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    Empresa é autorizada a retomar coleta de lixo em Várzea Grande (MT), mas impasse adia volta

    14 hours ago

    Prefeitura diz que regularização da coleta de lixo em Várzea Grande segue sem prazo A empresa responsável pela coleta de lixo em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, a Locar Saneamento Ambiental, foi autorizada pela Justiça a retomar os serviços de coleta de resíduos sólidos no município, nesta segunda-feira (12). Segundo a empresa, as equipes estão preparadas para iniciar os trabalhos, mas ainda aguarda a formalização da Prefeitura de Várzea Grande para voltar. Por outro lado, a Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana informou que, por se tratar de uma decisão da Justiça, a volta da coleta pela Locar não depende de formalização da prefeitura. “Por se tratar de decisão judicial, não cabe ao município deliberar sobre sua execução. Assim, por determinação do Poder Judiciário, a empresa deve restabelecer integralmente o serviço, independentemente de ato administrativo adicional”, diz trecho do comunicado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Enquanto a situação não se define, o Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana de Mato Grosso (Sindilimp-MT) orientou os funcionários a não saírem para o serviço, alegando insegurança quanto à estabilidade contratual. “Estamos prontos para retomar com os 18 caminhões e as equipes na garagem. Só que para o movimento sindical, os funcionários dizem que só saem com um pronunciamento oficial da prefeitura de qual empresa é responsável pela coleta de lixo, uma vez que não recebemos ainda a ordem de serviço para o início formal das atividades”, disse a CEO da Locar, Carolina Buarque. A Locar afirmou que mantém os salários dos trabalhadores em dia e que todos os 144 colaboradores e 33 veículos, entre caminhões diurnos, noturnos e extras, estão disponíveis para iniciar o trabalho assim que houver a formalização necessária. A retomada ocorre poucos dias depois de outra mudança na coleta de lixo em Várzea Grande. No sábado (10), o consórcio Pantanal Ambiental assumiu temporariamente a coleta de resíduos domiciliares, comerciais e de feiras, além do transporte e destinação final do lixo, após impasse judicial entre a prefeitura e a empresa anterior responsável pelo serviço. A Locar estima que os serviços de coleta sejam totalmente restabelecidos em [xx dias], retirando cerca de 230 toneladas de lixo por dia e evitando o acúmulo de resíduos na cidade. Troca na gestão No último sábado, uma nova empresa assumiu a coleta de lixo em Várzea Grande, após impasse na Justiça entre a prefeitura e a empresa anterior responsável pelo serviço. Com isso, o consórcio Pantanal Ambiental passou a ser responsável pela coleta de resíduos domiciliares, comerciais e de feiras, além do transporte e da destinação final do lixo. Essa autorização ocorreu após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) suspender a liminar que permitia à empresa Locar Saneamento Ambiental continuar prestando o serviço. Diante disso, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana publicou uma ordem de serviço, o que deu início imediato à execução do contrato emergencial de limpeza urbana. VEJA TAMBÉM Várzea Grande segue sem coleta de lixo regular e prefeitura não aponta previsão Empresa de coleta de lixo cobra dívida de R$ 10 milhões da prefeitura de VG Justiça de MT suspende contratação emergencial de nova empresa de coleta de lixo em Várzea Grande Coleta de lixo é suspensa em Várzea Grande (MT) após falta de pagamento Empresa suspende coleta de lixo em Várzea Grande (MT) após falta de pagamento há seis meses Assessoria Impasse No final de 2025, a empresa havia anunciado a interrupção da coleta no município e que voltaria a realizar esse serviço após o pagamento das parcelas. O total da dívida passa de R$ 10 milhões. Uma delas já foi paga pela prefeitura, o que permitiu a volta gradativa da coleta. De acordo com a Locar Saneamento Ambiental, a empresa continua executando normalmente os serviços de coleta de resíduos sólidos urbanos, com equipes operando diariamente nas ruas do município. A Justiça considerou essencial a manutenção do contrato para garantir a continuidade do serviço público, com impacto direto na saúde da população e no meio ambiente urbano. Com isso, uma liminar deu essa garantia para a empresa continuar prestando o serviço, o que barrou a tentativa da prefeitura de contratar outra empresa de forma emergencial. Porém, uma nova decisão judicial permitiu a contratação dessa nova empresa para sanar o problema da coleta. Enquanto o impasse seguia, a população reclamava do acumulo de lixo e do mau cheiro que dominava os bairros.
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