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    Empreendedorismo no Alto Tietê: veja o perfil de quem busca independência financeira

    7 hours ago

    Jaquiely e Barbosa começaram a empreender muito jovens Arquivo pessoal Flexibilidade, autonomia, liberdade, uma rotina flexível e busca por independência financeira estão entre as principais motivações de quem decide empreender no Alto Tietê. Apesar dos desafios, o número de empreendedores cresce e apresenta perfis cada vez mais diversos na região. O movimento reúne desde adolescentes que buscam uma renda extra ainda na escola até pessoas que veem no próprio negócio a única alternativa para pagar as contas. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Dados do Sincomércio mostram que, só em Mogi das Cruzes, foram registrados 44 novos microempreendedores individuais (MEIs) em agosto de 2025. No mesmo período, a cidade teve a abertura de 1.285 microempresas. Segundo Cláudio Leopoldo, professor do Centro Universitário Braz Cubas e mestre em Desenvolvimento de Negócios e Inovação, o fator financeiro é um dos grandes atrativos. “A gente tem também a oferta de ganhos financeiros maiores. Ter ali uma possibilidade de ganhos diversificados, que traz uma segurança financeira também acelerando seus ganhos e objetivos de vida, é um fator que impulsiona isso”, descreveu. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leopoldo destaca ainda a dimensão social do empreendedorismo. “O empreendedorismo tem sido um caminho de inclusão social que permite que mulheres, jovens, negros, pessoas de baixa renda, possam aumentar sua autoestima e renda.” Outra questão apontada por Leopoldo é que o empreendedorismo permite que os idosos continuem na ativa. “O envelhecimento, às vezes, como única opção vê o empreendedorismo. Não só por oportunidade, mas como necessidade. Acabam optando por abrir seu próprio negócio, uma vez que há uma certa discriminação ao envelhecimento e contratação de uma mão-de-obra mais sênior”. O professor de matemática, Djailson da Silva, levou o empreendedorismo para a sala de aula. Ele ensina alunos de uma escola particular de Mogi das Cruzes e disse que muitos demonstram interesse, mas precisam de estímulo. “O que eu sempre digo é que todo mundo nasce empreendedor, alguns desenvolvem a veia empreendedora e outros não. Dentro da escola, a gente já consegue ver os alunos que têm a veia empreendedora, que têm espírito de equipe. Hoje fazemos dinâmicas para florescer essa parte e eles se encontrarem como empreendedores”. Empreendedorismo de berço A microempreendedora de Suzano, Jaquiely Silva, de 20 anos, cresceu vendo o pai tocar uma lanchonete e a mãe administrar um mercado, depois de anos trabalhando como empregados. “Cresci em uma família empreendedora, então sempre estive no mundo do empreendedorismo. Sempre ajudei meus pais no negócio deles. Sempre vi o lado positivo do empreendedorismo e também os negativos”. No fim de 2024, Jaquiely criou uma marca de produtos à base de bolo de cenoura. Atualmente, ela comercializa os produtos pela redes sociais. No cardápio tem bolo afogado, receita criada junto com o pai, que é o bolo de cenoura mergulhado no chocolate, a 'cenobarra', o 'cenoboom', o copo da felicidade e o 'cenocookie'. Os preços dos produtos variam de R$ 6,90 a 21,90. Técnica em contabilidade e estudante de publicidade e propaganda, ela busca aprimorar estratégias de venda e aplicar o conhecimento tanto no próprio negócio quanto nos empreendimentos da família. “Com 13 anos, comecei a vender bolo de pote de vários sabores, incluindo o de cenoura. Depois, migrei para outros ramos, como loja de roupas e maquiagem. Meu pai sempre foi fã do meu bolo de cenoura e dizia que eu deveria vender, e essa ideia nunca saiu da minha cabeça." Para atender a demanda do negócio, Jaquiely trabalha 12 horas de quarta-feira a domingo. Entre as tarefas da empreendedora também está a produção de vídeos dos produtos para a internet. No entanto, a jovem é realista em relação aos desafios que o empreendedorismo traz. Assim como as vantagens. “Pontos negativos de ser empreendedora é a alta responsabilidade. Todas as escolhas e resultados dependem da gente, principalmente no começo. Carga de trabalho intensa, geralmente, trabalhamos o dia inteiro. Já o lado positivo de empreender é a possibilidade de crescimento pessoal e profissional, a autonomia e a liberdade de criação”. Produtos feitos à base de bolo de cenoura Responsabilidade do empreendedor Há quem tenha passado a maior parte da vida trabalhando por conta própria e não se vê de outra forma. Empreendendo há 18 anos como motorista particular, Roberto Oliveira, de 57 anos, morador de Mogi das Cruzes, afirma que ama o que faz. Mesmo trabalhando todos os dias e até em datas, como Natal e Ano Novo. Oliveira começou como taxista e por quase dois anos trabalhou ganhando apenas 30% das corridas. Ele persistiu até ganhar a confiança dos clientes. E chegou o momento em que o táxi já não dava mais conta da clientela e ele decidiu empreender. “Empreender é você se dedicar, empreender é você entender que você está servindo alguém diretamente, que sua cara