ex-governador de Goiás colocou entre as suas propostas para ajustes fiscais rever a reforma da Previdência. Ele, no entanto, não detalhou como isso seria feito. "O que nós precisamos na reforma da Previdência, hoje, é discutir a sustentabilidade da Previdência no Brasil", afirmou o candidato, ao citar o envelhecimento da população. O Censo 2022 de divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o país teve um salto no envelhecimento: são 55 idosos para cada 100 jovens de até 14 anos, número que era de 30,7 idosos para cada 100 jovens. "Quando você pensou a Previdência, você pensou em uma média em termos de 60 anos. Você imaginou de cinco pessoas arrecadando a cada uma [aposentada]. O cenário é outro e você não pode ter uma radiografia de 40 anos atrás para dar o diagnóstico do doente, tem que ter a radiografia de hoje", afirma. Emendas parlamentares Questionado sobre como lidaria com as emendas parlamentares caso seja eleito presidente, Ronaldo Caiado afirmou que governaria "tranquilamente" com elas, mas criticou o atual modelo. Caiado disse que é preciso que o presidente tenha "autoridade moral" para negociar com o Congresso e defendeu que as emendas sejam destinadas a projetos previstos no plano de governo. "É preciso que o cidadão entenda que vai ter de novo um presidente da República que tem autoridade moral e capacidade de negociar esses assuntos", disse. Ao ser questionado se cortaria os cerca de R$ 60 bilhões destinados às emendas, Caiado afirmou que pretende direcionar "100%" dos recursos para obras previstas no plano de governo dele. Questionado sobre o que faria caso os parlamentares não aceitassem esse direcionamento, Caiado disse que não se pode "menosprezar" o peso da Presidência da República. Questionado sobre o uso de câmeras corporais por policiais militares, Ronaldo Caiado se posicionou contra a ideia. Ele diz que o equipamento inibe a atividade policial. Câmeras corporais para policiais Questionado sobre o uso de câmeras corporais por policiais militares, Ronaldo Caiado se posicionou contra a medida. O cadidatos disse que o equipamento inibe a atividade policial. "Em vez de ela dar liberdade para o polícia ir para o confronto com o bandido, ele prefere se resguardar", afirma o ex-governador de Goiás, ao citar que o profissional de segurança prefere não agir para evitar eventuais punições. "Alguém que está numa sala refrigerada, em um ambiente pacífico, vai chegar e dizer: 'Teve uma agressão, ele não poderia agir desse jeito. A câmera mostrou que ele teve uma iniciativa, deveria ter falado 'mãos ao alto'. A pessoa tem que entender que estamos em uma guerra, hoje". Caiado citou a realidade da segurança pública, com roubos de alianças, celulares e carros, para defender a tese de "guerra". “Infelizmente, eu não cheguei à Suíça. Quero chegar lá. Mas hoje estou em um país em estado de guerra. É isso que nós temos que entender. Então, isso aí na Suíça é lindo. Na Suécia é lindo, na Noruega é lindo, na Dinamarca também”, disse. “Agora, nós temos que entender que você não sobe a Favela da Maré, que você não sobe aqui o Morro do Borel e que os cidadãos que estão lá estão 100% sequestrados por aquela autoridade que é do narcotráfico." Entrevista com presidenciáveis A entrevista de Ronaldo Caiado é conduzida pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery nos novos estúdios da GloboNews, no Rio de Janeiro e terá duração aproximada de uma hora e meia. O g1 e a GloboNews transmitem ao vivo e simultaneamente. Clique aqui para acessar a página de transmissão do g1. A sabatina também é transmitida no YouTube e no TikTok do g1. Após a exibição, o conteúdo completo ficará disponível em vídeo no g1 e em áudio no podcast O Assunto. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A entrevista de Ronaldo Caiado faz parte de uma série realizada com os candidatos. Foram convidados os cinco primeiros colocados na pesquisa Datafolha mais recente, divulgada no dia 24 de julho. O primeiro entrevistado foi Renan Santos, do Missão, nesta quarta-feira (5). Romeu Zema, do Novo, participou nesta quinta-feira (6). O presidente Lula, que havia sido sorteado para a terça-feira (4), decidiu não participar. Um sorteio realizado no dia 27 de julho, com a participação de representantes das campanhas, definiu a seguinte ordem: terça-feira (4): Lula (PT) – a assessoria do presidente informou que ele não compareceria. quarta-feira (5): Renan Santos (Missão) – participou na quarta (5), veja como foi. quinta-feira (6): Romeu Zema (Novo) – participou na quinta(6), veja como foi. sexta-feira (7): Ronaldo Caiado (PSD) – confirmou presença. segunda-feira (10): Flávio Bolsonaro (PL) – ainda não confirmou presença. O 1º turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro. Agora no g1 Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos Ricardo Stuckert, Raul Spinassé, Cristiano Borges, Karoline Barreto e Reprodução
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