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    Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF

    22 hours ago

    Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF A decisão judicial que derrubou o sigilo da investigação da Polícia Federal (PF) sobre aplicações do RioPrevidência no Banco Master aponta que a relação pessoal entre o banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) foi determinante para viabilizar investimentos bilionários considerados irregulares pelo Ministério Público. "A relação de Daniel Bueno Vorcaro e Cláudio Bomfim de Castro e Silva trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000,00 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras". Nesta terça-feira (26), Castro foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e teve dois celulares apreendidos. Segundo o documento, obtido pela TV Globo, as investigações indicam que recursos do fundo de previdência dos servidores estaduais foram aplicados em Letras Financeiras e fundos ligados ao Banco Master “em desconformidade com a política de investimentos do RPPS e com as exigências regulatórias”. De acordo com a decisão, o esquema teria envolvido “alterações deliberadas nos procedimentos internos”, credenciamentos considerados apenas formais, ausência de análises técnicas, concentração excessiva de risco e o uso de intermediários para aumentar comissões e ocultar pagamentos de vantagens indevidas. Os investigadores afirmam que a atuação de Castro “não se limitou a contatos institucionais”, mas incluiu um “vínculo pessoal estreito” com o controlador do Banco Master, Daniel Bleno Vorcaro. A representação menciona encontros frequentes entre os dois, inclusive em ambientes privados e viagens ao exterior custeadas pelo banqueiro, que teriam coincidido temporalmente com aportes bilionários do RioPrevidência no banco. Cláudio Castro e Daniel Vorcaro Reprodução Ainda segundo a decisão, a relação teria garantido o “alinhamento político necessário” para liberar os investimentos e influenciado a nomeação de dirigentes estratégicos no RioPrevidência, incluindo cargos de presidência, diretoria e gerência de investimentos. Para os investigadores, essas indicações sugerem que decisões sobre aplicações de recursos previdenciários teriam sido tomadas em desacordo com normas técnicas e regulatórias, mas alinhadas aos interesses do Banco Master. O documento também afirma que os aportes continuaram mesmo após alertas formais de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis, mantendo o fluxo de recursos públicos para operações classificadas como “temerárias” e sem justificativa técnica. A investigação apura possíveis crimes relacionados à gestão de recursos do regime próprio de previdência do estado. A defesa de Cláudio Castro afirma que o ex-governador está à disposição da Justiça e sustenta que todos os atos de sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação. Já o Banco Master nega irregularidades.
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