está a tapa, porque realmente você está na linha de frente. Empreender é isso, você respeitar muito as pessoas, entender as necessidades delas". Para Oliveira, o empreendedor precisa ter disciplina e disposição. "Então, quem quer empreender, trabalhar por conta, não pode ter como energia a preguiça e tem que gostar [de trabalhar].” Ele afirmou ainda que a maior vantagem de ser motorista é estar cada dia em um lugar com uma pessoa diferente e ter um serviço em que o tédio passa longe. Empreender sem sair de casa Para Angela dos Santos Diniz, de 48 anos, moradora de Mogi das Cruzes, o empreendedorismo surgiu como forma de complementar a renda da família. Desde 2023, ela trabalha com confeitaria e panificação artesanal, produzindo e vendendo tudo de casa. Independência financeira, liberdade de horários e reconhecimento são alguns dos motivos que a motivam a seguir no negócio, apesar da rotina intensa que envolve compras, produção, atendimento e gestão financeira. “Tem períodos que o lucro é pouco, tenho que ficar atenta para não ter prejuízo. Aprendi a cumprir prazos, organizar a produção e cuidar do negócio com comprometimento. Não desistir diante das dificuldades, ter calma e persistir até alcançar resultados”, detalhou. Da paçoca para o turismo Quem transformou o empreendedorismo em oportunidade foi Luiz Henrique Martins Barbosa, de 21 anos. Aos 18, enquanto cursava técnico em informática e começava a lidar com as despesas da vida adulta, teve a ideia de vender paçoca no semáforo da rotatória do bairro Nova Mogilar, em Mogi das Cruzes. “Sempre fui bom de conta, eu sabia que menos que R$ 3 mil não me levaria a nada. Vendi por um ano e meio. Eu vendia uma média de 8 mil a 12 mil paçocas por mês. Eu sempre estudei diversos nichos”, contou. Barbosa disse que na época nunca pensou em trabalhar como CLT. E desde que começou a empreender, se regularizou e abriu a empresa formalmente. Hoje, ele tem uma agência de viagens e destacou que muito do que sabe aprendeu justamente no período em que vendia paçoca. “Tanto o curso quanto vender paçoca me ensinaram sobre fluxo de caixa, que precisamos pagar imposto, aplicar o lucro e negociar com fornecedores. Com certeza, eu fui um vendedor de muito sucesso”. Hoje, Barbosa tem uma agência de viagens Arquivo pessoal / Luiz Henrique Martins Barbosa Da escola para a vida Professor de matemática e de educação financeira há 18 anos em uma escola particular de Mogi das Cruzes, o também assessor de investimentos, Djailson da Silva leciona a disciplina de empreendedorismo para alunos entre 15 e 17 anos. Ele destacou que os jovens já estão empreendendo, principalmente nas redes sociais, mas precisam de direcionamento para transformar a iniciativa em negócio. “Fiz alguns projetos em escola pra fomentar o empreendedorismo do jovem que já está lá empreendendo. Tem muito jovem vendendo roupas de reúso e fatura bilhões, porque justamente essa galera é consumidora ferrenha e entendeu que também podem vender. A economia circular é a ideia deles mesmos venderem”, explicou. Silva disse que os jovens de hoje têm outro perfil. “Em relação a isso, vem a parte do empreender. O primeiro emprego é sempre complicado, é desafiador. Mas os jovens hoje já empreendem muito cedo, pouquíssimas escolas têm aula de empreendedorismo”. Durante as aulas, os alunos aprendem sobre o que é dinheiro, mercado, gestão de pessoas, equilíbrio entre vida profissional e pessoal, tomada de decisão, fluxo de caixa, investimento e concorrências. Temas que geralmente estão atrelados às dificuldades que esse público encontra na hora de empreender. “Os jovens são imediatistas e querem certeza, só que quando optam por empreender a única certeza é que não vão ter certeza de nada”, pontuou. Para o professor, essas dinâmicas em sala de aula são o pontapé inicial para os alunos se arriscarem no empreendedorismo. “A saída empreendedora muitas vezes é uma abertura gigantesca para os jovens. Muitas vezes os pais ficam falando que ele tem que fazer faculdade, e às vezes ele não quer. A gente rotula que tem que ser médico, engenheiro, e às vezes não, o empreendedorismo vem como válvula para iniciar”. Ele reforçou que a dinâmica do empreendedorismo entre alunos de escolas particulares e públicas é igual. Muitas das vezes, o que muda são os produtos e serviços oferecidos por eles. “Deveria ser ensinado na escola pública, o fluxo de quanto eu vendo, quanto eu compro”. Para o especialista em negócios, a tendência do empreendedorismo deve continuar no futuro. “O aumento do empreendedorismo frente ao emprego está ligado a fatores de autonomia, realização pessoal, flexibilidade, contexto social e econômico que vão favorecer diretamente a opção de cada escolha para o futuro”, detalhou Leopoldo. Silva ministra aulas de empreendedorismo para alunos de 15 a 17 anos Arquivo pessoal / Djailson da Silva Leia mais Alto Tietê conta com 151 vagas para estágio e jovem aprendiz nesta quinta-feira; confira lista Polícia apreende um dos suspeitos de matar jovem espancado após boato de furto de panela em Mogi das Cruzes Veja tudo sobre o Alto Tietê
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