Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Em regime reciclado sob a tutela dos EUA, Delcy Rodríguez envia sinais contraditórios na Venezuela

    2 days ago

    Vice-presidente e ministra do Petróleo da Venezuela, Delcy Rodríguez, fala à imprensa em Caracas, na Venezuela, em 10 de março de 2025. Reuters Nos seis dias que se seguiram à operação dos EUA que retirou Nicolás Maduro do poder na Venezuela, o governo liderado por Delcy Rodríguez, sob a tutela norte-americana, tem enviado sinais contraditórios para assegurar o controle do país. O anúncio da libertação de presos políticos se mistura à manutenção do habitual aparelho repressor nas ruas e às medidas decretadas pelo governo para coibir, por exemplo, quem comemora a intervenção militar americana. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Irmão mais velho de Delcy, o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Rodríguez, justificou a decisão de libertar o que considerou um número significativo de prisioneiros como “um gesto para consolidar a paz e a convivência pacífica”. Fez questão de ressaltar ter sido esta uma medida unilateral do atual governo e não fruto da pressão dos EUA. A madrugada, contudo, foi tensa para os parentes dos presos, sem informações sobre nomes, e resultou na soltura de apenas cinco, com passaporte espanhol. Entre eles, o ex-candidato Enrique Márquez e a respeitada advogada de direitos humanos Rocío San Miguel, presa há 23 meses sob a falsa acusação de conspiração, traição e terrorismo. “Três da manhã na Venezuela. Uma noite absolutamente dramática com centenas de famílias esperando. No plano político, a não liberação nesta noite, depois de mais de cinco horas desde o anúncio, só deixou de lado a fragilidade do poder do Rodrigato. O que ou quem está impedindo que os presos políticos saiam?”, relatou o cientista político Luis Peche em suas redes sociais. A confusa e lenta libertação de presos políticos parece ser a primeira concessão dos irmãos Rodríguez, que agora detêm o poder na Venezuela. Segundo a ONG Foro Penal, o governo mantém 820 encarcerados por razões políticas e as mais variadas e fantasiosas acusações. Cerca de uma centena se encontra na temida prisão conhecida como El Helicoide, considerado um centro de tortura gerido pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin). O regime chavista, agora reprocessado sob a insígnia de Trump, tem sido ambíguo em suas declarações. De um lado, fornece tímidas demonstrações de abertura e de colaboração; de outro, mantém paramilitares e milicianos para patrulhar ruas e assegurar a ordem pela força, em mais um indício de que o aparato repressor está intacto. Para o público interno, a presidente interina tenta passar a imagem de que o regime resistiu à intervenção dos EUA na deposição de Maduro e Cília Flores. “Ninguém aqui se rendeu. Houve uma luta e uma luta por esta pátria. Temos dignidade histórica, compromisso e lealdade ao presidente Maduro, que foi sequestrado”, assegurou ela na cerimônia em homenagem aos cem mortos da operação americana do dia 3. A veemência que a presidente interina tenta passar aos venezuelanos, contudo, perde força nas medidas ditadas pelo governo Trump, como o controle do petróleo do país, mas ainda se sustenta pela brutalidade no cotidiano das ruas.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Corpo de Bombeiros abre inscrições presenciais para o Projeto Botinho em Maricá após problemas no sistema on-line
    Artigo Seguinte
    IFPA prorroga inscrições para professores substitutos em Santarém

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário