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    'Ele nunca vai entender que está sendo ajudado', alertam biólogos após lagarto arrancar parte de dedo de trabalhador em MT

    1 day ago

    Trabalhador é atacado após tentar dar água para lagarto em Rondonópolis Após um lagarto arrancar parte do dedo de um trabalhador que tentava dar água ao animal, biólogos reforçaram que a espécie, conhecida como teiú, não entende que está sendo ajudada. Segundo especialistas, animais silvestres enxergam a aproximação humana como uma ameaça e podem atacar mesmo diante de tentativas de socorro ou alimentação. Em imagens registradas na terça-feira (9), é possível ver o momento em que o trabalhador se aproxima do réptil com uma garrafa para oferecer água ao animal. No entanto, o lagarto avança em direção à mão do homem e o morde (assista acima). De acordo com o biólogo Luiz Eduardo Saragiotto Silva, o teiú é um lagarto de grande porte, predador e de comportamento defensivo bastante acentuado. O animal possui uma dieta variada, alimentando-se de pequenos vertebrados, artrópodes, aranhas, escorpiões e outros animais que encontra pelo caminho. Segundo o especialista, é comum que o teiú tente fugir ao perceber a aproximação humana. No entanto, quando se sente encurralado ou perseguido, pode reagir com ataques. “Ele nunca vai entender que está sendo ajudado. Muitas pessoas acabam correndo atrás do teiú ou tentando tocá-lo. Em um primeiro momento ele tenta escapar, mas, se for pressionado, pode correr atrás e morder. É um comportamento relativamente comum. E a mordida é muito forte”, afirmou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp O biólogo ressaltou que a recomendação é evitar qualquer aproximação com animais silvestres, já que suas reações são imprevisíveis. Segundo ele, o lagarto pode tanto fugir quanto avançar para se defender, o que torna impossível prever sua reação diante da presença humana. O guia de turismo e biólogo Marcos Ardevino, explicou que a tentativa de oferecer alimento ou água também não é recomendada. Além de ser proibido alimentar a fauna silvestre no Brasil, os animais normalmente conseguem obter água e nutrientes a partir da própria alimentação. “Muitas pessoas se sensibilizam e querem ajudar, mas esses animais não precisam desse tipo de intervenção. A exceção seria uma situação extrema, como um incêndio florestal. Fora isso, não há motivo para oferecer água ou comida”, explica. Nos casos em que o animal aparenta estar ferido ou debilitado, a orientação é acionar os órgãos ambientais competentes para que profissionais capacitados façam o resgate e o atendimento adequado. Teiú pode ser encontrado em quase todo o Brasil Rudimar Narciso Cipriani Marcos reforçou ainda que a observação da fauna deve ocorrer sempre a uma distância segura, tanto para as pessoas quanto para os próprios animais. “Em hipótese alguma as pessoas devem se aproximar desse tipo de animal, porque ele nunca vai entender que está sendo ajudado. Ele sempre vai interpretar a aproximação como uma ameaça e pode atacar”, alerta. Já Luiz Eduardo ressaltou que animais silvestres não devem ser tratados como animais de estimação. Segundo ele, répteis não desenvolvem vínculos afetivos semelhantes aos observados em cães e gatos. “Animal silvestre não é pet. Os lagartos não criam vínculo como um cachorro ou um gato. O teiú é um réptil e, diante da aproximação humana, a tendência é que ele se sinta ameaçado. Foi provavelmente isso que aconteceu neste caso e acabou resultando no ataque”, concluiu. Trabalhador é atacado por lagarto em Horto Florestal de Rondonópolis (MT) Reprodução
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