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    ELEIÇÕES 2026: Entenda como a contagem dos votos define as vagas para deputados no AM

    13 hours ago

    Eleições 2026: Entenda como a contagem dos votos define as vagas para deputados Foto: Reprodução/Rede Amazônica Na eleição para deputado, o voto não escolhe apenas um candidato. Ele também define quantas vagas cada partido ou federação terá no Legislativo. O sistema proporcional funciona assim: quanto mais votos uma legenda recebe, maior é a chance de conquistar cadeiras. No Amazonas, por exemplo, há oito vagas para deputado federal. Para calcular quantos votos são necessários, em média, para conquistar uma cadeira, a Justiça Eleitoral divide o total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis. Se o estado tivesse 800 mil votos válidos, a conta seria: 800 mil dividido por oito. O resultado, 100 mil votos, seria o quociente eleitoral. Esse número serve de base para definir quantas cadeiras cada partido ou federação terá. Depois do cálculo do quociente eleitoral, vem o quociente partidário. É ele que mostra quantas cadeiras cada partido ou federação terá direito. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Se um partido somar 400 mil votos e o quociente eleitoral for de 100 mil, o resultado é quatro. Ou seja, o partido conquista quatro vagas. Agora no g1 Mas a escolha dos nomes que vão ocupar essas cadeiras depende da votação individual. Pela regra atual, cada candidato precisa ter pelo menos 10% do quociente eleitoral. No exemplo, seriam 10 mil votos. Isso explica por que um candidato pode ter uma boa votação e ainda assim não ser eleito: se o partido não alcançar votos suficientes, a vaga não é garantida. Por outro lado, candidatos com votação muito alta fortalecem a legenda e podem ajudar a conquistar mais cadeiras. É o caso dos chamados puxadores de votos — políticos que recebem muito mais votos do que o necessário para se eleger e acabam beneficiando colegas da mesma legenda. Federação e voto de legenda Nas eleições proporcionais, os votos são contabilizados para o partido ou para a federação. A federação reúne partidos que decidem atuar juntos como uma única legenda durante todo o mandato. Nesse caso, os votos são somados para definir as cadeiras. O eleitor também pode votar diretamente no partido, sem escolher um candidato. É o chamado voto de legenda, que entra na soma e ajuda a aumentar o número de vagas da legenda. O cientista político Ariel Calmon explica: “O voto proporcional é dado à legenda, não apenas ao candidato. O eleitor ajuda o partido a compor sua lista de prioridades.” Mandato pertence ao partido Outro ponto importante: no sistema proporcional, o mandato é vinculado ao partido. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entende que, nos cargos obtidos nesse modelo, o mandato pertence à legenda. Como explica o secretário judiciário do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), Fábio Lima: “Nos casos de eleições proporcionais, os cargos pertencem, num primeiro momento, ao partido. O partido é que viabilizou aquele acesso daquele candidato ao cargo eletivo.” Em resumo No fim das contas, não basta olhar apenas quem teve mais votos. É a soma da votação, o desempenho dos partidos e a distribuição das cadeiras que transformam o resultado das urnas em representação no Legislativo.
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