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    Elefante-marinho foi abatido com objeto cortante, aponta necropsia preliminar; MPF será acionado

    há 2 meses

    Elefante-marinho é batizado de Leôncio, após enquete do Instituto Biota Reprodução/TV Asa Branca Alagoas O elefante-marinho “Leôncio”, encontrado morto e partido ao meio em Jequiá da Praia, no litoral sul de Alagoas, foi vítima de ação humana, segundo resultado preliminar da necropsia divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo Instituto Biota. De acordo com o biólogo e diretor-executivo do Instituto Biota, Bruno Stephanis, o animal apresentava sinais de agressão por objeto cortante e ainda estava vivo no momento dos ataques. Segundo Stephanis, as lesões foram extremamente violentas e atingiram inclusive os ossos do animal. O Instituto Biota informou ainda que o relatório da necropsia será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que deve acionar os órgãos competentes para investigar o caso e identificar os responsáveis. “Mas a equipe veterinária e os biólogos que estão realizando a necropsia já fecharam que o animal foi abatido. Ele apresenta vários sinais de agressão por meio de objeto cortante. Essas agressões foram tão violentas que vários ossos do animal foram cortados, mutilados por essas agressões”, afirmou. Ainda conforme o biólogo, a necropsia identificou hemorragias, o que indica que as agressões ocorreram enquanto Leôncio ainda estava vivo. “Infelizmente, essas agressões foram realizadas enquanto o animal estava com vida. Isso são sinais claros apresentados durante a necropsia, por meio de hemorragias”, disse. Leôncio estava em processo de troca de pelagem, fase em que o animal permanece em repouso fora da água e não deve sofrer intervenções, segundo a literatura científica. O monitoramento vinha sendo feito diariamente pela equipe do Instituto Biota, e até então não havia indicação de necessidade de manejo. “O animal estava em processo de troca de pelagem, então ele tinha um comportamento diferenciado, que é ficar em repouso fora da água. A literatura indica que não se deve fazer manejo ou contenção nesse período, e ele não apresentava sinais de urgência”, explicou Stephanis. Segundo o Instituto Biota, a equipe já havia preparado estrutura para eventual contenção e transporte após a troca de pelagem, mas o animal foi morto antes da conclusão do processo. “O animal não teve nem esse tempo para passar tranquilamente pelo litoral. Infelizmente, foi abatido antes de conseguirmos fazer qualquer intervenção”, afirmou. Leôncio havia aparecido no litoral de Alagoas no dia 11 de março e vinha sendo monitorado por especialistas, além de ter mobilizado moradores e turistas por onde passou.
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