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    'Égua da pergunta', diz Davi Alcolumbre ao ser questionado sobre a abertura de uma CPI para investigar caso Master

    3 weeks ago

    Ao marcar sessão do Congresso com pauta única, Alcolumbre deixa claro que não criará CPI do Master O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao ser questionado nesta terça-feira (19) se pretende autorizar a abertura e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes do Banco Master, respondeu: "Égua da pergunta. Gostou do égua? É lá do Amapá". Égua é um termo utilizado no Norte do país para expressar espanto, consternação. Hoje, há pelo menos cinco pedidos protocolados de abertura de uma CPI para investigar o caso. Um requerimento de CPI exclusivo da Câmara, três do Senado e um pedido de CPI mista, ou seja, que reúna deputados e senadores. Além disso, tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos da oposição e da base para abertura do colegiado. Uma decisão do STF poderia obrigar o parlamento a criar a comissão - como aconteceu com a CPI da Covid. Alcolumbre marcou para quinta-feira (21) uma sessão do Congresso Nacional para análise de um veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que restringe a transferência de recursos federais para municípios considerados inadimplentes. Prefeitos, reunidos na Marcha dos Municípios, em Brasília, fizeram essa demanda aos presidentes do Senado e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Não há previsão para que ele leia, nessa sessão, o requerimento de abertura da CPI. A partir desse ato, começa a contar um prazo para que os partidos indiquem os integrantes do colegiado. Depois dessa indicação, ainda é necessário que a comissão seja formalmente instalada. Essa será a segunda votação do ano do Congresso Nacional. Pelas regras do regimento do parlamento, se um pedido de CPI mista atingir o número de assinaturas suficientes de apoio, esse precisa ser lido na primeira sessão subsequente. Alcolumbre ignorou o pedido na primeira sessão do ano, em abril, quando os parlamentares derrubaram o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria, que abre caminho para a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, inclusive a do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar. Durante a sessão do plenário desta terça-feira (19), Alcolumbre foi cobrado por três senadores- Jaime Bagattoli (PL-RO), Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Novo-CE)- para aproveitar essa sessão conjunta para criar a CPI do Master. Ele também não os respondeu. Restrições de várias alas políticas Apesar das manifestações públicas pela abertura de uma CPI para apurar o caso Master, nos bastidores o tom muda. Parlamentares de todos os espectros políticos admitem que a investigação não interessa à cúpula do Congresso e a nenhum segmento político. Deputados e senadores também apontam que um calendário curto para avançar com a criação das comissões devido ao ano eleitoral.
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