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    Em manobra, Trump diz ao Congresso dos EUA que guerra com Irã está 'encerrada'

    há 1 semana

    Irã apresenta nova proposta de paz para encerrar guerra contra os EUA O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou ao Congresso que as hostilidades com o Irã “foram encerradas”, apesar de tropas americanas continuarem mobilizadas na região. O documento foi enviado aos parlamentares nesta sexta-feira (1º), segundo a Associated Press. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na prática, a medida tenta contornar o prazo legal que terminou na quinta-feira (30) para que o Congresso autorizasse a continuidade da guerra. Nos EUA, o presidente pode iniciar ações militares sozinho, mas precisa do aval do Congresso em até 60 dias para manter o conflito. Como o Congresso não votou o tema, o governo passou a afirmar que a regra não se aplica porque o conflito teria terminado com um cessar-fogo iniciado no começo de abril. “As hostilidades que começaram em 28 de fevereiro de 2026 foram encerradas”, escreveu Trump ao presidente da Câmara, Mike Johnson, e ao presidente pro tempore do Senado, Chuck Grassley. Apesar disso, o próprio presidente indicou que a crise está longe do fim. Segundo Trump, o Irã ainda representa uma “ameaça significativa” aos Estados Unidos e às Forças Armadas americanas. O Congresso entrou em recesso por uma semana sem tomar nenhuma decisão sobre a guerra. Parlamentares republicanos, maioria nas duas Casas, evitaram levar o tema a votação — movimento visto como tentativa de não confrontar o presidente. O líder republicano no Senado, John Thune, disse que não pretende pautar uma autorização militar para o uso da força contra o Irã. Ainda assim, a maioria do partido apoia a ofensiva ou prefere dar mais tempo ao presidente diante do cessar-fogo em vigor. 🔎 A resistência em enfrentar Trump ocorre em um momento politicamente delicado para os republicanos, com aumento da insatisfação popular tanto com o conflito quanto com o impacto nos preços dos combustíveis. LEIA TAMBÉM Trump diz não estar satisfeito com acordo de paz proposto pelo Irã para encerrar a guerra Como decisão da Suprema Corte pode reduzir a representação de negros e latinos nos EUA Papa Leão XIV nomeia ex-imigrante irregular como bispo nos EUA Lei de Poderes de Guerra Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, gesticula durante uma coletiva de imprensa na cúpula da OTAN, em Haia, Países Baixos, em 25 de junho de 2025. Reuters/Yves Herman A chamada Lei de Poderes de Guerra foi criada em 1973, após a Guerra do Vietnã, justamente para limitar ações militares iniciadas sem aprovação do Congresso. A lei determina que o presidente tem 60 dias para encerrar a ofensiva ou obter autorização do Congresso para continuar a guerra. O prazo pode ser estendido por mais 30 dias para a retirada segura das tropas, desde que o Congresso seja informado. Mesmo assim, o governo Trump nunca demonstrou interesse em pedir autorização formal para atuar contra o Irã ou outros países. Em audiência no Congresso nesta semana, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo com o Irã interrompeu a contagem do prazo legal. “Estamos em um cessar-fogo, o que, no nosso entendimento, pausa ou interrompe o prazo de 60 dias”, afirmou. O Irã ainda controla o estratégico Estreito de Ormuz, enquanto a Marinha dos EUA mantém um bloqueio naval para impedir a exportação de petróleo iraniano. Democratas contestam essa interpretação. Eles afirmam que a guerra não pode ser considerada encerrada enquanto forças americanas continuam operando na região. VÍDEOS: mais assistidos do g1
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